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29Maio2012
| Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

Os semianristas do Seminrio Diocesano de S. Jos no dia da inaugurao oficial com D. Francisco Lerma e D. Manuel Chuanguira

29.04.2012: Domingo do bom Pastor.Dia Mundial das Vocaes. O Sr. bispo presidiu Eucaristia na Catedral. Na parte da tarde, na Capela da Casa Diocesana orientou a Hora Santa pelas Vocaes com os seminaristas do Seminrio Diocesano S. Jos.

Os seminaristas do Seminrio Diocesano de S. Jos

01.05.2013. Encerramento da Assembleia diocesana dos Consagrados/as da Diocese em Milevane para a Eleio da nova Direco da Cirm-Conferemo na Diocesana. Foi eleita a Irm Isaura, como Presidente Diocesana. E o Pe. Renato, como Vice-Presidente.

04.05.2012. A Madre Geral e a Delegada da Regio de Angola - Moambique, das Irms do Instituto Jesus Maria e Jos visitaram o Sr. Bispo. As Irms de Jesus Maria e Jos trabalham na Parquia de N. S. de Ftima de Ile.

06.05.2012. Uma delegao Diocesana composta pelo Sr. Bispo, Pe. F. Cunlela, Vigrio Geral, pela Ir, Torica, do secretariado de Pastoral e pelo Sr. Hilrio, participou no Jubileu dos 50 Anos da Fundao da Diocese de Tete.

08.05.2012. O Superior Geral, o Superior Provincial da ndia e o Superior Provincial do Brasil dos Missionrios Claretianos visitaram o Sr. Bispo. Os Padres Claretianos trabalham nas Parquias de N.S. da Anunciao de Gil e de S. Pedro Claver de Muiane. Actualmente so 5 Padres Claretianos que trabalham na nossa Diocese.

12.05.2012. Um grupo de 7 jovens do Movimento Carismtico encontraram-se com o Sr. Bispo para lhe informar do andamento da fundao do referido Movimento na Diocese. Actualmente conta com dois grupos, em Alto Molcue e em Gur.

12 e 13.05.2013: ! Peregrinao Diocesana com motivo do 13 de Maio Igreja de N. S. de Ftima de Muliquela, sede da Proquia e primeira Igreja dedicada a Nossa Senhora na Diocese.

D. Francisco e D. Manuel com os Padres concelebrantes no dia 13 de Maio em Muliquela

14.05.2012. A Equipa formadora do Seminrio Diocesano S. Jos, reuniu ara tratar alguns assuntos sobre o andamento acadmico, disciplinar e espiritual da vida do Seminrio. Participaram os Bispos D. Francisco e D. Manuel, e os Padres Miguel de Oliveira, Vice- Reitor e o Pe. Luciano Comastri, Administrador do Seminrio.

17-05.2012. O Sr. Bispo trabalhou com a Comisso pre - Capitular das Irms da Imaculada Conceio de Lichinga, formada pela Madre Geral e pelas Irms Rebeca e Lcia, acompanhadas pela Irm Dalmzia Colombo, das Missionrias da Consolata como assessora, em preparao do prximo captulo Geral da referida Congregao.

20.05.2012. O Sr. Bispo celebrou na sede da Parquia de N.S. da Conceio de Invinha com a comunidade local.

21.05.2012. O Sr. Bispo recebeu a visita do Director Regional da Zona Centro do Banco Millennium Bim, acompanhado pelo Gerente da delegao local.

26.05.2012. Reunio da Comisso Diocesana para Assuntos Econmicos e Projectos.

Foi analisada a situao econmica da Diocese durante os meses de Abril e de Maio, o andamento do oramento deste ano, a manuteno do Seminrio diocesano S. Jos, a entrega por parte das parquias da Contribuio Diocesana deste Ano e a situao dos Projectos que se esto realizando, nomeadamente: a Casa Diocesana, a Casa das Irms em Namarroi, a Casa Paroquial de ILE, a reabilitao da Casa Paroquial e da Igreja de Mualama, a Casa Paroquial de Naburi, a Casa para a Rdio e Secretariado de Pastoral em Invinha, o Projecto da Rdio Diocesana e o Projecto da Universidade Catlica.

