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14Nov2012
| Escrito por Assis

COMUNICADO DA 2 SESSO PLENRIA DE 2012 DA CONFERNCIA EPISCOPAL DE MOAMBIQUE

COMUNICADO DA CONFERNCIA EPISCOPAL DE MOAMBIQUE S COMUNIDADES CRISTS

s Comunidades Crists e a todos os homens de boa vontade, paz e alegria no Senhor ressuscitado, aquela paz e alegria que o mesmo Senhor repetidas vezes desejou e deu aos seus discpulos.

Queremos, atravs deste meio, exprimir a nossa comunho convosco, manifestar a nossa presena espiritual junto de vs e partilhar aquilo que foi fruto da nossa reflexo e deliberaes e alguns aspectos salientes da nossa vida eclesial e social dos ltimos tempos.

Nos dias 6 a 13 de Novembro de 2012, ns, os Bispos Catlicos da Conferncia Episcopal de Moambique, estivemos reunidos no Seminrio Interdiocesano Filosfico de Santo Agostinho na Matola, na II Sesso da Assembleia Plenria de 2012.

Estiveram presentes os Bispos Diocesanos e Emritos da CEM. Participaram pela primeira vez S. Excelncia Reverendssima o Sr. D. Cludio Dalla Zuanna, novo Arcebispo da Beira, que recebeu a sagrao episcopal e tomou posse no passado dia 07.10.2012 na Beira; e o Reverendo Padre Fernando Domingos Costa, CP, que no 27.10.2012, foi nomeado Administrador Apostlico da Diocese de Pemba.

A Sua Excelncia Reverendssima o Senhor D. Jaime Pedro Gonalves exprimimos a nossa maior gratido em nome de toda a Igreja em Moambique pela sua dedicao durante os trs grandes lustros de frutuoso episcopado naquela Arquidiocese e, muito particularmente, pelo seu inestimvel e histrico empenho no processo que levou ao restabelecimento da paz no Pas.

A Sua Excelncia o Senhor D. Joo Carlos Nunes Hatoa, Bispo Auxiliar de Maputo que, como Administrador Apostlico da Beira cessante, pelo seu labor e dedicao na conduo do vida da Arquidiocese durante o perodo de Sede Vacante.

A o Reverendo Padre Fernando Domingos Costa, como Administrador Apostlico de Pemba, as nossa felicitaes pela disponibilidade em aceitar esta misso que a Igreja lhe encomenda enquanto se espera pela nomeao do novo Bispo de Pemba.

A Sua Excelncia o Senhor D. Ernesto Manguengue, lhe manifestamos a nossa gratido pelo trabalho e dedicao demonstrados durante os oito anos de episcopado na Diocese de Pemba e pelo servio desinteressado como Secretrio da CEM, ao mesmo tempo que lhe reiteramos a nossa solidariedade e orao fraterna.

Estiveram ausentes, o Sr. D. Adriano Langa, Bispo de Inhambane, e o Sr. D. Bernardo Filipe Governo, Bispo Emrito de Quelimane, por motivos de sade; o Sr. D. Jlio Duarte Langa, Bispo Emrito de Xai-Xai, por motivo do falecimento de um seu familiar; e o Sr. D. Ernesto Maguengue, Bispo Emrito de Pemba, que recentemente apresentou a sua resignao como Bispo daquela Diocese.

Na abertura da Sesso, D. Lcio Andrice Muandula, Bispo de Xai-Xai e Presidente da CEM, saudou a presena do Sr. Nncio Apostlico, D. Antnio Arcari que, como de costume, veio saudar os Bispos e a transmitir uma mensagem de encorajamento e alguns temas de particular importncia para serem submetidos considerao da CEM. D. Lcio agradeceu a presena e as palavras do Sr. Nncio Apostlico como sinal de comunho com o Papa e a Igreja universal.

A primeira parte dos trabalhos da Assembleia foi dedicada leitura dos Relatrios das Dioceses, das Provncias Eclesisticas, das Comisses Episcopais e do Secretariado Geral da CEM. Os referidos Relatrios revelaram o crescimento e a vitalidade das comunidades crists e as suas dificuldades, assim como as alegrias, as tristezas e as esperanas do nosso povo.

