XXVII Dia Mundial da Juventude. Mensagem do Papa

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29Mar2012
| Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

Mensagem
XXVII Dia Mundial da Juventude
Alegrai-vos sempre no Senhor! (Fil 4,4)

Queridos jovens,

Fico feliz em dirigir-me novamente a vocs, em ocasio do XXVII Dia Mundial da Juventude. A recordao do encontro em Madri, em agosto passado, permanece muito presente no meu corao. Foi um extraordinrio momento de graa, no qual o Senhor abenoou os jovens presentes, vindos do mundo inteiro. Dou graas a Deus por tantos frutos que fez nascer naqueles dias e que no futuro no deixaro de multiplicar-se para os jovens e para as comunidades as quais pertencem. Agora, estamos j nos orientando para o prximo encontro no Rio de Janeiro, em 2013, que ter como tema Ide, pois, fazei discpulos entre todas as naes! (Mt 28, 19).

Este ano, o tema do Dia Mundial da Juventude nos dado de uma exortao da Carta de So Paulo apstolo aos Filipenses: Alegrai-vos sempre no Senhor! (4,4). A alegria, de fato, um elemento central da experincia crist. Tambm durante cada Jornada Mundial da Juventude fazemos a experincia de uma alegria intensa, a alegria da comunho, a alegria de ser cristos, a alegria da f. Esta uma das caractersticas destes encontros. E vemos a grande fora atrativa que essa tem: num mundo muitas vezes marcado pela tristeza e inquietude, um testemunho importante da beleza e da confiabilidade da f crist.

A Igreja tem a vocao de levar ao mundo a alegria, a alegria autntica e duradoura, aquela que os anjos anunciaram aos pastores de Belm na noite do nascimento de Jesus (cfr Lc 2,10): Deus no s falou, no s realizou prodgios na histria da humanidade, mas Deus se fez prximo, fazendo-se um de ns e percorreu todas as etapas da vida do homem.

No difcil contexto atual, tantos jovens em torno a ns tm uma grande necessidade de sentir que a mensagem crist uma mensagem de alegria e de esperana! Gostaria de refletir com vocs, ento, sobre as estradas para encontr-la, a fim que possam viv-la sempre mais em profundidade e que vocs possam ser mensageiros entre aqueles que esto a sua volta.

1. O nosso corao feito para a alegria
A inspirao alegria est impressa no intimo do ser humano. Alm da satisfao imediata e passageira, o nosso corao busca a alegria profunda, plena e duradoura, que pode dar sabor existncia. E aquilo que vale, sobretudo, para vocs, para a juventude um perodo de continua descoberta da vida, do mundo, dos outros e de si mesmos. um tempo de abertura em direo ao futuro, no qual se manifestam os grandes desejos de felicidade, de amizade, de partilha e de verdade, no qual si movido por ideais e se concebem projetos.

E cada dia so tantas as alegrias simples que o Senhor nos oferece: a alegria de viver, a alegria diante da beleza da natureza, a alegria de um trabalho bem feito, a alegria do servio, a alegria do amor sincero e puro. E se olhamos com ateno, existem tantos motivos de alegria: os belos momentos de vida familiar, a amizade partilhada, a descoberta das prprias capacidades pessoais e o alcance de bons resultados, o apreo por parte de outros, a possibilidade de expressar-se e de sentir-se capaz, a sensao de ser teis ao prximo. E depois, a conquista de novos conhecimentos mediante os estudos, a descoberta de novas dimenses por meio de viagens e encontros, a possibilidade de fazer projetos futuros. Mas tambm a experincia de ler uma obra literria, de admirar um grande trabalho de arte, de escutar e tocar msica ou de ver um filme podem produzir em ns verdadeiras alegrias.