27.05.2012. O Sr. Bispo, junto com o Pe. Francisco Cunlela,Vigrio Geral e o Pe. Jos Pedro Vasco, presidiu na Parquia de N. S. de Ftima Eucaristia na sede da Parquia com a comunidade local.

A Igreja Paroquial de N. S. de Ftima do Alto Molcu

Encontrou-se com o P. Messias para tratar sobre a preparao da Ordenao Sacerdotal do dicono Baslio, dos Dehonianos, marcada para o dia 1 de Julho deste ano, no Alto Molcu.

Tambm aproveitou a oportunidade para inteirar-se do andamento das obras da construo da nova Igreja Paroquial e do Salo polivalente, na sede da parquia. Para tal fim reuniu com a Comisso de Assuntos econmicos e Obras da Parquia.

A construo da nova Igreja Paroquial de N. S. de Ftima do Alto Molcu

O Sr. Administrador do Distrito de Molcu encontrou-se com o Sr. Bispo para tratar alguns assuntos de interesse comum.

Saudao do Sr. Administrador Distrital de Molcu e sua esposa

 

Profanada a imagem da "Santinha"

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25Maio2012
| Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

Por volta das 12.00H de hoje, 25.05.2012, o Comandante da Polcia Distrital de Gur comunicou ao Sr. Bispo que a imagem de N. S. de Ftima, que se encontra numa gruta conhecida pelo nome da "Santinha", foi destruda com o lanamento de uma pedra por um desconhecido.

A gruta da "Santinha". A imagem de N. S. de Ftima estava colocada na parte superior.

D. Francisco, acompanhado pelo Pe. Manuel Nassuruma, Secretrio da Diocese, e pelo o Pe. Luciano Cominotti, Administrador Diocesano e por dois jovens da comunidade local,logo a seguir, nesta mesma tarde, foram at "Santinha" e constaram a veracidade dos factos.

O nome do lugar "Santinha" pintado sobre a rocha

Devotadamente, rezaram um "Ave- Maria", em desagravo pela profanao, pelo bom entendimento e pela paz religiosas e civil, que sempre caracterizou o relacionamento entre os cidados da Alta Zambzia. Nunca foi motivo de lutas ou desentendimento a questo religiosa. Este lugar da "Santinha" foi sempre um lugar "ecumnico", abeto a todos, espao de orao, de descanso, de sossego e de lazer para os cidados de Gur, sem distino de credo, de condio social ou de quaisquer outro classe de discriminao.

A gua a correr pelas rochas da "Santinha", ao lado da gruta.

Ao regresso cidade, D. Francisco foi at ao Comando da Polcia onde apreciou os danos causados imagem e a pedra usada por quem praticou o lamentvel facto.

Pormenor dos destroos da imagem de N. S. de Ftima, recolhidos pela Polcia no prprio lugar dos factos.

   

Carta Pastoral de D. Francisco Lerma: "Partilha de bens"

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23Maio2012
| Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

Carta Pastoral do Bispo de Gur: Partilha de bens.

A sustentabilidade econmica e crist na Diocese de Gur

Carssimos Diocesanos

1. O tema da economia, to debatido em todo o lado, pelos governos, instituies pblicas e privadas e nas famlias, para ns, discpulos de Jesus Ressuscitado, para alm dos seus aspectos tcnicos, deve ser iluminado pela luz do Evangelho, pelo testemunho que nos deixaram as primeiras comunidades crist e no s. Eis o que os primeiros cristos nos transmitiram: A multido dos que haviam abraado a f tinha um s corao e uma s alma. Ningum chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. Com grande poder, os Apstolos davam testemunho da ressurreio do Senhor Jesus, e uma grande graa operava em todos eles. Entre eles no havia ningum necessitado, pois todos os que possuam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda e depositavam-no aos ps dos Apstolos. Distribua-se, ento, a cada um conforme a necessidade que tivesse (Act 4,33 - 35).

2.Os Bispos e os cristos da Igreja em Moambique, motivados com renovado empenho pelas trs Assembleias Nacionais de Pastoral dos ltimos 35 anos (I ANP, Beira 1977; II ANP, Matola 1991; III ANP, Matola 2005), queremos partilhar de facto o que a Providncia pe nas nossas mos e, ao mesmo tempo, sentimo-nos fortemente comprometidos e decididos a favorecer o processo de autonomia econmica das Comunidades, das Paroquias e das Dioceses.