VIDA DAS COMUNIDADES

Verifica-se em cada uma das nossas Dioceses o incremento do nmero de cristos e de catecmenos, fruto da catequese, da celebrao da Palavra e dos Sacramentos nunca interrompida graas ao empenho e zelo apostlico dos leigos, dos religiosos e religiosas e dos sacerdotes que, em nmero insuficiente e no meio de inmeras dificuldades, cuidam da vida das comunidades crists. Encontramos grupos de jovens comprometidos cada vez mais nos servios da catequese e da liturgia. Mas continuamos a sentir a falta de um nmero suficiente de Padres para atender adequadamente a vida das comunidades. Isto obriga-nos a todos, a um renovado e qualificado esforo pela promoo das vocaes sacerdotais e religiosas.

CLIMA SOCIAL

O ambiente scio-poltico e econmico fonte de ansiedade para muitos. Perante inumerveis situaes problemticas do dia a dia, muitos se interrogam sobre as condies de vida, a segurana dos seus bens e das suas vidas; a posse da terra que cultivam e onde moram; a verdade e a solidez da Paz, o entendimento entre os que gerem a coisa pblica. De facto assistimos ocupao de terras por parte das empresas do mega- projectos que obriga as populaes a abandonarem o seus lugares naturais de residncia e de cultivo; a aumento da criminalidade, com assaltos mo armada a pessoas em casa, nas ruas, nas praas, tanto nas cidades e vilas como nas aldeias do meio rural.Tudo isto cria no povo um ambiente de insatisfao e de ansiedade, apesar da permanncia de 20 anos de Paz. Torna a vida das populaes muito dura e numa situao de pobreza cada vez mais acentuada, sobretudo na camada mais pobre da sociedade. No obstante que haja cada vez mais riqueza, os pobres so cada vez mais pobres.

O DILOGO, A JUSTIA E A PAZ

Exortamos as comunidades crists e a todas as pessoas de boa-vontade a irem para frente na consolidao da paz, cooperando de todas as maneiras na construo de um ambiente cujas bases sejam a justia social, a verdade, a liberdade e o respeito. Devemos voltar o nosso olhar para trs e redescobrir o dilogo justo e respeitoso, e no respeito dos direitos das pessoas e das populaes para a soluo dos conflitos que afligem a sociedade no momento actual. Repetimos mais uma vez: Abandonemos definitivamente o recurso s armas, a qualquer classe de violncia, verbal ou fsica na procura da soluo dos nossos problemas. Renovemos o esprito que 20 anos atrs levou as partes envolvidas a assinarem o Acordo Geral de Paz, de que tantos nos gloriamos e que recentemente celebrmos.

SEMINRIOS E PASTORAL VOCACIONAL

Refletimos tambm sobre a situao dos Seminrios e da Promoo vocacional.

O Seminrio Interdiocesano de Filosofia de Santo Agostinho na Matola durante este ano teve 169 alunos internos e o Seminrio Interdiocesano Teolgico de S. Pio X teve 110alunos. Damos graas a Deus pelo aumento do nmero de seminaristas e de candidatos Vida Consagrada.

As despesas de manuteno dos seminaristas e dos edifcios so cada vez mais pesadas, pelo que contamos com a generosidade de todos os cristos.No nos temos poupado a sacrifcios para arranjar condies suficientes e dignas para a sua formao, angariando pessoal para as equipas formadores no obstante a penria de clero em nmero e preparado para este fim. Reforamos as equipas de ambos seminrios com mais alguns novos formadores e enviando outros para estudos de especializao.

Nesta linha de encontrar caminhos para o bom seguimento da formao dos candidatos ao sacerdcio, retomou-se o processo do projectado Seminrio Filosfico de Santo Atnasio de Nampula com a abertura de uma sala externa do Seminrio Interdiocesano de Filosofia. Esperamos que se renam as condies necessrias para que possa funcionar no prximo ano lectivo 2013.