Cada dia, porm, nos deparamos tambm com tantas dificuldades e nos coraes existem preocupaes para com o futuro, ao ponto que podemos nos perguntar se a alegria plena e duradoura a qual aspiramos no talvez uma iluso e uma fuga da realidade. So muitos os jovens que se interrogam: realmente possvel a alegria plena nos dias de hoje? E esta busca percorre vrias estradas, algumas das quais se revelam erradas ou pelo menos perigosas. Mas como distinguir as alegrias realmente duradouras dos prazeres imediatos e enganosos? Como encontrar a verdadeira alegria na vida, aquela que dura e no nos abandona tambm nos momentos difceis?

2. Deus a fonte da verdadeira alegria
Na realidade as alegrias autnticas, aquelas pequenas do cotidiano ou aquelas grandes da vida, encontram toda sua origem em Deus, mesmo se no parece primeira vista, porque Deus comunho de amor eterno, alegria infinita que no permanece fechada em si mesma, mas se expande naqueles que Ele ama e que o amam. Deus nos criou sua imagem por amor e para derramar sobre ns este Seu amor, para encher-nos com sua presena e sua graa.

Deus quer fazer-nos participantes de sua alegria, divina e eterna, fazendo-nos descobrir que o valor e o sentido profundo da nossa vida est no ser aceito, acolhido e amado por Ele, e no com uma acolhida frgil como pode ser aquela humana, mas com um acolhimento incondicional como aquela divina: eu sou querido, tenho um lugar no mundo e na histria, sou amado pessoalmente por Deus. E se Deus me aceita, me ama e eu me torno seguro, sei de modo claro e certo que bom que eu seja, que exista.

Este amor infinito de Deus por cada um de ns se manifesta de modo pleno em Jesus Cristo. Nele se encontra a alegria que buscamos. No Evangelho, vemos como os eventos que marcam o incio da vida de Jesus so caracterizados pela alegria. Quando o anjo Gabriel anuncia Virgem Maria que ser me do Salvador, inicia com esta palavra: Alegra-te (Lc 1,28). No nascimento de Jesus, o anjo do Senhor diz aos pastores: Eis que vos anuncio uma boa nova que ser alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que Cristo Senhor (Lc 2,11).

E os magos que procuravam o menino, a apario daquela estrela se encheram de profunda alegria (Mt 2,10). O motivo desta alegria , portanto, a aproximao de Deus, que se fez um de ns. E isto que queria dizer So Paulo quando escreveu aos cristos de Filipo: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor est prximo. (Fil 4,4-5). A primeira causa da nossa alegria a proximidade do Senhor, que me acolhe e me ama.

E, de fato, do encontro com Jesus nasce sempre uma grande alegria interior. Nos Evangelhos podemos ver isso em muitos episdios. Recordamos a visita de Jesus a Zaqueu, um cobrador de impostos desonesto, um pblico pecador, ao qual Jesus diz: preciso que eu hoje fique em tua casa. E Zaqueu, diz So Lucas, recebeu-o alegremente (Lc 19,5-6). a alegria do encontro com o Senhor; o sentir o amor de Deus que pode transformar toda a existncia e levar a salvao. E Zaqueu decide mudar de vida e dar a metade de seus bens aos pobres.

Na hora da paixo de Jesus, este amor se manifesta em toda sua fora. Nos ltimos momentos de sua vida terrena, na ceia com os seus amigos, Ele diz: Como o pai me ama, assim tambm eu vos amo. Perseverai no meu amor... Disse-vos essas coisas para que a minha alegria seja completa (Jo 15,9.11). Jesus quer introduzir seus discpulos cada um de ns na alegria plena, aquela que Ele partilha com o Pai, porque o amor com o qual o Pai o ama esteja em ns (cfr. Jo 17,26). A alegria crist abrir-se a este amor de Deus e pertencer a Ele.

Narram os Evangelhos que Maria Madalena e outras mulheres foram visitar a tumba onde Jesus foi colocado depois de sua morte e receberam de um Anjo o anuncio incrvel, aquele de sua ressurreio. Ento deixaram rapidamente o sepulcro, escreve o evangelista, com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria correram para dar boa notcia aos discpulos. E Jesus veio ao encontro deles e disse: Salve! (Mt 28,8-9). a alegria da salvao que oferecida a eles: Cristo vive, Aquele que venceu o mal, o pecado e a morte. Ele est presente em meio a ns como o Ressuscitado, at o fim do mundo (cfr Mt 28,20). O mal no deu a ltima palavra sobre a nossa vida, mas a f em Cristo Salvador nos diz que o amor de Deus vence.

