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04Out2012
| Escrito por Assis
Caminhemos com Maria, Me da Igreja, reunidos em orao

O Ano da F

No prximo dia 11 de Outubro comear o Ano da F, convocado por Bento XVI. Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A 10 dias do incio, respostas s perguntas que surgem.

1. O que o Ano da F?

O Ano da F " um convite para uma autntica e renovada converso ao Senhor, nico Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina? Inicia-se a 11 de Outubro de 2012 e terminar a 24 de Novembro de 2013.

3. Por que nessas datas? Em 11 de Outubro coincidem dois aniversrios: o 50 aniversrio da abertura do Conclio Vaticano II e o 20 aniversrio da promulgao do Catecismo da Igreja Catlica. O encerramento, em 24 de Novembro, ser a solenidade de Cristo Rei.

4. Por que que o Papa convocou este ano?" Enquanto que no passado era possvel reconhecer um tecido cultural unitrio, amplamente compartilhado no seu apelo aos contedos da f e aos valores por ela inspirados, hoje parece que j no assim em grandes sectores da sociedade, devido a uma profunda crise de f que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autntica e renovada converso ao Senhor, nico Salvador do mundo". O objectivo principal deste ano que cada cristo "possa redescobrir o caminho da f para fazer brilhar, com evidncia sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".

5. Quais meios assinalou o Santo Padre? Como expos no Motu Prprio "Porta Fidei": Intensificar a celebrao da f na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da prpria f; e redescobrir os contedos da prpria f, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde ter lugar? Como disse Bento XVI, o alcance ser universal. "Teremos oportunidade de confessar a f no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famlias, para que cada um sinta fortemente a exigncia de conhecer melhor e de transmitir s geraes futuras a f de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontraro forma de fazer publicamente profisso do Credo".

7. Onde encontrar indicaes mais precisas? Numa nota publicada pela Congregao para a doutrina da f.

A se prope, por exemplo:

- Encorajar as peregrinaes dos fiis Sede de Pedro; - Organizar peregrinaes, celebraes e reunies nos principais Santurios. - Realizar simpsios, congressos e reunies que favoream o conhecimento dos contedos da doutrina da Igreja Catlica e mantenham aberto o dilogo entre f e razo. - Ler ou reler os principais documentos do Conclio Vaticano II. - Acolher com maior ateno as homilias, catequeses, discursos e outras intervenes do Santo Padre. - Promover transmisses televisivas ou radiofnicas, filmes e publicaes, inclusive a nvel popular, acessveis a um pblico amplo, sobre o tema da f. - Dar a conhecer os santos de cada territrio, autnticos testemunhos de f. - Fomentar o apreo pelo patrimnio artstico religioso. - Preparar e divulgar material de carcter apologtico para ajudar os fiis a resolver as suas dvidas. - Eventos catequticos para jovens que transmitam a beleza da f. - Aproximar-se com maior f e frequncia do sacramento da Penitncia. - Usar nas escolas ou colgios o Compndio do Catecismo da Igreja Catlica. - Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difuso e venda.

8. Que documentos posso ler por agora? - O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei" - A nota com indicaes pastorais para o Ano da F - O Catecismo da Igreja Catlica - 40 resumos sobre a f crist

9. Onde posso obter mais informao? Visite o site annusfidei.va

Fonte: Informao recebida ZENIT

 