Apelamos para que a promoo vocacional seja feita no respeito e na observncia da pastoral diocesana de conjunto, evitando caminhos paralelos; haja um srio acompanhamento nas parquias e nos grupos de vocacionados; se ajude o jovem no discernimento, e se respeite a liberdade do mesmo na escolha do seu futuro.

UNIVERSIDADE CATLICA

Este grande projecto da Igreja em Moambique, j presente em 7 das nossas Dioceses, exige o apreo e o empenho de toda a Igreja. Ela est a dar um contributo vital e qualificado para o desenvolvimento equitativo do Pas, formando quadros nacionais qualificados nas mais diversas reas do saber.

Com a colaborao de um grupo de juristas, trabalhou-se na reviso dos Estatutos da Universidade Catlica que devero ser apresentados brevemente Santa S para a sua aprovao

ANO DA F

Em comunho com a Igreja universal, elaborou-se a programao e calendarizao das actividades nacionais para o Ano da F, proclamado pelo Papa Bento XVI, para o ano de 2013, para celebrar o 50 Aniversrio do Conclio Vaticano II e o 20 do Catecismo da Igreja Catlica.

A NVEL NACIONAL

I.- Abertura Nacional.

Constou de dois eventos:

1. Simpsio no dia 10.11.2012, no Seminrio de S. Pio X, em que se trataram os seguintes temas: Contextualizao do Conclio Vaticano II (Ir. Ester Lucas, Superiora Regional das Irms Vicentinas); A Eclesiologia do Vaticano II (Pe. Rafael Sapato, Vigrio Geral da Diocese de Lichinga); As linhas gerais da Constituio Conciliar Dei Verbum (Pe. Gianmarco Paris, Superior Regional da Congregao da Sagrada Famlia); e O Catecismo da Igreja Catlica (S. E. Reverendssima o Sr. D. Germano Grachane, Bispo de Nacala).

2. Concelebrao na Catedral de Maputo, presidida por D. Lcio Andrice Muandula, Bispo de Xai-Xai e Presidente da CEM. Concelebraram todos os Bispos da CEM e numerosos sacerdotes. Houve uma grande participao por parte das comunidades crists das Parquias de Maputo.

II. Encontro dos Seminaristas dos Seminrios Maiores.

Maputo, Pscoa de 2013.

III. Encontro Nacional de Catequistas

Ser realizado no Centro de Formao de Nazar (Beira), organizado por uma equipa formada pelos Directores dos Centros Catequticos de Guia, Nazar, Anchilo e Marrera. A data ser indicada oportunamente.

IV.-Encerramento.

Coincidindo com a Assembleia Plenria de Novembro 2013, em data e lugar a determinar pelo Conselho Permanente da CEM.

A NVEL DAS PROVNCIAS ECLESISTICAS.

As actividades sero programadas por cada Provncia Eclesistica tendo em conta os temas nucleares: Apostolado dos Leigos; A constituio Conciliar Dei Verbum; O Dilogo: F e Religies Tradicionais Africanas.

A NVEL DAS DIOCESES

O Ano da F deve ser lanado tambm em cada Diocese com actividades prprias em conformidade com as orientaes da Exortao Pontifcia As Portas da F.

ELEIES

Nesta Assembleia Plenria dos Bispos foram renovados todos os cargos da CEM, de acordo com os Estatutos recentemente aprovados pela Santa S. Tambm foi renovado o organograma geral das Comisses que integram a CEM. Eis os resultados das eleies.

PRESIDNCIA DA CEM

PRESIDENTE: D. Lcio Andrice Muandula

VICEPRESIDENTE: D. Francisco Chimoio

SECRETRIO: D. Joo Carlos Nunes Hatoa

VOGAIS DO CONSELHO PERMANENTE:

Pela Provncia de Nampula: D. Germano Grachane (1 vogal).

Pela Provncia Eclesistica da Beira: D. Cludio Dalla Zuanna (2 vogal).

Pela Provncia Eclesistica de Maputo: D. Adriano Langa (3 Vogal).

