Estatutos do Conselho Presbiteral

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09Abr2012
Actualizado em 09 Abril 2012 | Escrito por Dom Francisco Lerma Martnez

DIOCESE DE GUR

ESTATUTOS DO CONSELHO PRESBITERAL

1.Natureza

& 1. A comunho jerrquica entre o Bispo e os Presbitrio baseada na unidade do sacerdcio ministerial e da misso eclesial (Presbiterorum ordinis 7),manifesta-se institucionalmente por meio do Conselho Presbiteral (CP) enquanto grupo de sacerdotes que formam o Senado do Bispo, em representao de todo o presbitrio da Diocese como colaboradores de primeira ordem do Bispo (CIC 495) e formando um s presbitrio (Lumen Gentium 28).

& 2 O Conselho Presbiteral um rgo de natureza consultiva (CIC 500,&2) e de carcter obrigatrio no mbito da diocese (Conselho para os Assuntos extraordinrios da Igreja, CPEN, Rescriptum ex audientia 11).

2.Misso

misso do Conselho Presbiteral:

  1. a)Ajudar o Bispo no governo da Diocese para prover da melhor maneira o bem pastoral do povo de Deus (CIC 495,&1: Joo Paulo II, Novo Millennium ineuntem 45);
  2. b)Facilitar o dilogo necessrio entre o Bispo e os presbteros no discernimento do que o Esprito suscita por meio das pessoas e grupos, na determinao de objectivos claros e no propor prioridades e mtodos para a vida da Dioceses;
  3. c)Favorecer a fraternidade entre os diversos sectores do clero, religiosos e demais agentes de pastoral (CPEN, Rescriptum ex audientia 1).

3. Funes

O Bispo deve consultar o Conselho Presbiteral nas questes de maior importncia sobre a vida crist dos fiis e o governo da Diocese, especialmente no que diz respeito convocatria do Snodo Diocesano (CIC 461); criao, supresso ou modificao de Parquias (CIC 515); criao de igrejas (CIC 1215); reduo de uma igreja para uso profano (CIC 1222); estabelecimento de contribuies (CIC 1263) e em quaisquer outras questes consideradas de maior importncia para a Diocese.

4. Modalidade

& 1. O Conselho Presbiteral actua sempre em unio com o Bispo.

& 2. Ao Bispo compete convocar as sesses, determinar a agenda, presidir e divulgar as decises (CIC 500, &1).

& 3 Secretrio do CP colabora com o Bispo na elaborao da agenda, se encarrega de comunicar a convocatria das sesses, faz a Acta e transmite o que for decidido pelo Bispo.

& 4 O CP elabora e aprova os seus prprios Estatutos onde se concretizem a modalidade da eleio dos membros, os processos de reunio e desenvolvimento das sesses.

& 5 Os Estatutos recebem fora legal ao serem aprovados pelo Bispo diocesano (CIC 496).

5. Membros e eleio

& 1 O CP deve apresentar uma adequada representao dos presbteros que trabalham na Diocese, tendo em conta a diversidade de carismas e ministrios, das regies pastorais, representao numrica e importncia pastoral dos diversos sectores da Diocese (CIC 499).

& 2 Gozam de direito de eleio com voz activa e passiva (CIC 498): todos os sacerdotes seculares incardinados na Diocese, os sacerdotes seculares no incardinados, os sacerdotes religiosos e os de sociedades de vida apostlica residentes na Diocese e nela exeram algum ofcio em favor da mesma (CIC 498).

& 3 A norma dos Cnones do CIC 497, 498 e 499 e tendo em conta a situao actual da Diocese, o Conselho Presbiteral da Diocese de Gur no momento presente composto por 15 membros ao mximo, dos quais:

  • 8 (oito) so eleitos livremente pelos prprios sacerdotes tendo em conta as 4 (quatro) Regies Pastorais em que est organizada a Diocese: Regio pastoral I (Norte), dois delegados; Regio Pastoral II (Centro A), dois delegados; Regio pastoral III (Centro B), dois delegados; Regio Pastoral IV (Sul), um delegado.
  • 4 (quatro) membros natos (ex ofcio): Vigrio Geral, Administrador Diocesano; Director do Secretariado Diocesano de Pastoral e o Chanceler/Juiz do Tribunal Eclesistico.
  • 3 designados directamente pelo Bispo.