3.Nesta linha de procura da autonomia econmica, fundamental o contributo de cada padre, religioso, religiosa, animadores e de todos os cristos, sobretudo sentindo-se comprometidos em primeira pessoa no esforo por encontrar fontes de receitas para as prprias actividades pastorais, acabando com a ideia de que: a Diocese tem que fazer tudo pois ela rica, recebe dinheiro de Roma e tem que pagar o meu trabalho. Este modo de considerar a problemtica econmica da nossa Igreja tem que ser afastado totalmente da nossa maneira de pensar, como se a Igreja (Diocese, Parquias, comunidades) fosse uma coisa e os baptizados (padres, irms, animadores, cristos) outra.

4.A II Assembleia Nacional de Pastoral (Matola 1991) analisou profundamente as causas desta situao de dependncia quase absoluta do exterior, e indicou orientaes comuns rumo consolidao da Igreja local, com a auto - sustentabilidade local: , portanto, urgente que as Igrejas particulares de frica se proponham o objectivo de chegar quanto antes a prover s suas necessidades, assegurando desse modo a sua auto-suficincia(Cfr. II Assembleia Nacional de Pastoral, nn.36-41).

5.Acabou o tempo das calamidades e do perodo que lhe seguiu ainda muito forte hoje dos projectos, sem os quais nada ou quase nada feito. Mantinha-se e ainda se mantm uma dependncia muito acentuada dos projectos financiados do exterior. Para qualquer coisa que se deseja fazer ou se projecta, continuamos a depender da boa vontade do financiamento exterior e do pouco ou quase inexistente das nossas prprias foras. Nas trs ltimas dcadas, a Igreja em Moambique vem-se debruando constantemente sobre esta realidade para melhor compreender e assimilar a responsabilidade de cada cristo de prover as necessidades da vida da Igreja, das suas actividades e demais subsdios necessrios evangelizao.

6.A situao de pobreza absoluta que afecta a maioria da nossa populao e a ns prprios, afecta tambm a nossa Igreja, pois ela est inserida no nosso meio. A Igreja j deitou razes no nosso povo, ns prprios somos a Igreja. Este problema est tambm unido promoo humana, pois a Igreja sempre desenvolveu a sua misso evangelizadora paralelamente com a promoo humana. Na fidelidade aos ensinamentos e ao exemplo de seu Mestre, a Igreja sempre se preocupou com as necessidades bsicas do homem: Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na priso e fostes ter comigo (Mt 25, 35-36).

7.Torna-se difcil corrigir a mentalidade paternalista e assistencialista como em grande parte dos casos era feita a pastoral e demais actividades da Igreja. De facto, tal maneira de agir criou nos cristos um mal-entendido sobre o potencial econmico dos Padres, das Misses, da Igreja e sobre a sua nula responsabilidade neste sector to importante para consolidar a Igreja local. Muitos pensam ainda hoje erradamente: A Igreja rica! A Igreja que deve dar e no o crente at porque a esmagadora maioria das pessoas pobre! (III Assembleia Nacional de Pastoral, n 116).

8.No devemos esperar sermos ricos para contribuirmos para as despesas da nossa famlia. A Igreja somos ns e cada um contribui livremente e segundo as suas possibilidades para com as necessidades dos seus irmos e da sua Igreja. O exemplo da viva pobre do Evangelho que ofereceu no Templo apenas umas pequenas moedas foi elogiado pelo prprio Jesus. Os ricos dificilmente olham para o pobre nem para as necessidades da Igreja. Eles olham para os seus prprios interesses: Estando sentado em frente do tesouro, observava como a multido deitava moedas. Muitos ricos deitavam muitas. Mas veio uma viva pobre e deitou duas moedinhas, uns tostes. Chamando os discpulos, disse: Em verdade vos digo que esta viva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros; porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penria, deitou tudo quanto possua, todo o seu sustento. (Mc 12, 41-44).

9.Na ltima sesso do Conselho Presbiteral (04.04.2012) e, posteriormente, na reunio mensal da Comisso Diocesana para os Assuntos Econmicos, foi feita uma reviso trimestral do Oramento Geral da Diocese (OGD 2012) para a distribuio dos subsdios mensais e demais despesas diocesanas (Subsdios para os Padres e as Parquias, Seminrios, Secretariado de Pastoral, Casa Diocesana, carros, etc.). Os bens de que dispomos e distribumos so dons da Providncia provenientes da contribuio dos cristos e do subsdio ordinrio de Propaganda Fide. No h neste momento mais outras fontes de receita. Os subsdios para os projectos esto totalmente sujeitos aos respectivos Projecto (Ver o Anexo: ORAMENTO PARA O ANO DE 2012).