COMISSES EPISCOPAIS

1.Comisso Episcopal para a Doutrina da F, Cateq. e Evang.: D. Germano Grachane.

2.Comisso Episcopal para a Liturgia e Cultura: D. Francisco Slota.

3.Comisso Episcopal para o Servio da Caridade e para a Sade: D. Hilrio da Cruz Massinga.

4.Comisso Episcopal para o Clero e a Vida Consagrada: D. Cludio Dalla Zuanna.

5. Comisso Episcopal para a Pastoral Laical e Juvenil: D. Incio Saure.

6.Comisso Episcopal para a Famlia a para a Vida: D. Francisco Chimoio.

7.Comisso Episcopal para a Misso e para a e para a Pastoral Bblica: D. Lcio Andrice Muandula.

8.Comisso Episcopal para o Ecumenismo e Dilogo Inter-Religioso: D. lio Greselin.

9.Comisso Episcopal para a Educao Catlica, a Escola e a Universidade: D. Tom Makhweliha.

10. Comisso Episcopal para a Justia e Paz, Migrantes e Itinerantes: D. Adriano Langa.

11. Comisso Episcopal para os Seminrios e Vocaes: D. Francisco Lerma.

12.Comisso Episcopal para as Comunicaes Sociais: D. Joo Carlos Nunes Hatoa.

Matola, 13 de Novembro de 2013

+ D. Lcio Andrice Muandula,

Bispo de Xai-Xai e Presidente da CEM

 

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23Out2012
| Escrito por aSSIS

De 13 a 21 de Outubro de 2012, D. Francisco Lerma, Bispo de Gur, realizou a Visita Pastoral Parquia de S. Pedro Claver, acompanhado pelo Pe. Francisco Cunlela, Vigrio Geral, e pela Irm Vitria Justino, Superiora Geral das Irms Filhas de N. S. da Visitao.

A Parquia est actualmente sob os cuidados pastorais dos Missionrios Filhos do Corao de Maria (Missionrios Claretianos), das Provncias de Brasil e da ndia. O Proco, Pe. Janivaldo dos Santos, brasileiro; e o Vigrio Paroquial, Pe. Justine Jos Kuzhipala, natural da ndia.

13.10.12: Dia de chegada. noite o Bispo reuniu com a equipa missionria que lhe apresentou o programa da Visita Pastoral, anteriormente preparado pelo Conselho Pastoral Paroquial.

Nas Concentraes o Sr. Bispo seguiu o seguinte esquema de trabalho: em primeiro lugar, apresentao de cada um dos animadores dos ministrios das comunidades e dos coordenadores das Zonas e dos Centros. Em segundo lugar, o Vogrio Geral e a Irm Vitria falavam comunidade reunida sobre as vocaes. Em terceiro lugar, o prprio Bispo fazia a sua catequese, focando especialmente o Trienio Pastoral pregramado pela da VI Assembleia Diocesana de Pastoral e, apra este ano, o tema nuclear da UNIDADE DIOCESANA E ANO DIOCESANO DA EUCARISTIA. Na sua exposio explicou tambm o tema transversal da SUSTENTABILIDADE ECONMICA.

Acabada a catequese do Sr. Bispo, era vez da Celebrao da Eucaristia e do sacramento da Confirmao.

14.10.12: Concentrao no Centro Pastoral de Mupa (Alto Ligonha). Comunidades de Mupa, Duaniua, Niguaru, Nakokolo e Nanyota da Zona pastoral de Mupa. Da Zona Pastoral de Koasua concentraram-se as comunidades de Prokane, Kosua e Tarupe. Os crismados foram 40.

15.10.12: Concentrao em Ntira das Comunidades de Ntira, Nampawa, Mukarara, Muhala e Mwahiviri. Na celebrao foram crismados 17 cristos.

16.10.12. Concentrao em Capacha das Comunidades de Nakakali, Namikonya, Mwalaneke, Kavira e Nampi. Foram crismados 47 candidatos.