& 4 Os membros so eleitos pelos presbteros legitimamente

residentes na Diocese reunidos em um encontro geral, previamente

convocados pelo Bispo, com voto secreto e maioria absoluta (2/3)

nos primeiros dois escrutnios; e relativa (metade mais um) no

terceiro. Todos os membros legitimamente eleitos gozam de voz

activa e passiva.

6. Periodicidade

O CP se rene em sesso ordinria duas vezes por ano;

e extraordinariamente quando o Bispo o considerar oportuno.

7. Local das sesses

& 1 As sesses do Conselho Presbiteral se realizam na Casa

diocesana na cidade de Gur, sede da Diocese.

& 2 Por razes pastorais e, de comum acordo com o Bispo, o CP

poder realizar as suas sesses noutro lugar previamente

comunicado aos membros, sempre dentro do territrio da Diocese.

8. Convocaes e sesses

& 1 O CP convocado e presidido pelo Bispo diocesano. Ele fixa as

matrias que devem ser debatidas e aceita outras que sejam

apresentadas pelos membros do Conselho, segundo o bem pastoral

da Diocese. Tero de versar sobre aqueles assuntos que tenham a

ver com o ministrio que os presbteros exercem. Tambm compete

ao Conselho em geral sugerir normas, propor problemas de

princpio, e no tratar daqueles assuntos que pela sua prpria

natureza exigem um procedimento reservado.

& 2 O voto sempre de carcter consultivo (Ecclesiae Sanctae

1,25).

& 3 Os membros do CP tm a obrigao de manter em todo o

momento absoluta reserva no que diz respeito aos assuntos

que o Bispo diocesano tenha submetido sua consulta e que

somente a ele compete divulgar de modo que considere

oportuno.

9. Cargos internos

& 1 O CP ter um Moderador escolhido entre os seus membros, na primeira sesso do mandato, com voto secreto e maioria relativa (metade mais um) e aprovado pelo Bispo, com a funo de ajudar o Bispo no desenrolar das sesses. Dura no cargo durante a vigncia do seu mandato como membro do CP.

& 2 O CP, na primeira sesso do mandato, h-de escolher um Secretrio Permanente entre os seus membros, com voto secreto e maioria absoluta nos primeiros dois escrutnios (2/3) e maioria relativa (metade mais um) no terceiro.

& 3 O secretrio do CP colabora com o Bispo na preparao da consulta aos membros do CP sobre os assuntos a tratar e na elaborao da agenda; se encarrega de comunicar a cada um dos membros do CP as convocatria das sesses (data, lugar e agenda), lavra as Actas das sesses; e transmite o que for decidido pelo Bispo. O Secretrio do CP dura no cargo durante a vigncia do seu mandato como membro do CP.

& 4 Se for necessrio, o Secretrio do CP poder ser ajudado por um Vice-Secretrio, igualmente eleito pelos membros do Conselho com voto secreto e maioria relativa (metade mais um). O Vice-Secretrio dura no cargo durante a vigncia do seu mandato como membro do CP.

10. Cesso

& 1 A durao do mandato dos membros do CP de 5 (cinco) anos.

Individualmente, cessa-se na condio de membro pelo fim do mandato.

& 2 Os membros natos (ex ofcio), porm, cessaro somente com o seu ofcio (CIC 497).

& 3 O Bispo pode dissolver o Conselho Presbiteral se este no desempenhar o mnus que lhe est confiado ou dele abusar gravemente (CIC 501, &3).

& 4 Vagando a S, cessa o Conselho Presbiteral (CIC 501, && 1 e 2).

11. Aprovao e entrada em vigor

& 1 Os estatutos do CP so aprovados em sesso ordinria, com voto secreto, maioria absoluta nos primeiros dois escrutnios (2/3), e maioria relativa (metade mais um) no terceiro.