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15Set2012
| Escrito por Assis
Nova imagem de N. S. de Ftima na gruta da "Santinha"
A gruta da "Santinha" nas montanhas de Gur
Dentro dos actos religiosos com motivo do 20 Aniversrio do Acordo Geral de Paz, os cristos e mais outras pessoas de boa vontade foram em peregrinao at gruta da "Santinha", para rezar pela Paz nas famlias, no Pas e em todo o mundo.
As guas cristalinas ao p da gruta da "Santinha"
No Sbado, 15.09.2012, por volta das 11.00H., com a presena de uma grande participao de fiis da cidade de Gur e arredores, D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese, abenoou e colocou a nova imagem definitiva de N. S. de Ftima, na gruta conhecida popularmente por "Santinha".
Os participantes durante a Orao do Tero pela Paz
Desde as primeiras horas da manh, o grupo das crianas da 1 Comunho deste ano, as Legionrias de Maria e uma grande multido de fiis reuniram nas proximidades da gruta da Santinha" em retiro, o que criou um clima de orao e de recolhimento, propcio para a cerimnia que se iria celebrar. Participaramtambm autoridades do Distrito e do Municpio e os trabalhadores e directores da empresa do Ch a quem pertence aquel lugar.
D. Francisco estava acompanhado por D. Manuel Chuanguira Machado, Bispo Emrito de Gur, e pelo Pe Manuel Jos Nassuruma, Chanceler da Diocese, Pe. Daniel Raul, Proco da Catedral, Pe. Miguel Oliveira, Vigrio Paroquial de Gure e Pe. Onrio Mati, Superior do centro juvenil "Leon Dehon" do Alto Molcu.
A cerimnia comeou com uma breve explicao sobre o significado do acto feita pelo Bispo. A continuao foi a reza do Tero, como participao da comunidade local no Aniversrio dos 20 Anos do Acordo de Paz. Concluida a orao mariana, D. Francisco abenoou a imagem de N. S. de Ftima, que um grupo de "Amigos de Gur" de Portugal ofereceram na altura em que foi destruda a imagem original, no passado ms de Maio. Este nova imagem foi comprada em Ftima e dai chegou recentemente ao Gur.
D. Francisco coloca a nova imagem de N. S. de Ftima na gruta da Santinha
A imagem foi levada em procisso nas mos da Presidente da Legio de Maria. Todos os presentes em um clima de intensa devoo, acompanharam a imagem at gruta, onde foi colocada pelo prprio Bispo D. Francisco. J no seu lugar definitivo, o Bispo coroou solenemente a imagem. A cerimnia concluiu com o canto da "Salve, Regina!"
A imagem de N. S. de Ftima no seu lugar definitivo
   

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13Set2012
| Escrito por Assis

ENCONTRO DIOCESANO ANUAL DE PASTORAL

Gur, 27 das 15.00h em diante e 28 de Dezembro 2012

Estimadas Comunidades Crists,

1.Plano Diocesano de Pastoral

J estamos a entrar na fase de avaliao Plano Pastoral do Ano 2012: Unidade Diocesana Ano da Eucaristia-

Em 2012, seguindo as indicaes traadas na VI Assembleia Diocesana de Pastoral fomos convidados a dar prioridade, nas nossas actividades, s seguintes indicaes pastorais:

1. UNIDADE: Valorizar e fortalecer a comunho diocesana em ordem a uma pastoral de conjunto.

2. EUCARISTIA, FUNDAMENTO DA UNIDADE: celebrar o Ano da Eucaristia.

3. PIEDADE MARIANA: Promover o encontro dos fiis com a Virgem Maria na orao e na catequese: peregrinaes diocesanas a Muliquela, Malua e Invinha.

4. ECONOMIA: Fortalecer a Economia, a Contribuio Diocesana e a auto-sustentabilidade das comunidades e parquias.

2. Relatrio das Parquias

Cada Parquia, a partir de assembleias a vrios nveis (comunidade, zonas pastorais, centros) deve responder ao seguinte questionrio de preparao ao Encontro Diocesano de Pastoral de fim do ano.

1. Relatrio pastoral e econmico e estatsticas da Vida da parquia;

2.Como foi vivido o Ano da Unidade e da Eucaristia?

3. Quais as dificuldades e constrangimentos mais sentidos este ano na pastoral a nvel paroquial e de comunidade?

4.Sugestes para a vivncia do Ano da F e da Evangelizao/Catequese(2013).

Plano de trabalho (proposta):

Outubro: Assembleia da comunidade para responder a este questionrio de preparao ao Encontro Anual do fim deste ano.

Novembro: Conselho das Zonas Pastorais e dos Centros: apresentao dos relatrios de comunidade e redaco da sntese.

Novembro: Assembleias Paroquiais. Leitura dos relatrios das Zonas e dos Centros redaco do relatrio paroquial

30 de Novembro: data limite para envio do relatrio paroquial para o Secretariado Diocesano de Pastoral.

3. Relatrio dos Departamentos Diocesanos

1- Evangelizao (Evangelizao, Misses, Liturgia, pastoral Bblica e Doutrina da F, Dilogo inter-religiosos e Ecumenismo, Obras Pontifcias);

2- Laicado e Cultura (Leigos e Famlias, Juventude, Vocaes. Cultura);

3- Educao (Educao catlica, Universidade Catlica de Moambique);

4- Pastoral Social (Caritas, Comunicao: Etxeko e Rdio Diocesana).