17.10.2012: Da Zona Pastoral de Kalima concentraram-se as comunidades de Kalima, Nipocha, Nikala, Metakusi, Namwaka e Namirima. Hoje receberaam a Confirmao 75 candidatos.

18.10.2012: Em Kocholiwa concentraram-se as comunidade da Zona de Kotxoliwa: Milua, Tamiha, Muhano, Namale, Pavane e Kotxoliwa. Os crismados foram 27.

19.10.2012: A concentrao foi em Nitata. Da Zona Pastoral de Nitata as comunidades de Namihane, Nimako, Miravane, Nahia, Gelo e Mpariwa. E da Zona pastoral de Moka as comuniudades de Nakul, Kurula, Napipini e Mukopo. Foram crismados 51 candidatos.

20.10.2012.Hoje o Sr. Bispo trabalhou na sede da Parquia, Muiane.

1) O Sr. Bispo visitou o Cartrio Paroquial para superviosar os livros paroquiais e a organizao do Arquivo Paroquial.

2) Reuniu com os membros do Conselho Econmico Paroquial.

3) O Sr. Bispo teve um encontro com o Conselho Pastoral Alargado (os membros efedtivos, e mais outros animadores zonais, coordenadores e responsveis das comunidades.

Em ambas as reunies foraam apresentados os respectivos Relatrios e houve um dilogo aberto sobre as questes de maior interesse que apareceram nos relatrios e que alguns dos participantes apresnetarm ao sr. Bispo para um esclarecimento: Formao das comunidades e os seus pilares fundamentais (F, Esperanna e Caridade); Qualidades humanas e morais, aptides e formao exigidas para exercer um ministrio na comunidade; a substituio de um ministro extraordinrio da Comunho; Funerais para os cristo que no frequentam ou em situao irregulkar; baptismo das crianas e adolescentes; sustentabilidade econmica (contribuio diocesana - dzimo); legalizao dos terrenos da Parquia; vocacionados; a vinda de Irms para a Parquia.

No dia 21.10.2012, foi o encerramento da Visita Pastoral. Concentraram-se as seguintes comunidades: da Zona Pastoral de Mwanamalua, as comunidades de Ngela (sede), Pampwela, Nenito, Kachamiha, Mwana malua, e Nivale. Da Zona Pastoral de Moca, as comunidades de Moca e Naro, e da Zona Pastoral de Koasua, as comunidades de Maua, Napote e Mutepe. Os crismados foram 58.

   

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11Out2012
| Escrito por Dom Francisco Lerma Martnez