10.Convido-vos a fazer uma reflexo sria sobre a economia diocesana, apresentando a situao da nossa Diocese e indicando algumas orientaes para o futuro em consonncia com as ORIENTAES DIOCESANAS ACTUALIZADAS, fruto da VI ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL.

11.Acredito profundamente que o que se distribui pelas parquias o que nos vem da Providncia: isto , o subsdio ordinrio de PROPAGANDA FIDE, algumas ofertas que vo aparecendo uma ou outra vez, mas muito raramente, a Contribuio Diocesana Anual dos prprios cristos e o que oferecem pela celebrao dos sacramentos e das visitas pastorais. Certamente este o esprito com o qual devemos receber estes subsdios e os subsdios dos Projectos, destinados aos pobres, s nossas actividades pastorais e ao nosso prprio sustentamento. O que a Providncia nos d deve ser distribudo no esprito da economia de comunho das primeiras comunidades crists.

12.Todos sabemos que a crise econmica mundial reduziu dramaticamente as somas dos subsdios que a Propaganda Fide e os demais benfeitores (Missio, Kirche in Not, Manos Unidas, Mos Unidas, etc.) podem distribuir de facto. Esta situao se, por um lado, desagradvel e nos cria srios problemas sem soluo imediata, por outro lado obriga-nos a comear ou a intensificar com maior urgncia a economia sustentvel a partir de bases locais. 13.Durante as duas dcadas de vida da nossa Diocese, os subsdios distribudos (ordinrios e extraordinrios) se, por uma parte, foram uma ajuda vlida para o crescimento das nossas parquias e de toda a Diocese no seu conjunto; por outra parte, no favoreceu o estudo e a procura em como criar fontes de economia locais para o sustento da Igreja e das obras da Evangelizao, isto , a formao dos agentes da pastoral, a vida das comunidades e das Parquias, os Seminrios, os Noviciados, o clero diocesano, os meios de transporte, a reabilitao e manuteno dos edifcios (casas paroquias, igrejas e capelas), publicaes de livros e demais actividades pastorais. Tudo ou quase dependeu e depende ainda hoje dos Projectos.

Autonomia econmica

14.O Bispo e todos os cristos da nossa Igreja Diocesana, motivados com renovado empenho desde a VI Assembleia Diocesana de Pastoral (Maro 2011), queremos partilhar de facto o que a Providncia pe nas nossas mos e, ao mesmo tempo, sentimo-nos fortemente comprometidos e decididos a favorecer o processo de autonomia das Comunidades, das Paroquias e de toda a Diocese.

15.Nesta linha de procura da autonomia econmica, fundamental o contributo de cada missionrio, padre diocesano, religioso, religiosa, animadores e de todos os cristos, sobretudo sentindo-se comprometidos em primeira pessoa no esforo por encontrar fontes de receitas para as prprias actividades pastorais, acabando com a ideia de que: a Diocese tem que fazer tudo pois ela rica, recebe dinheiro de Roma e tem que pagar o meu trabalho. Tal maneira de pensar tem que ser afastada totalmente da nossa mente, como se a Diocese fosse uma coisa e os baptizados (padres, irms, animadores, cristos) outra.

16.Isto obriga-nos a comear com a reduo gradual dos subsdios mensais no futuro imediato, se no houver uma aceitao prtica da entrega da Contribuio Diocesana como foi estabelecido na VI ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL, pois o subsdio ordinrio de Propaganda Fide no suficiente para manter o subsdio actual at ao fim do ano: A Contribuio Anual Diocesana por cada cristo a partir dos 16 anos de idade de 50,00MT ou o equivalente em produtos no perecveis (Cfr. Orientaes Diocesanas, n 119).