No relatrio de cada um dos Departamentos Diocesanos devem constar os seguintes pontos:

1. Os objectivos do Departamento (plano que tinham feito para 2012 e objectivos a alcanar).

2. As actividades desenvolvidas para alcanar os objectivos propostos (avaliao do que foi feito).

3. Projectos para o futuro (o que o Departamento pensa fazer em 2013?).

Cada Departamento elabora o seu relatrio por escrito, que envia ao Secretariado de Aco Pastoral at ao dia 30 de Novembro.

Votos de Bom trabalho

Gur, 06 de Setembro de 2012

Secretariado Diocesano de Pastoral

Pe. Manuel Jos Nassuruma

 

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12Set2012
| Escrito por Assis

A descoberta da esperana crist

Mensagem de Bento XVI por ocasio do Congresso Pan Africano dos leigos catlicos

Apresentamos a mensagem de Bento XVI por ocasio do Congresso Pan Africano dos leigos catlicos promovido pelo Pontifcio Conselho para os Leigos, em Yaound, nos Camares. Ao Senhor Cardeal Stanis?aw Ry?ko Presidente do Pontifcio Conselho para os Leigos

Tenho a honra de dirigir o meu cordial pensamento a Vossa Eminncia, Venerado Irmo, aos Cardeais, aos Bispos, aos Sacerdotes, aos consagrados e especialmente a todos os fiis leigos reunidos em Yaound de 4 a 9 de Setembro para o Congresso pan-africano dos leigos catlicos, organizado pelo Pontifcio Conselho para os Leigos com o apoio da Conferncia episcopal dos Camares, sobre o tema: Ser testemunhas de Jesus Cristo na frica de hoje: sal da terra... luz do mundo (Mt 5, 13.14). O tema evoca intencionalmente a Exortao apostlica ps-sinodal Africae munus, cujo subttulo corresponde mesma citao tirada do Evangelho de so Mateus: Vs sois o sal da terra... Vs sois a luz do mundo. Ao entregar pessoalmente este importante documento aos Bispo da frica em Cotonou, a 20 de Novembro do ano passado, quis oferecer algumas linhas teolgicas e pastorais para o caminho da Igreja no Continente.

O vosso Congresso apresenta-se como uma etapa significativa para realizar o que o Esprito Santo inspirou nos Padres sinodais durante a Segunda Assembleia Especial para a frica, celebrada em Outubro de 2009 em Roma. Em Cotonou, expressei o desejo a fim de que a Exortao Africae munus possa servir como guia sobretudo no anncio do Evangelho atravs do compromisso de todo o Povo de Deus. Por esta razo, com satisfao tomei conhecimento da iniciativa do Pontifcio Conselho de convocar um Congresso para os fiis leigos africanos, chamados especialmente nos nossos dias a desempenhar um trabalho cada vez mais intenso na vinha do Senhor (cf. Joo Paulo ii, Exortao Apostlica Christifideles laici, 2).