Esta alegria profunda o fruto do Esprito Santo que nos torna filhos de Deus capazes de viver e de provar sua bondade, de voltar-nos a Ele com o termo Abb, Pai (cfr Rm 8,15). A alegria sinal de sua presena e de sua ao em ns.

3. Conservar no corao a alegria crist
Neste ponto, nos perguntamos: como receber e conservar este dom da alegria profunda, da alegria espiritual?

Um Salmo nos diz: Deleita-te tambm no Senhor, e te conceder os desejos do teu corao (Sal 37,4). E Jesus explica que o Reino dos cus tambm semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai vende tudo o que tem para comprar aquele campo (Mt 13,44). Encontrar e conservar a alegria espiritual nasce do encontro com o Senhor, que pede para segui-Lo, para fazer a escolha decisiva de voltar tudo para Ele.

Queridos jovens, no tenhais medo de colocar disposio toda a vossa vida, dando espao para Jesus Cristo e seu Evangelho; a estrada para haver a paz e a verdadeira felicidade no ntimo de ns mesmos, a estrada para a verdadeira realizao de nossa existncia de filhos de Deus, criados Sua imagem e semelhana.

Busquem a alegria no Senhor: a alegria da f, reconhecer cada dia sua presena, sua amizade: O Senhor est prximo! (Fil 4,5); colocar nossa confiana Nele, crescer no conhecimento e no amor Dele. O Ano da f, que daqui alguns meses iniciaremos, ser para ns ajuda e estmulo. Queridos amigos, aprendam a ver como Deus age em suas vidas, descubram-O escondido no corao dos acontecimentos do seu cotidiano. Creiam que Ele sempre fiel aliana que fez convosco no dia do vosso batismo. Saibam que no vos abandonar jamais. Volteis sempre o olhar para Ele. Na Cruz, doou sua vida porque ama cada um de vocs.

A contemplao de um amor assim grande leva aos nossos coraes uma esperana e uma alegria que nada pode abater. Um cristo no pode ser jamais triste porque encontrou Cristo, que deu a vida por ele.

Buscar o Senhor, encontr-lo na vida, significa tambm acolher sua Palavra, que alegria para o corao. O profeta Jeremias escreve: Vossa palavra constitui minha alegria e as delcias do meu corao (Jer 15,16). Aprender a ler e meditar a Sagrada Escritura, ali encontra-se uma resposta s perguntas mais profundas de verdade que brotam em vossos coraes e em vossas mentes. A palavra de Deus faz descobrir as maravilhas que Deus operou na histria do homem e, pleno de alegria, abre-se ao louvor e adorao: Cantai ao Senhor... adoremos, de joelhos diante do Senhor que nos fez (cfr Sal 95,1.6).

De modo particular, a Liturgia um lugar por excelncia no qual se exprime a alegria que a Igreja atinge do Senhor e transmite ao mundo. Cada domingo, na Eucaristia, a comunidade crist celebra o Mistrio central da salvao: a morte e ressurreio de Cristo. este o momento fundamental para o caminho de cada discpulo do Senhor, no qual se rende presente o seu Sacrifcio de amor; a via na qual encontramos Cristo Ressuscitado, escutamos Sua Palavra, nos nutrimos de seu Corpo e Seu Sangue.

Um Salmo afirma: Este o dia que o Senhor fez para ns: alegremo-nos e nele exultemos! (Salmo 117, 24). E na noite de Pscoa, a Igreja canta o Exultet, expresso de alegria pela vitria de Jesus Cristo sobre o pecado e a morte: Exulta o coro dos anjos... Alegra-se a terra inundada de to grande esplendor... e este templo todo ecoa para as proclamaes do povo em festa!. A alegria crist nasce da conscincia de ser amado por um Deus que se fez homem, que deu Sua vida por ns e venceu o mal e a morte; e viver de amor para ele. Santa Teresinha do Menino Jesus, jovem carmelita, escreveu: Jesus, minha alegria amar-te! (P. 45, 21 de janeiro de 1897, Op. Compl., pg. 708).