& 2 Os Estatutos do CP entram em vigor na data da sua promulgao por parte do Bispo.

12- Transitria

Os presentes Estatutos so aprovados e promulgados ad experimentum por um perodo de cinco anos.

Diocese de Gur e Casa Diocesana, aos 5 de Abril de 2012, Quinta Feira Santa

+ Francisco Lerma Martnez

Bispo de Gur

 

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08Abr2012
Actualizado em 08 Abril 2012 | Escrito por Dom Francisco Lerma Martnez

Reflexo para o Domingo da Pscoa

Celebramos a ressurreio do Senhor. Aleluia!

A vitria de Jesus sobre a morte garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existncia feita da entrega e do servio em favor dos irmos. A ressurreio de Cristo o exemplo concreto que confirma tudo isto.


A primeira leitura da Missa do Dia da Pscoa (Act 10,34.37-43 ), apresenta o exemplo de Cristo que passou pelo mundo fazendo o bem e que, por amor, se entregou at morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discpulos, testemunhas desta dinmica ("O que vimos e ouvimos...") devem anunciar este caminho a todos os homens ("Ns somos testemunhas destes factor..."; "Sereis minhas testemunhas...").

A ressurreio de Jesus a consequncia de uma vida gasta a fazer o bem e a libertar os oprimidos.

Isso significa que, sempre que algum se esfora por vencer o egosmo, a mentira, a injustia e por fazer triunfar o amor, est a ressuscitar; significa que, sempre que algum se d aos outros e manifesta, em gestos concretos, a sua entrega aos irmos, est a construir vida nova e plena.

Para a nossa reflexo perguntemo-nos : Eu estou a ressuscitar ou a minha vida um repisar os velhos esquemas do egosmo, do orgulho, do comodismo?

A ressurreio de Jesus significa, tambm, que o medo, a morte, o sofrimento, a injustia, deixam de ter poder sobre o homem que ama, que se d, que partilha a vida..

Ele pode, assim, enfrentar o mundo com a serenidade que lhe vem da f.

Para a nossa reflexo: Estou consciente disto, ou deixo-me dominar pelo medo, sempre que tenho de agir para combater aquilo que rouba a vida e a dignidade, a mim e a cada um dos meus irmos?

Aos discpulos pede-se que sejam as testemunhas da ressurreio. A nossa misso testemunhar essa realidade; no entanto, o nosso testemunho ser vazio se no for comprovado pelo amor e pela doao.


O apstolo Paulo na segunda leitura (Col 3,1-4 ) convida os cristos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, at transformao plena (que acontecer quando, pela morte, tivermos ultrapassado a ltima barreira da nossa deste mundo limitado).


O Baptismo introduz-nos numa dinmica de comunho com Cristo ressuscitado. A partir do Baptismo, Cristo passa a ser o centro e a referncia fundamental volta da qual se constri toda a vida do crente.

Para a reflexo: Qual o lugar que Cristo ocupa na minha vida? Tenho conscincia de que o meu Baptismo significou um compromisso com Cristo?

A identificao com Cristo implica o assumir uma dinmica de vida nova, despojada do egosmo, do orgulho, do pecado e feita doao a Deus e aos irmos. O cristo torna-se ento, verdadeiramente, algum que aspira s coisas do alto quer dizer, algum que, embora vivendo nesta terra e desfrutando as realidades deste mundo, tem como referncia ltima os valores de Deus. No se pede ao crente que seja um alienado, algum que viva a olhar para o cu e que se demita do compromisso com o mundo e com os irmos; mas pede-se-lhe que no faa dos valores do mundo a sua prioridade, a sua referncia ltima.

Para a reflexo:

A minha vida tem sido uma caminhada coerente com esta dinmica de vida nova que comeou no dia em que fui baptizado?

Esforo-me, realmente, por me despojar do homem velho, egosta e escravo do pecado, e por me revestir do homem novo, que se identifica com Cristo e que vive no amor, no servio, na doao aos irmos?