17.Este um dever dos cristos para com a Igreja que comea, primeiro na mente e no corao; s depois que cada um vai contribuir da melhor maneira, segundo o Quinto Preceito da Igreja que estabelece o seguinte: Contribuir para as necessidades materiais da Igreja, segundo as prprias possibilidades. 18.Vivendo neste mundo globalizado, sociedade de consumo, tambm ns somos tentados pelo seu estilo de vida, em contradio com a misria e a pobreza da maioria da populao a quem devemos anunciar o Evangelho. Torna-se necessrio por parte de todos estarmos atentos a estas tentaes que dificilmente aparecem na lista dos nossos pecados.

Um passo em frente

19.Todos ns devemo-nos sentir responsveis e comprometidos em primeira pessoa nesta procura de caminhos concretos (Cfr. Orientaes Diocesanas, n 185). De facto, para chegarmos a uma autonomia econmica necessria a colaborao de todos com esprito de fraternidade, rejeitando toda a forma de juzo e de arrogncia. necessrio organizarmo-nos para termos os meios materiais para a vida da Igreja e das suas actividades (Cfr. Orientaes Diocesanas, n 186). Vos apresento algumas sugestes que nos podem ajudar neste caminho:

a. -Formao

As Orientaes Diocesanas afirmam que Perante a falta de formao e de informao dos fiis sobre a auto- sustentabilidade da Igreja, urge que todos nos empenhemos no trabalho de conscientizar os cristos para assumirem como prprias as necessidades econmicas da Igreja (OD, n 185,c). Alem da referida formao de base de todos os membros da comunidade, necessrio a formao de ecnomos aos vrios nveis: leigos, religiosos (as) e clero. Devem ser pessoas com experincia pastoral e identificadas com a prpria Igreja que possam assumir com amor, sentido de pertena, dedicao e competncia a animao das comunidades, Parquias e Diocese para esta finalidade. O Secretariado Diocesano de Pastoral h-de preparar uns temas apropriados para os cursos de formao nesta rea. Com este material esperamos que cada Parquia realize cursos de formao para os ecnomos das comunidades e da Parquia.

b.-Conselho para os Assunto Econmicos

Onde ainda no exista, haja a constituio do Conselho para os Assuntos Econmicos nas Parquias e nas comunidades, segundo as Orientaes Diocesanas. O nmero dos membros deve ser impar (3, 5 ou 7), para evitar os empates nas votaes (Cfr. Orientaes Diocesanas n 188).

c.-Oramento anual

No princpio de cada ano necessrio prever as despesas anuais, fazendo o Oramento Geral da Parquia (e no seu caso, o de cada Comunidade ou Zona), que deve ter em conta as despesas correntes do ano anterior e as possveis despesas ordinrias e extraordinrias do ano que comea. Trata-se do que chamamos as Entradas ou Receitas e as Sadas ou Despesas. (Cfr. Orientaes Diocesanas n 188). d.-Livro de Contabilidade Cada Parquia deve ter o seu Livro de Contabilidade actualizado, onde se escreve todo o movimento das contas, o que se recolhe e o que se gasta: todas as entradas (receitas) e todas as sadas (despesas) (Cfr. Orientaes Diocesanas n 189). .

e.- Seminrios.

Torna-se necessrio fazer uma anlise sobre os nossos seminrios e a contribuio das famlias e das parquias. Com a diminuio dos subsdios da Propaganda Fide, aumento do custo de vida e com a criao do nosso Seminrio Propedutico de S. Jos (1 Ano), torna-se necessrio fazer uma anlise sobre os nossos seminrios: a contribuio em gneros ou em dinheiro das famlias e das parquias. O nosso Seminrio de S. Jos de Gur, deve manter-se com a colaborao directa das Parquias, especialmente em gneros. Cada parquia assumir as despesas deste seminrio durante um ms com produtos alimentcios (milho, arroz, feijo, mandioca, batata, cebola, alho, bananas) e animais (galinhas, cabritos, etc.), segundo as suas possibilidades. f.-O uso do dinheiro pessoal e do dinheiro da comunidade. Devemos pensar que tudo o que recebemos das comunidades, do subsdio diocesano ou dos benfeitores, provem da Providncia, pertence a todos e todos somos chamados a partilhar o que recebemos; devemos justificar o uso que foi feito do dinheiro recebido (subsdios, ofertas, projectos).

g.-Reviso das despesas gerais que fazemos normalmente e, de modo especial, na manuteno dos carros e nas viagens no necessariamente pastorais. necessrio que nos interroguemos se nos devemos permitir tantas viagens por qualquer motivo. justo deixar a Parquia por qualquer motivo?

h.-Trasparncia

Trasparncia Perante o pedido de justificao das despesas feitas, da contabilidade escrita e actualizada devidamente, muitos podem sentir-se ofendidos. Justificar o dinheiro recebido e como foi usado normal em qualquer sociedade ou grupo que queira ser justo e transparente no uso do dinheiro sem ter nada a ocultar. Isto no falta de confiana, simplesmente uma lei de justia e de transparncia. Isto faz parte essencial da pobreza do Evangelho. Dificilmente entra na lista dos pecados de um evangelizador e de um pastor da Igreja.