4. A alegria do amor
Queridos amigos, a alegria intimamente ligada ao amor: so dois frutos inseparveis do Esprito Santo (cfr Gal 5,23). O amor produz alegria, e a alegria uma forma de amor. A beata Madre Teresa de Calcut, fazendo ecoar as palavras de Jesus: maior felicidade dar que receber! (At 20,35), dizia: A alegria uma rede de amor para capturar almas. Deus ama quem d com alegria. E quem d com alegria d mais. E o Servo de Deus Paulo VI escreveu: Em Deus mesmo tudo alegria, pois tudo dom (Exort. ap. Gaudete in Domino, 9 de maio de 1975).

Pensando aos vrios ambientes da vida de vocs, gostaria de dizer-lhes que amar significa constncia, fidelidade, ter f nos empenhos. E este, em primeiro lugar, nas amizades: os nossos amigos esperam que sejamos sinceros, leais, porque o verdadeiro amor perseverante tambm e, sobretudo, nas dificuldades. E o mesmo vale para o trabalho, os estudos e as atividades que desempenham. A fidelidade e a perseverana no bem conduzem alegria, mesmo que ela no seja sempre imediata.

Para entrar na alegria do amor, somos chamados tambm a ser generosos, a no nos contentarmos em dar o mnimo, mas a empenhar-nos a fundo na vida, com uma ateno especial para com os mais necessitados. O mundo necessita de homens e mulheres competentes e generosos, que se colocam a servio do bem comum. Empenhem-se nos estudos com seriedade; compartilhem seus talentos e os coloquem desde j a servio do prximo. Busquem a maneira de contribuir para uma sociedade mais justa e humana, onde vocs estiverem. Que toda sua vida seja guiada pelo esprito do servio, e no pela busca do poder, do sucesso material e do dinheiro.

A propsito da generosidade, no posso no mencionar uma alegria especial: aquela que se encontra na resposta vocao de dar toda a vida ao Senhor. Queridos jovens, no tenham medo do chamado de Cristo para a vida religiosa, monstica, missionria ou ao sacerdcio. Estejam certos que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele e dedicar-se de corao inteiramente a servio dos outros. Do mesmo modo, grande alegria que Ele reserva ao homem e mulher que se doa totalmente um ou outro em matrimnio para constituir uma famlia e tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja.

Quero destacar novamente um terceiro elemento para entrar na alegria do amor: fazer crescer em suas vidas e na vida de suas comunidades a comunho fraterna. Existe uma estreita ligao entre a comunho e a alegria. No por acaso que So Paulo escreve sua exortao no plural: no se dirige a cada um singularmente, mas afirma: Alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4). Somente juntos, vivendo a comunho fraterna, podemos experimentar esta alegria. O livro dos Atos dos Apstolos descreve assim a primeira comunidade crist: Partiam o po nas casas e tomavam a comida com alegria e simplicidade de corao (At 2,46). Empenhem-se vocs tambm a fim que as comunidades crists possam ser lugares privilegiados de partilha, de ateno e de cuidado um com o outro.

5. A alegria da partilha
Queridos amigos, para viver a verdadeira alegria preciso tambm identificar com ateno quem est longe. A cultura atual induz muitas vezes a buscar objetivos, realizaes e prazeres imediatos, favorecendo mais o inconstante que a perseverana no cansao e a fidelidade aos empenhos.

As mensagem que vocs recebem impulsionam-lhes a entrar na lgica do consumo, provendo uma felicidade artificial. A experincia ensina que ter no coincide com a alegria: existem tantas pessoas que, mesmo tendo tantos bem materiais em abundncia, esto sempre assombradas pelo desespero, pela tristeza e sentem um vazio na vida. Para permanecer na alegria, somos chamados a viver no amor e na verdade, a viver em Deus.