ANO DA F NA DIOCESE DE GUR: Carta Pastoral de D. Francisco

Firmes na F.
Carta Pastoral de D. Francisco Lerma, Bispo de Gur, para transmitir Diocese a proclamao do Ano da F (2012- 2013), institudo pelo Papa Bento XVI para toda a Igreja
Carssimos diocesanos:
Permanecei firmes na F (1 Cor 16,7). Com estas palavras do Apstolo Paulo, dirigidas s primeiras comunidades crists de Corinto, sado a cada um de vs, baptizados, catecmenos, sacerdotes, religiosas e religiosos, animadores das comunidades nos seus vrios ministrios e servios, e pessoas de boa vontade da nossa Igreja local da Alta Zambzia que, unidos, formamos a Diocese de Gur.
Vos escrevo para vivermos o Ano da F, proclamado pelo Papa Bento XVI, em comunho diocesana e com toda a Igreja, renovando a nossa F em Cristo, vivendo os compromissos baptismais e apostlicos. Segundo as orientaes do Papa, o Ano da F ter o seu incio no dia 11 de Outubro de 2012, coincidindo com o Cinquentenrio da Abertura do Conclio Vaticano II, e o seu encerramento ser no dia 24 de Novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei (BENTO XVI, A Porta da F, 4).
Com esta carta quero tambm indicar-vos as orientaes comuns para que, numa viso e pastoral de conjunto, tenhamos em conta os acontecimentos e os Planos Pastorais que nos vm de vrias instncias. Durante o Ano da F devemos lembrar com especial ateno, nas diversas programaes que se vo realizando a nvel diocesano, paroquial e nas comunidades, o seguinte:
Acontecimentos que devemos viver em comunho com a Igreja Universal: Cinquentenrio do Conclio Vaticano II; 20 Aniversrio do Catecismo da Igreja Catlica; o Snodo sobre a Nova Evangelizao; a Jornada Mundial da Juventude (Rio de Janeiro 22-29 de Julho 2013). Em comunho com toda a Africa: Concluses do II Snodo para frica; as orientaes das Conferncias Episcopais de todo o Continente (SECAM), em geral e da frica Austral (IMBISA), em particular. Em comunho com todas as Dioceses de Moambique: o Plano Pastoral da CEM. Na programao diocesana: a) continuar com os compromissos assumidos na VI Assembleia Diocesana de Pastoral para 2012, Ano Diocesano da Unidade e da Eucaristia, bem como da Sustentabilidade Econmica; b)para 2013, Ano Diocesano da Evangelizao e Catequese; a Sustentabilidade Econmica como assunto transversal e permanente deve continuar a merecer a nossa ateno; o XX Aniversrio da Criao da Diocese. Na programao paroquial: concretizar com actividades bem definidas e possveis de realizar. A nvel pessoal: renovao da vivncia dos nossos compromissos como discpulos de Cristo, sendo coerentes com a f que professamos.
Um panorama muito vasto! Acredito que com a dedicao e colaborao de todos saberemos encontrar uma linha de fundo comum que nos permita concretizar em pequenas actividades muito concretas e ao nosso alcance, tendo em conta as possibilidades da nossa realidade geogrfica, humana, eclesial e econmica. Eis o desafio que lano a todos, aos Consultores, aos membros do Conselho Presbiteral, aos responsveis do Secretariado Diocesano de Pastoral, dos Departamentos e das Comisses Diocesanas, aos Catequistas, aos Animadores dos vrios ministrios e a todos os cristos.
Como ainda estamos no ano da Unidade Diocesana e da Eucaristia, lembro-vos o que continuamente tenho estado a frisar nas minhas visitas pastorais: Juntos e muito unidos entre ns daremos pequenos passos, passos nossos, e chegaremos longe, sejam quais forem os problemas que tenhamos que enfrentar. Isolados, por caminhos paralelos ou divididos no conseguiremos dar um passo em frente e nunca chegaremos meta pretendida.
Acho que os pontos salientes do documento do Papa A Porta da F incluem e, de certa maneira, encontram relao com cada um dos aspectos mais caractersticos dos Planos Pastorais e dos acontecimentos abrangidos no perodo de tempo do Ano da F (Outubro 2012 Novembro 2013).
Devemos pormo-nos a caminho, diz Bento XVI, para conduzirmos todos os homens plenitude da vida, ao encontro com Aquele que d a vida e a vida em abundncia, ao encontro com Deus que Pai, fonte de toda a Vida e de todo Amor. Este objectivo fundamental do Ano da F deve orientar o nosso Ano Pastoral de 2013, Ano Diocesano da Evangelizao e Catequese. Trata-se do objectivo de toda a obra da Evangelizao: Joo Baptista mostrou Jesus j presente com estas palavras: Eis o cordeiro de Deus (Jo 1,36); Andr diz ao seu irmo Pedro e aos amigos quando o encontrou: Encontramos o Messias (Jo 1,41). Jesus pede Samaritana para ela acreditar nEle e a beber da gua viva (Jo 2,14 e ss) e lhe diz: Mulher, acredita em Mim (Jo, 4,21).