O Evangelho ( ) coloca-nos diante de duas atitudes face ressurreio: a do discpulo obstinado, que se recusa a aceit-la porque, na sua lgica, o amor total e a doao da vida no podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discpulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse no o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).


Pedro continua a no sintonizar com Jesus e com a sua lgica. Tem dificuldade em perceber Jesus e os seus valores, pois est habituado a funcionar de acordo com outros valores os valores dos homens.

Para a meditao: Como nos situamos face a esta lgica?

Joo vive em comunho com Jesus, se identifica com Jesus e com os seus valores, que interiorizou e absorveu a lgica da entrega incondicional, do dom da vida, do amor total. Prope-nos uma renncia firme a esquemas de egosmo, de injustia, de orgulho, de prepotncia e a realizar gestos que sejam sinais do amor, da bondade, da misericrdia e da ternura de Deus.

(Adaptao de um texto publicado por )

   

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07Abr2012
| Escrito por Dom Francisco Lerma Martnez

VIGLIA PASCAL 2012

noite! Feliz Noite! Noite Santa!

1.-O corao das viglias

As celebraes do Ano Litrgico tm o seu ponto culminante na Viglia Pascal que ns estamos vivendo nestes momentos. Ela como o corao de toda a liturgia crist, a mais antiga, a mais sagrada, a me de todas as viglias (Santo Agostinho).

por isso que a liturgia chama a esta noite noite verdadeiramente feliz, na qual o Senhor ressuscitou da morte e das trevas do sepulcro, para a glria da vida eterna.

No s sentimos, mas experimentamos e participamos desta vida.

Esta noite, de facto, ensina-nos que tudo o que acontece no mundo e na nossa vida aco de Deus. Toca a nos sabermos descobrir esta presena de Deus que est perto de ns. Ele entra no mundo e acompanha os acontecimentos da histria e do dia a dia.

2. A esperana no meio das tristezas

Vivemos esta noite na esperana e na alegria, apesar de tantos males, de tantas preocupaes que nos afligem e que afligem o mundo de hoje. Quantas pessoas andam nas trevas por esse mundo fora! O grande acontecimento da Ressurreio de Cristo d-nos esperana no meio do desnimo da vida. por isso que nesta noite celebramos a luz de Cristo.

Mas esta esperana, qual somos convidados no uma vida passiva, esttica, de braos cruzados, de rezar s aqui quando estamos na Igreja. No. Trata-se de uma esperana dinmica, isto , de esforo, de compromisso, de obras, de trabalho dirio, de fazer caminho todos os dias, fazendo o bem, como Jesus fez.

3. A Passagem

Com Ele, somos convidados a passar das trevas a luz admirvel, da escurido do pecado claridade da vida nova de quem acredita em Jesus. Com certeza, trata-se de uma passagem! Morremos ao mal para ressuscitar ao Bem. Morremos escravido do egosmo para ressuscitarmos a liberdade da generosidade. Morremos escravido e solido do orgulho para ressuscitarmos alegria da partilha e da amizade. Esta a mensagem fundamental desta noite: sermos luz, depor o homem velho que h em ns e revestirmo-nos do homem novo ressuscitado.

4.-O Baptismo

No sacramento do baptismo, que esta Noite celebramos de modo especial, onde morremos vida antiga e samos com Cristo vida nova. Somos novas criaturas. E assim devemos viver, consequentes com esta vida nova. Todos os dias, cada dia deve ser Pscoa para um baptizado, todos os dias devemos passar da escurido luz. por isso que nesta noite todos os cristos vamos renovar as promessas e os nosso compromissos baptismais.

5. Testemunho.

Esta luz no para ficar escondida debaixo de mesa. Esta luz nos entregue para iluminarmos o mundo. Isto significa que devemos ser testemunhas da luz, testemunhas do Ressurreio, como Maria madalena, como os discpulos de Emas, como todos os discpulos de Jesus. Luz para ns prprios e luz para todas as pessoas.