E a vontade de Deus que ns sejamos felizes. Por isso, nos foram dadas indicaes concretas para o nosso caminho: os Mandamentos. Observando-os, ns encontramos a estrada da vida e da felicidade. Mesmo que primeira vista possa parecer um conjunto de proibies, quase um obstculo liberdade, se os meditamos mais atentamente, luz da Mensagem de Cristo, estes so um conjunto de essenciais e preciosas regras de vida que conduzem a uma existncia feliz, realizada segundo o projeto de Deus.

Quantas vezes, ao contrrio, constamos que construir a vida ignorando Deus e Sua vontade leva desiluso, tristeza, sensao de derrota. A experincia do pecado, como a recusa a segui-Lo, como uma ofensa sua amizade, traz sombra aos nossos coraes.

Mas se s vezes o caminho cristo no fcil e o empenho de fidelidade ao amor do Senhor encontra obstculos ou registra quedas, Deus, em sua misericrdia, no nos abandona, mas nos oferece sempre a possibilidade de retornar a Ele, de nos reconciliarmos com Ele, de experimentarmos a alegria do Seu amor que perdoa e acolhe novamente.

Queridos jovens, recorram sempre ao Sacramento da Penitncia e da Reconciliao! Este o Sacramento da alegria reencontrada. Peam ao Esprito Santo a luz para saber reconhecer seus pecados e a capacidade de pedir perdo a Deus, recebendo este Sacramento com freqncia, serenidade e confiana. O Senhor abre sempre Seus braos a vocs, vos purificar e vos far entrar em Sua alegria: Haver alegria no cu mesmo que por um s pecador que se converte (cfr Lc 15,7).

6. A alegria nas provas
Por fim, porm, poder permanecer em nosso corao a pergunta se realmente possvel viver na alegria mesmo em meio a tantas provas da vida, especialmente as mais dolorosas e misteriosas, se realmente seguir o Senhor, confiar-nos a Ele, temos sempre felicidade.

A resposta pode vir-nos de algumas experincias de jovens como vocs que encontraram justamente em Cristo a luz capaz de dar fora e esperana, mesmo em meio s situaes mais difceis. O beato Pier Giorgio Frassati (1901-1925) experimentou tantas provas em sua breve existncia, entre elas, uma relacionada sua vida sentimental, que o feriu de maneira profunda. Justamente esta situao, escreve a sua irm: Voc me pergunta se estou alegre; e como no poderia ser? A f me dar sempre fora para ser alegre! Todo catlico no pode no ser alegre... A finalidade para a qual fomos criados nos mostra que o caminho est repleto de muitos espinhos, mas no um caminho triste: esse a alegria mesmo em meio s dores (Carta irm Luciana, Torino, 14 de fevereiro de 1925). E o beato Joo Paulo II, apresentando-o como modelo, dizia dele: era um jovem de uma alegria contagiante, uma alegria que superava tantas dificuldades de sua vida (Discurso aos jovens, Torino, 13 de abril de 1980).

Mais prxima a ns, a jovem Chiara Badano (1971-1990), recentemente beatificada, experimentou como a dor pode ser transfigurada pelo amor e ser misteriosamente habitada pela alegria. Aos 18 anos de idade, num momento em que o cncer a fazia particularmente sofrer, Chiara rezou para que o Esprito Santo intercedesse pelos jovens de seu Movimento [Movimento dos Focolares]. Antes de sua cura, pediu a Deus que iluminasse com Seu Esprito todos aqueles jovens, dando a eles a sabedoria e a luz: Foi mesmo um momento de Deus: sofria muito fisicamente, mas a alma cantava (Carta de Chiara Lubich, Sassello, 20 de dezembro de 1989). A chave de sua paz e sua alegria era a completa confiana no Senhor e a aceitao tambm de sua doena como misteriosa expresso de Sua vontade para o seu bem e de todos. Repetia sempre: Se voc quer, Jesus, eu tambm quero.

