CONVERSÃO DE S. PAULO - 25 JANEIRO 2019

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23Jan2019
Actualizado em 23 Janeiro 2019 | Escrito por Assis

 

CONVERSÃO DE S. PAULO - 25 JANEIRO 2019 

Saulo, cidadão romano por privilégio da sua cidade natal, Tarso, era um judeu convicto, formado na escola de Gamaliel, em Jerusalém. opôs-se decididamente à nova fé que começava a propagar-se na Palestina e arredores. Clamou pela morte de Estêvão, e tomou parte nela, guardando as capas dos que apedrejavam o protomártir. Perseguiu violentamente os crentes em Jesus Cristo. O seu nome causava terror nas comunidades cristãs. Ao dirigir-se para Damasco para prender os cristãos que lá encontrasse e conduzi-los a Jerusalém, encontrou Jesus ressuscitado.

Esse encontro mudou-lhe para sempre a vida, com a sua forma de crer e de pensar. Jesus ressuscitado, que ele perseguia, tornou-se o centro da sua espiritualidade e da sua teologia. 

Em Antioquia, Saulo faz a sua primeira experiência de vida cristã. Tornado apóstolo do evangelho, com o nome de Paulo, Antioquia será também o ponto de partida para as suas viagens missionárias. 

Funda diversas comunidades na Ásia e na Europa. escreve-lhes cartas que testemunham o seu amor a Jesus Cristo e à Igreja, e nos dão elementos importantes da sua teologia. 

 

Como apóstolo verdadeiro e autêntico, Paulo tem sempre o cuidado de voltar a Jerusalém para se confrontar com os outros apóstolos e não correr em vão.

Há muitos séculos que a festa da conversão de S. Paulo foi fixada no dia 25 de Janeiro, talvez por causa da data da transladação do seu corpo, que actualmente repousa na basílica de S. Paulo fora dos muros, em Roma.

Primeira leitura: act 22, 3-16

 

Este é um dos três relatos com que lucas enriquece a história da primitiva comunidade cristã. Sem se preocupar com o rigor histórico, - alguns pormenores são mesmo improváveis -, o autor do livros dos actos pretende personificar em Paulo a justificação do cristianismo e a falta de razão do judaísmo.

O evento de Damasco articula-se em três momentos: um diálogo de reconhecimento mútuo entre jesus ressuscitado e Saulo de Tarso; a conversão de Saulo revelada na pergunta: "que hei de fazer, Senhor?"; a missão: quem conheceu a vontade de Deus e viu o justo recebendo a palavra da sua boca, torna-se testemunha do que viu e ouviu. doravante, para Paulo, a única forma de vida é ser missionário.
Evangelho:Mc 16, 15-18

Paulo não pertenceu ao grupo dos doze. Mas a liturgia aplica-lhe também as palavras de Jesus aos doze, no momento em que subia ao céu:

"Ide pelo mundo inteiro, proclamai o evangelho a toda a criatura" (v. 15).

Paulo, depois da sua experiência de fé e de comunidade, torna-se verdadeiro apóstolo de Jesus.

Desde sempre a Igreja entendeu que o mandato missionário do ressuscitado se dirigia também a ele. Paulo submete-se e obedece. Deus quer salvar a humanidade com a colaboração da própria humanidade. Jesus precisa de missionários-testemunhas. 

A salvação é fruto da pregação e realiza-se pelo ato de fé de quem a escuta: "quem acreditar e for batizado será salvo" (v. 16).

Deus, que nos criou sem nós, não nos salva sem a nossa colaboração.
Os sinais e prodígios que acompanham a pregação dos apóstolos manifestam a presença consoladora de Deus no meio de nós.

Fonte: “dehonianos.org/portal/liturgia”