PARA OS ELEITOS

Ouvistes as Leituras da sagrada Escritura. Nelas foram relatados os acontecimentos essenciais da Histria da salvao para vos lembrardes que deveis viver de acordo com os seus ensinamentos.

Descobri o amor de Deus nas vossas vidas e no deixeis apagar esta luz que recebeis esta noite. Deus, pelo sacramento que vais receber, vos purificar e dar-vos- um corao novo para amar como Ele vos ama, e um esprito novo que vos guiar por este mundo, fazendo o bem.

Sede firmes e alegres nesta f que hoje abraais.

Com o Baptismo, Deus vai fazer de vs o seu Povo.

Sede fiis aos compromissos que hoje assumis, sede seus apstolos, sede seus discpulos.

Desta maneira devemos acolher a vida de Cristo no mais ntimo, do nosso prprio ser e assumir as suas consequncias, isto , atitudes de uma vida nova: sermos pessoas que vivem e que lutam por uma vida melhor, mais justa, mais fraterna, mais segundo os planos de Deus, que Cristo nos manifestou com a sua Paixo, morte e ressurreio.

Feliz Pscoa do Senhor para todos os aqui reunidos.

Feliz Pscoa do senhor para toda a Diocese!

Feliz Pscoa do Senhor para todas as pessoas de boa vontade!

 

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06Abr2012
| Escrito por Dom Francisco Lerma Martnez

SEXTA FEIRA SANTA

Na primeira leitura (Is 52,13 53,12), o autor sagrado apresenta-nos afigura de um justo submetido aos piores sofrimentos e vtima das mais odiosas perseguies, desprezado pelos homens e, aparentemente abandonado pelo prprio Deus. Ele oferece-se em sacrifcio de expiao pelo pecado dos homens e o senhor torn-lo- chefe de um povo numeroso de justificados. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas.

Este servo sofredor figura de Cristo, o Justo ultrajado, cuja morte salvou todos ns. Toda a tradio da Igreja viu sempre neste justo a imagem proftica de Cristo, salvador do mundo. Pelo seu sofrimento e morte na cruz, ele sofre com todos os que sofrem e so perseguidos. Desde ento o sofrimento e a morte mudam de sentido, adquirem um valor redentor e se tornam promessa segura de salvao.

Na segunda leitura (Heb 4,14-16; 5,7-9), vimos Jesus Cristo entronizado junto de Deus como um grande sumo Sacerdote que, pela sua obedincia, Se tornou para todos os que lhe obedecem, causa de salvao eterna. Tornou-se para todos os que lhe obedecem causa de salvao eterna.

Desde ento podemos aproximar-nos cheios de confiana do trono da graa com a certeza de que seremos escutados.

Estas duas leituras introduziram-nos muito bem na compreenso do mistrio que celebramos, a Paixo, morte na Cruz e Ressurreio de Jesus Cristo.

O evangelista Joo, na narrao da paixo e morte do Senhor, oferece-nos o sentido profundo dos acontecimentos que acabamos de escutar. na cruz que Jesus se manifesta como aquele que d a vida abundante a todos os que olham para Ele. Sem derramento de sangue no h salvao.

Desde ento, no tribunal do mundo Jesus julgado. De um lado, est sempre a multido dos que se negam a ouvir a testemunha da verdade e pem a sua esperana neste mundo que passa. E gritam: morte, morte! Crucifica-o! Do outro lado esto os que reconhecem nele o salvador.

Esta tarde somos convidados a contemplar a paixo de Cristo e a paixo dos crucificados hoje. Interroguemo-nos: Quem est a ser crucificado no meio de ns? Entre os meus colegas de trabalho? Na minha escola? Na minha famlia? Na sociedade em que vivemos?

Peamos todos ns aqui reunidos esta tarde e no s para ns mas tambm para todas as pessoas da nossa terra e de todo o mundo os frutos da paixo e morte do Senhor. Ele venho para salvar-nos e para salvar toda a humanidade, sem confins, sem limitaes de nenhuma espcie.

   

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