So duas simples testemunham entre tantas que mostraram como o cristo autntico no nunca desesperado e triste, mesmo diante das provas mais duras e mostram que a alegria crist no uma fuga da realidade, mas uma fora sobrenatural para enfrentar e viver as dificuldades cotidianas. Sabemos que Cristo crucificado e ressuscitado est conosco, o amigo sempre fiel. Quando participamos de seus sofrimentos, participamos tambm de suas alegrias, Com Ele e Nele, o sofrimento transformado em amor. E l se encontra a alegria (cfr Col 1,24).

7. Testemunhas da alegria
Queridos amigos, para concluir, gostaria de exortar-lhes a serem missionrios da alegria. No se pode ser feliz se os outros no so: a alegria, portanto, deve ser compartilhada. Vo e contem aos outros jovens a alegria de vocs por terem encontrado aquele tesouro precioso que o prprio Jesus. No podemos guardar para ns a alegria da f: para que esta possa permanecer conosco, devemos transmiti-la. So Joo afirma: O que vimos e ouvimos, isso ns anunciamos, para que tambm tenhais comunho conosco... Estas coisas vos escrevemos, para que o vossa alegria seja plena. (1Jo 1,3-4).

Muitas vezes descrita uma imagem do cristianismo como de uma proposta de vida que oprime a nossa liberdade, que vai contra nosso desejo de felicidade e de alegria. Mas esta no corresponde verdade! Os cristos so homens e mulheres realmente felizes porque sabem que nunca esto sozinhos, mas esto sempre apoiados pelas mos de Deus! Cabem, sobretudo, a vocs, jovens discpulos de Cristo, mostrar ao mundo que a f leva a uma felicidade e a uma alegria verdadeira, plena e duradoura. E se o modo de viver dos cristos parece s vezes cansativo e chato, testemunhem vocs por primeiro a alegria e a felicidade da f de vocs. O Evangelho a boa nova que Deus nos ama e que cada um de ns importante para Ele. Mostrem ao mundo que mesmo assim!

Sejam, portanto, missionrios entusiasmados pela nova evangelizao! Levem queles que sofrem, queles que buscam, a alegria que Jesus quer doar. Levem-na para suas famlias, em suas escolas e universidades, nos lugares de trabalho e nos grupos de amigos, l onde vivem. Vocs vero que essa contagiosa. E receberam o cntuplo: a alegria da salvao para vocs mesmos, a alegria de ver a Misericrdia de Deus operando nos coraes.
No dia do seu encontro definitivo com o Senhor, ele poder lhe dizer: Servo bom e fiel; j que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu Senhor! (Mt 25,21).

A Virgem Maria vos acompanha neste caminho. Ela acolheu o Senhor dentro de si e anunciou com um canto de louvor e de alegria, o Magnificat: Minha alma glorifica o Senhor, meu esprito exulta de alegria em Deus, meu Salvador (Lc 1,46-47). Maria respondeu plenamente ao amor de Deus dedicando sua vida a Ele num servio humilde e total. chamada de a causa da nossa alegria, porque ela nos deu Jesus. Que Ela vos introduza nesta alegria que ningum vos poder tirar!

 

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27Mar2012
Actualizado em 27 Março 2012 | Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

Com data de hoje, 27.03.2012, publicou-se oficialmente a nomeao do pe. TONITO MUANANOUA, do clero diocesano de Gur, como novo Reitor do Seminrio Filosfico Interdiocesano "Santo Agostinho" da Matola. Actualmente ocupava o cargo de formador no referido Seminrio.

DADOS BIOGRFICOS DO NOVO REITOR DO SEMINRIO FILOSFICO INTERDIOCESANO DA MATOLA

Pe Tonito Jos Francisco Xavier Muananoua, filho de Francisco Xavier Muananoua e de Madalena Nicora. Nasceu em Invinha (Gure), Provncia da Zambzia aos 06 de Junho de 1972.

Depois dos estudo pr-universitrios em 1992, cursou o Seminrio Propedutico Interdiocesano "Santo Agosatinho" de Quelimane de 1993 a 1995.