Durante as minhas viagens ao Continente afirmei, em diversas ocasies, que a frica chamada a ser o Continente da Esperana. Estas no eram palavras de circunstncia, mas indicavam o horizonte luminoso que se abre ao olhar da f. Certamente, primeira vista, os problemas da frica parecem graves e difceis de resolver, e no s devido s dificuldades materiais, mas tambm por causa dos obstculos espirituais e morais que inclusive a Igreja enfrenta. Alm disso, verdade que mesmos os valores tradicionais mais vlidos da cultura africana so, hoje, ameaados pelo secularismo, que provoca desorientao, laceraes no tecido pessoal e social, exasperao do tribalismo, violncia, corrupo na vida pblica, humilhao e explorao das mulheres e dos seus filhos, crescimento da misria e da fome. A tudo isto acrescenta-se tambm a sombra do terrorismo fundamentalista, que recentemente tem como alvo as comunidades crists de alguns pases africanos. No entanto, se com um olhar mais profundo, observarmos o corao do povo africano, descobrimos uma grande riqueza de recursos espirituais, preciosos para os nossos tempos. O amor pela vida e pela famlia, o sentido da alegria e da partilha, o entusiasmo de viver a f no Senhor, que pude constatar por ocasio das minhas viagens africanas, esto ainda gravados no meu corao. Nunca deixeis que a obscura mentalidade relativista e niilista, que atinge vrias regies do nosso mundo, abra uma brecha na vossa realidade. Acolhei e propagai com fora renovada a mensagem de jbilo e de esperana que Cristo traz, mensagem capaz de purificar e fortalecer os grandes valores das vossas culturas. Por isso, na Encclica Spe salvi, quis apresentar a santa sudanesa Josefina Bakhita como testemunha de esperana (cf. n. 3), a fim de demonstrar que o encontro com o Deus de Jesus Cristo capaz de transformar profundamente todos os seres humanos, mesmo nas condies mais pobres Bakhita era uma escrava para lhes oferecer a dignidade suprema de filhos de Deus. Justamente, mediante o conhecimento desta esperana, ela estava redimida, j no se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus (ibidem). E a descoberta da esperana crist suscitou nela um desejo novo e irreprimvel: A libertao recebida atravs do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estend-la, tinha de ser dada tambm a outros, ao maior nmero possvel de pessoas. A esperana, que nascera para ela e a redimira, no podia guard-la para si; esta esperana devia chegar a muitos, chegar a todos (ibidem). O encontro com Cristo confere o impulso para superar inclusive as dificuldades aparentemente mais insuperveis. Esta a experincia de santa Bakhita, mas tambm a experincia que numerosos jovens africanos graas a Deus, a grande maioria da populao so chamados a viver hoje no seguimento fiel do Senhor. Tornar a frica Continente da Esperana um compromisso que actualmente deve orientar a misso dos fiis leigos africanos, bem como o prprio Congresso que estais a celebrar.

Nesta perspectiva, a vossa Assembleia constitui um momento significativo na preparao de dois eventos eclesiais, j iminentes, de importncia universal: o Snodo dos Bispos sobre a nova evangelizao e o Ano da f. Em Cotonou, ao entregar a Exortao Africae munus, recordei que todos aqueles que receberam o dom maravilhoso da f, este dom do encontro com o Senhor ressuscitado, sentem tambm a necessidade de o anunciar aos demais (Homilia na Santa Missa no Stade de lamiti, Cotonou-Benim, 20 de Novembro de 2011). Com efeito, a misso nasce da f, dom de Deus a acolher, nutrir e aprofundar, pois no podemos aceitar que o sal se torne inspido e a luz fique escondida (Motu Proprio Porta fdei, 3). Obviamente, a prioridade da f tem um sentido mais lgico do que cronolgico. De facto, a aceitao deste dom divino anda de mo dadas com o impulso do Evangelho, numa espcie de crculo virtuoso, onde a f cresce no anncio e o anncio refora a f: com efeito, a f cresce quando vivida como experincia de um amor recebido e comunicada como experincia de graa e de alegria (ibid., n. 7). Realmente, dando a f que ela se fortalece!, so as palavras inesquecveis do beato Joo Paulo II (Carta Encclica Redemptoris Missio, 2).

Enfim, gostaria de recordar algumas palavras do Servo de Deus Paulo VI, intrprete fiel do Conclio: Evangelizar, para a Igreja, levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transform-las a partir de dentro e tornar nova a prpria humanidade (Exortao Apostlica Evangelii nuntiandi, 18). Nesta obra de transformao de toda a sociedade, hoje to urgente para a frica, os fiis leigos tm um papel insubstituvel: A Igreja torna-se presente e activa na vida do mundo atravs dos seus membros leigos. Estes tm uma grande funo a desempenhar na Igreja e na sociedade... De facto, os fiis leigos so embaixadores de Cristo (2 Cor 5, 20) no espao pblico, no corao do mundo (Exortao Apostlica ps-sinodal Africae munus, 128). Homens e mulheres, jovens, idosos e crianas, famlias e toda a sociedade, a frica inteira espera hoje os embaixadores da Boa Nova, fiis leigos provenientes das parquias, das Comunidades Eclesiais de Base, dos movimentos eclesiais e das novas comunidades, apaixonados por Cristo e pela Igreja, repletos de alegria e agradecidos pelo baptismo que receberam, promotores corajosos de paz e anunciadores de uma esperana autntica.

Confiando o Congresso intercesso amvel e maternal da Bem-Aventurada Virgem Maria que, como recita a orao do vosso Congresso, Nossa Senhora da frica, Rainha da Paz e Estrela da Nova Evangelizao, concedo de bom grado a todos os participantes a minha Bno Apostlica.

Vaticano, 20 de Agosto de 2012.

BENEDICTUS PP XVI

   

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