Por isso que na revitalizao da nossa catequese devemos rever se os nossos catecmenos, se as crianas da 1 Comunho, se os que se preparam para receberem o Crisma, se os que se preparam para o Casamento, no fim da prpria caminhada, foram ao encontro com Cristo, se fizeram experincia pessoal de Deus nas suas vidas, se aprenderam a encontrar-se face a face com Deus, como Moiss, o amigo de Deus (Ex 33,11; Nm 12,7-8); Deut 34,10). Com o Pai entramos em conversa amiga e confidente, em orao intima e espontnea e no apenas com oraes decoradas. Com Ele devemos aprender a entrar confiadamente na sua amizade.
No ensino da catequese devemos analisar se exigimos dos catequizandos apenas a aprendizagem de frmulas e respostas do catecismo, esquecendo a converso, a mudana de vida, a vivncia e o testemunho. muito importante este aspecto de levar e preparar ao encontro com Cristo os nossos catecmenos e os que se preparam para os vrios sacramentos. Mas isto no ser possvel se ns prprios, catequistas, animadores das comunidades e dos vrios ministrios, as religiosas e os religiosos, os sacerdotes e o Bispo no vivemos a f que professamos. Ns, antes de sermos responsveis pela animao pastoral das comunidades, somos cristos, como muito bem escreveu Santo Agostinho: Para vs sou bispo, convosco sou cristo. Por isso, devemos acreditar e viver o que ensinamos aos fiis. A primeira catequese a prpria vivncia da f, a vida de cada um de ns como cristos e discpulos do Senhor, o testemunho do que acreditamos e professamos com os lbios.
Deveramo-nos perguntar se passamos muito ou pouco tempo em orao silenciosa e contemplativa diante do Senhor antes de iniciarmos as nossas actividades pastorais e, mais concretamente, antes do encontro de catequese. Nunca deveramos dar catequese ou fazer uma homilia ou dirigir uma reunio do conselho paroquial ou da comunidade, sem antes meditarmos e orarmos diante do Senhor sobre o que vamos transmitir aos nossos irmos. O nosso trabalho no o de cumprir uma tarefa profissional. Ns no somos funcionrios da Igreja. Somos apenas servidores da palavra e das comunidades: Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os ps, tambm vs deveis lavar os ps uns aos outros. Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vs faais tambm (Jo 13, 15-16); Quanto a ns, entregar-nos-emos assiduamente orao e ao servio da Palavra. ( Act 6,4).
Os ministrios que exercemos nas comunidades no so para benefcio prprio nem uma profisso, mas so servios livremente oferecidos (cf I Assembleia Nacional de Pastoral, Concluses, 1), que devem ser feitos para o bem comum das comunidades: A cada um dada a manifestao do Esprito, para proveito comum (1Cor. 12, 7). Trata-se de transmitir vida, de comunicar o que ns sentimos e experimentamos, a nossa prpria experincia de f: Eis a mensagem que ouvimos de Jesus e vos anunciamos: Deus luz e nEle no h nenhuma espcie de trevas (1Jo 1,5).
Devemos levar aos nossos irmos a confessar a f em Cristo Ressuscitado e nosso Salvador na nossa Catedral, nas nossas igrejas paroquiais, nas nossas comunidades, nas nossa casas, no meio das nossas famlias e nas comunidades religiosas (Bento XVI, A Porta da F, 8), para que cada um reconhea as exigncias da nossa f crist e a obrigao de a transmitir aos nossos filhos e aos que ainda no a conhecem. Neste sentido e para no esquecerem os seus compromissos baptismais e ter um meio de orao, os primeiros cristos aprendiam a de cor o Credo. o que tambm nos nossos dias fazemos na catequese, pois ela um instrumento vlido para a transmisso da f. Devemos escolher dentro dos nossos programas pastorais um dia prprio para professarmos publicamente o credo em que acreditamos. Como sugesto, poderia ser o dia em que nas comunidades se celebra o Baptismo, ou no dia da Festa do prprio Santo Padroeiro.