De 1996 a 1998, fez os estudos filosficos no Seminrio Filosfico Interdiocesano "Santo Agostinho" da Matola. De 1999 a 2002, fez os estudos teolgicos no Seminrio Teolgico Interdiocesano "So Pio X" de Maputo.

Em 2003, fez estgio pastoraal na Parquia de Nossa Senhora da Conceio de Invinha, tendo recebido a Ordenao Diaconal na mesma Parquia aos 27 de Abril de 2003.

A 12 de Outubro de 2003, foi Ordenado Presbitero na S Catedral de Gur, por D. Manuel Chuanguira, Bispo da Diocese. De 2004 a 2007, foi Formador, Vice- Reitor e Prefeito de Estudos no Seminrio Propedutico Interdiocesano "Santo Agostinho" de Quelimane.

De 2008 a 2010, frequentou o Instituto Pontifcio Teresianum, tendo terminado com o grau de Licenciatura em teologia com especializao em Teologia Espiritual com uma Dissertao acadmica sobre a Espiritualidade do Clero Diocesano: "A Formao Permanente do Clero Diocesano Luz da "Pastores Dabo Vobis". Um olhar igreja Moambicana.

De Novembro de 2010 at Janeiro de 2011, foi Director do Secretariado Diocesano de Pastoral, na Diocese de Gur.

De Janeiro de 2011 at a data de hoje, Formador e Prefeito de Estudos no Seminrio Filosfico Interdiocesano "Santo Agostinho" da Matola.

Destas pginas, vo, nosso Padre Tonito os parabns de toda a sua Diocese e a nossa orao fraterna nesta "hora" de graa para a Igreja em Moambique e para si especialmente.

   

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27Mar2012
| Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

HINO DA JUVENTUDE

1. Jovens que aqui esto

Permaneam em Deus, nosso amor

Unidos pla razo

Vivendo alegria do nosso Senhor.

Jovens que aqui esto

Permaneam em Deus, nosso amor

Unidos pla razo

Vivendo alegria do nosso Senhor.


Jovens que aqui esto

Anunciem a palavra da vida

A fora e a orao, fazem unio

Dos jovens desta terra.


Refro

Unam os vossos coraes

Juntem as vossas mos

Faam as oraes

E juntos no amor,

Alegrai-vos no Senhor!

Alegrai-vos no Senhor!


Jovens que aqui esto

No desistam do caminho para a Luz

Pois Deus esperana

E te ensina viver, com a tua cruz.


Jovens que aqui esto

Sorri para Deus que alegria

tua vida d sentido

E enche de amor dia aps dia.

Grupo de Jovens "Mensageiros da Palavra" - Ribeirinha

Jovens que aqui esto

Anunciem a palavra da vida

A fora e a orao, fazem unio

Dos jovens desta terra.

Refro

Unam os vossos coraes

Juntem as vossas mos

Faam as oraes

E juntos no amor,

Alegrai-vos no Senhor! Alegrai-vos no Senhor!


3. Jovens que aqui esto

No desistam do caminho para a Luz

Pois Deus esperana

E te ensina viver, com a tua cruz.

4. Jovens que aqui esto

Sorri para Deus que alegria

tua vida d sentido

E enche de amor dia aps dia.

Autor: Grupo de Jovens "Mensageiros da Palavra" - Ribeirinha

 

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21Mar2012
Actualizado em 23 Março 2012 | Escrito por D. Francisco Lerma Martinez

22 de Maro 2012: XX Aniversrio dos 24 Mrtires de Guia


A narrao do que aconteceu no Centro de Promoo Humana de Guia (Inambane) na madrugada do 22 de Maro de 1992, poder um dia formar parte das pginas mais valorosas e dignas da Histria da Igreja em Moambique.

Oxal que o sacrifcio destes 24 nossos irmos e tantos outros, cujos nomes ficam escondidos no corao de Deus, seja incio de tempos novos de renovao crist e social, com razes profundas nos valores autnticos da cultura do Evangelho.

 

Continuar...

   

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