20.Subsdios Na Distribuio de subsdios mensais:

Os subsdios mensais recebidos da Administrao Diocesana so para a sustento dos padres que no tem outras fontes de receitas, para as necessidades mais urgentes da parquia, para a manuteno ordinria da casa diocesana, para os seminrios e para o Secretariado Diocesano de Pastoral.

Os Seminrios, as casas de formao de religiosos e religiosas e os centros de leigos: todos ns devemo-nos sentir comprometidos em primeira pessoa em manter estes centros de formao, pois so o futuro desta Igreja local, (Consolidar a Igreja local: evangelizao, sacerdotes, religiosos/as e agentes de pastoral a todos os nveis), em comunho com toda a Diocese. Peo mesmo uma colaborao econmica, segundo as suas possibilidades aos Religiosos e Religiosas que mantm actividades econmicas na Diocese, nos termos que cada comunidade achar mais conveniente.

necessrio tambm recordar aqui a obrigao de enviar sem esperar o ms de Dezembro, por fases ou tudo de uma vez, Administrao Diocesana ou Secretria da Diocese, a Contribuio Diocesana Anual segundo as normas assumidas na VI Assembleia de Pastoral e j vigentes na Diocese (Cfr. Orientaes Diocesanas, n 191). Quem recebe a Contribuio passar um recibo quem entrega o dinheiro para poder justificar perante os cristos a entrega feita.

21. A luta contra a pobreza um dever de todos A ltima das orientaes sobre os caminhos a seguir que a luta contra a pobreza e a dependncia absoluta do exterior um dever de todos os cidados e para ns os cristos por imperativo evanglico e por dignidade humana. A III Assembleia Nacional de Pastoral conclui com estas palavras: A superao da pobreza material no tudo. necessrio que isto Acontea, sim, mas tendo sempre presente a elevao do homem categoria de filho de Deus (III ANP n.122).

22.Fao um apelo ao esprito de comunho diocesana e de famlia, co-responsabilidade e partilha, ao sentido de pertena a esta Igreja local, de ser e de estar em comunho, que deve animar a nossa evangelizao e todas as nossas actividades pastorais.

23.Na Diocese, famlia reunida no nome do Senhor, todos nos devemos sentir acolhidos como irmos (cf. Rom 15, 7), interessarmo-nos uns pelos outros, evangelizar unidos numa pastoral de comunho e de conjunto, partilhando as alegrias, os sofrimentos e as esperanas da Diocese seja qual for o trabalho ou actividades que cada um exerce. Esta comunho alma e a vida da nossa famlia diocesana, desta Igreja local de Gur que caminha nas terras da Alta Zambzia.

Gure, 1 de Maio de 2012

Festividade de So Jos Operrio

Vosso Bispo

+ Francisco

 

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20Maio2012
| Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicaes Sociais de 2012

Silncio e palavra: caminho de evangelizao

Amados irmos e irms,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicaes Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexes sobre um aspeto do processo humano da comunicao que, apesar de ser muito importante, s vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessrio lembr-lo. Trata-se da relao entre silncio e palavra: dois momentos da comunicao que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um dilogo autntico e uma unio profunda entre as pessoas. Quando palavra e silncio se excluem mutuamente, a comunicao deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrrio, cria um clima de indiferena; quando, porm se integram reciprocamente, a comunicao ganha valor e significado. O silncio parte integrante da comunicao e, sem ele, no h palavras densas de contedo. No silncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a ns mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos.

