QUARTA-FEIRA - XXXII SEMANA - TEMPO COMUM - ANOS PARES - 14 NOVEMBRO 2018

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11Nov2018
| Escrito por Assis

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QUARTA-FEIRA - XXXII SEMANA - TEMPO COMUM - ANOS PARES - 14 NOVEMBRO 2018

Primeira leitura: Tito 3, 1-7

Paulo faz chegar a sua mensagem a toda a comunidade, por meio de Tito. Assim, colabora, com o responsável da comunidade, na construção de uma Igreja que pretende digna de tal nome e capaz de testemunhar o Evangelho.

Come√ßa por sublinhar a dimens√£o p√ļblica do ser crist√£o. A f√© em Cristo n√£o pode ser reduzida a uma experi√™ncia privada; deve manifestar-se publicamente e penetrar na trama das rela√ß√Ķes sociais. Depois, descreve a passagem decisiva da maldade e do √≥dio a um presente iluminado pela gra√ßa de Deus: ¬ęTamb√©m n√≥s √©ramos outrora insensatos, rebeldes, extraviados, escravos de toda a esp√©cie de paix√Ķes e prazeres, vivendo na maldade e na inveja, odiados e odiando-nos uns aos outros. Mas, quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador¬Ľ (vv. 3-4). Esta passagem marca a grande novidade de Jesus, incarna√ß√£o pessoal do amor misericordioso do Pai.

Esta ¬ęBoa Nova¬Ľ √© destinada a cada um de n√≥s, tal como foi destinada aos crentes confiados aos cuidados pastorais de Tito. Hoje, como ontem, estamos perante um dom gratuito e inesperado de Deus. Sempre que contactamos com a palavra escrita, temos oportunidade de fazer mem√≥ria do grande evento anunciado por Paulo, evento que nos regenera e renova pelo poder do Esp√≠rito Santo.

Evangelho: Lucas 17, 11-19

Jesus retoma a viagem para Jerusalém, onde como os profetas, será chamado a dar a vida. Entra numa aldeia de samaritanos e deixa-se interpelar por um grupo de leprosos. Eram samaritanos, estrangeiros para os judeus; eram leprosos e tornavam impuro quem se aproximasse deles (vv. 12s.).

Mas Jesus é o salvador de todos, o irmão universal. Veio para todos: não faz acepção de pessoas, não despreza ninguém por pertencer a um determinado povo ou a uma certa raça; muito menos despreza alguém por estar doente. Jesus realiza este milagre com a sua habitual discrição e abertura aos mais pobres entre os pobres, àqueles que mais precisam da sua intervenção salvadora.
São curados os 10 leprosos; mas só um deles sente a obrigação de agradecer (v. 15).

O gesto de se lan√ßar aos p√©s de Jesus significa, n√£o s√≥ a sua gratid√£o pelo milagre, mas tamb√©m a decis√£o de se tornar disc√≠pulo (v. 16). E s√≥ ele √© plenamente curado, no corpo e na alma. N√£o basta encontrar Jesus. √Č preciso escutar a sua palavra, deixar-se atrair pela gra√ßa e segui-lo para onde quer que v√°. O caminho da salva√ß√£o vai da gra√ßa recebida, √† gratid√£o, ao louvor

O evangelho de hoje permite-nos compreender melhor aquilo que dizemos no pref√°cio da celebra√ß√£o eucar√≠stica: ¬ę√© verdadeiramente nosso dever, √© nossa salva√ß√£o, dar-vos gra√ßas¬Ľ. Os leprosos curados foram dez. Mas apenas um sentiu o dever de agradecer.

Estamos tão habituados às graças de Deus que já não nos admiramos com elas. Damo-las por pressupostas e, muitas vezes, não as agradecemos. E, todavia, é nosso dever reconhecer os dons de Deus e dar-Lhe graças por eles. Essa gratidão é fonte de salvação para nós. Foi o que aconteceu com o leproso curado, que foi agradecer a Jesus.

Impressionam-nos as perguntas que Jesus lhe faz. Impressiona-nos especialmente a exclama√ß√£o final: ¬ęLevanta-te e vai. A tua f√© te salvou¬Ľ (v. 19). Jesus mostra-se admirado por um s√≥ dos leprosos curados ter voltado para agradecer. E declara que foi a f√© que o curou plenamente.

Vejamos o itinerário que este homem percorreu: era um leproso como os outros; como os outros invocou a compaixão de Jesus; como os outros foi mostrar-se aos sacerdotes. Mas só ele voltou atrás para agradecer a Jesus. Jesus reconheceu nesse agradecimento uma manifestação de fé pura. Assim, verificamos que o encontro pessoal com Jesus não só lhe renovou o corpo, mas também lhe transformou profundamente a alma.

O leproso curado não ficou satisfeito unicamente por ter resolvido um problema pessoal. Parecia-lhe pouco e, sobretudo, pouco digno de um homem que tinha intuído ter encontrado uma pessoa extraordinária. O seu verdadeiro desejo foi voltar atrás para conhecer... conhecer para reconhecer aquele que o curou... reconhecê-lo para lhe agradecer e segui-lo...

√ā¬†Estamos perante um caminho de inicia√ß√£o crist√£, que todo o fiel deveria percorrer e reviver nos momentos decisivos da sua exist√™ncia. Uma gra√ßa material √© pouca coisa em compara√ß√£o com aquilo que Deus tem para nos dar quando reconhecemos o seu amor e damos gra√ßas.
Fonte: F. Fonseca em ‚Äúdehonianos.org/portal/liturgia>‚ÄĚ