Calando, permite-se outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a ns no ficarmos presos, por falta da adequada confrontao, s nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espao de escuta recproca e torna-se possvel uma relao humana mais plena. no silncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autnticos da comunicao entre aqueles que se amam: o gesto, a expresso do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silncio, falam a alegria, as preocupaes, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expresso. Por isso, do silncio, deriva uma comunicao ainda mais exigente, que faz apelo sensibilidade e quela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laos. Quando as mensagens e a informao so abundantes, torna-se essencial o silncio para discernir o que importante daquilo que intil ou acessrio.

Uma reflexo profunda ajuda-nos a descobrir a relao existente entre acontecimentos que, primeira vista, pareciam no ter ligao entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opinies ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autntico. Por isso necessrio criar um ambiente propcio, quase uma espcie de ecossistema capaz de equilibrar silncio, palavra, imagens e sons. Grande parte da dinmica atual da comunicao feita por perguntas procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais so o ponto de partida da comunicao para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestes, informaes, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje v-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questes que nunca se ps e a necessidades que no sente. O silncio precioso para favorecer o necessrio discernimento entre os inmeros estmulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicao, aflora a preocupao de muitos pelas questes ltimas da existncia humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? importante acolher as pessoas que se pem estas questes, criando a possibilidade de um dilogo profundo, feito no s de palavra e confrontao, mas tambm de convite reflexo e ao silncio, que s vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer at ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no corao do homem. No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietao do ser humano, sempre procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperana existncia. O homem no se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cticas opinies e experincias de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, quando as pessoas trocam informaes, esto j a partilhar-se a si mesmas, a sua viso do mundo, as suas esperanas, os seus ideais (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicaes Sociais de 2011). Devemos olhar com interesse para as vrias formas de stios, aplicaes e redes sociais que possam ajudar o homem atual no s a viver momentos de reflexo e de busca verdadeira, mas tambm a encontrar espaos de silncio, ocasies de orao, meditao ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens muitas vezes limitadas a um s versculo bblico podem exprimir pensamentos profundos, se cada um no descuidar o cultivo da sua prpria interioridade. No h que surpreender-se se, nas diversas tradies religiosas, a solido e o silncio constituem espaos privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e quela Verdade que d sentido a todas as coisas.

O Deus da revelao bblica fala tambm sem palavras: Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala tambm por meio do seu silncio. O silncio de Deus, a experincia da distncia do Omnipotente e Pai etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistrio do seu silncio (Exortao apostlica ps-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n. 21). No silncio da Cruz, fala a eloquncia do amor de Deus vivido at ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silncio e, no Sbado Santo quando o Rei dorme (), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam h sculos (cfr Ofcio de Leitura, de Sbado Santo) , ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade. Se Deus fala ao homem mesmo no silncio, tambm o homem descobre no silncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. Temos necessidade daquele silncio que se torna contemplao, que nos faz entrar no silncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora (Homilia durante a concelebrao eucarstica com os membros da Comisso Teolgica Internacional, 6 de outubro de 2006).

Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espao da contemplao silenciosa. Desta contemplao nasce, em toda a sua fora interior, a urgncia da misso, a necessidade imperiosa de anunciar o que vimos e ouvimos, a fim de que todos estejam em comunho com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplao silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso prximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva. Depois, na contemplao silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desgnio de salvao que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a histria da humanidade. Como recorda o Conclio Vaticano II, a Revelao divina realiza-se por meio de aes e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na histria da salvao, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistrio nelas contido (Constituio dogmtica Dei Verbum, 2). E tal desgnio de salvao culmina na pessoa de Jesus de Nazar, mediador e plenitude da toda a Revelao. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreio, nos fez passar da escravido do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus.

A questo fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietao do corao humano no Mistrio de Cristo. deste Mistrio que nasce a misso da Igreja, e este Mistrio que impele os cristos a tornarem-se anunciadores de esperana e salvao, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constri a justia e a paz. Palavra e silncio. Educar-se em comunicao quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para alm de falar; e isto particularmente importante paras os agentes da evangelizao: silncio e palavra so ambos elementos essenciais e integrantes da ao comunicativa da Igreja para um renovado anncio de Jesus Cristo no mundo contemporneo. A Maria, cujo silncio escuta e faz florescer a Palavra (Orao pela gora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelizao que a Igreja realiza atravs dos meios de comunicao social. Vaticano, 24 de janeiro dia de So Francisco de Sales de 2012. BENEDICTUS PP XVI (Traduo portuguesa oferecida pela Santa S)

   

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