Mas no suficiente decorar e conhecermos as frmulas do credo e das oraes do Catecismo. Na catequese devemo-nos esforar para que os catecmenos conheam interiormente o Senhor, se habituem a rezar e a escut-lo no mais ntimo do corao. Lembremos as palavras de S. Agostinho: Tu estavas dentro de mim e eu te procurava longe. Ns e os que recebem a catequese devemos acreditar nAquele que o Pai enviou, Jesus Cristo: Disseram-lhe, ento: Que havemos ns de fazer para realizar as obras de Deus? Jesus respondeu-lhes: A obra de Deus esta: crer naquele que Ele enviou (Jo 6,28-29).
As pessoas perguntam-nos o que devem fazer para serem baptizados ou para receber este ou aquele sacramento. A nossa resposta a mesma de S. Pedro: Que devemos fazer? Pedro respondeu: Arrependei-vos e cada um seja baptizado (Act 2, 37-38).
Coincidindo com o Cinquentenrio da abertura do Concilio Vaticano II, o Papa Bento XVI convocou para o ms de Outubro deste ano um Snodo geral tendo como tema A nova evangelizao para a transmisso da f crist. Para ns cristos de frica e, em especial, de Moambique e mais concretamente da nossa Igreja local de Gur, deve ser uma ocasio especial para a reflexo sobre a vivncia da nossa f no nosso contexto geogrfico, cultural, histrico, poltico e eclesial. Considerar o nmero sempre em aumento de cristos e a qualidade de vida. Vivemos um momento especial que exige de ns o aprofundamento da f, com vista a enraza-la, testemunha-la e transmiti-la.
1. Aprofundar
Passou a primeira fase da obra missionria, do incio da aco evangelizadora em Moambique, o tempo dos binrios escola capela, catequista professor, Igreja Estado, o tempo dos primeiros cristos; passou o tempo difcil da revoluo e tempo trgico da guerra que impediram a normalizao da vida das comunidades e da formao sistemtica dos agentes da pastoral; passou o tempo da dependncia absoluta do exterior quanto aos recursos humanos (missionrios) e econmicos, e quanto reflexo teolgica e pastoral; quanto organizao interna da Igreja e quanto s expresses litrgicas.
Passamos de uma dependncia total do exterior consolidao da Igreja local, a partir dos prprios recursos; de uma igreja totalmente dependente dos missionrios vindos de outras igrejas constituio do clero local.
Por tuto isto, chegou a hora de aprofundarmos o conhecimento e a vivncia do Evangelho que os primeiros missionrios nos transmitiram com grande zelo apostlico e dedicao total da prpria vida, apesar do desconhecimento profundo da nossa realidade socio-cultural, da nossa histria, da maneira de pensar e de agir. Mesmo assim, com a sua fragilidade, com muito amor e sacrifcio evangelizaram o nosso Pas, transmitindo-nos a mensagem de Jesus. Toca a ns aprofundar nas verdades transmitidas e no testemunho do que professamos.
2. Enraizar
O Snodo Geral, convocado pelo Papa Bento XVI para o ms de Outubro 2012, vai reflectir sobre A nova evangelizao para a transmisso da f. Para ns, tendo em conta a nossa realidade socio-cultural e eclesial, a nova evangelizao supe principalmente um processo que tenha em conta, entre outros os seguintes aspectos: alma africana, estar em comunidade, respeito e amor pela vida, a igreja-famlia, a reconciliao, as pequenas comunidades crists, a igreja ministerial e a inculturao profunda da f.
a) Justia e paz e integridade da natureza
Lutar contra tudo o que infra-humano: evangelizar no nosso meio hoje significa comprometer-se por superar todo o tipo de misria, injustia, violncia, guerras, corrupo, descriminao econmica, religiosa e de gnero, e de marginalizao; significa ao mesmo tempo, ser construtores da paz a todos os nveis desde o interior das conscincias, nas famlias, nos lugares de residncia, de trabalho, na gesto pblica e em todas as relaes humanas.
Significa tambm criar condies de acesso generalizado educao e assistncia sanitria para todos; criar e cultivar relaes democrticas entre os cidados, na distribuio equitativa da riqueza nacional. Neste sentido, os nossos programas pastorais devem ter em conta as concluses do II Snodo especial para frica, no documento Africae Munus do Papa Bento XVI, recentemente promulgado. Trata-se de um documento de particular importncia para toda a Igreja em frica que devemos divulgar, conhecer e estudar em ordem a pr em prtica as suas orientaes. O Secretariado Diocesano de Pastoral estudar a modalidade mais prtica para tornar acessvel a todos os contedos deste documento, preparando subsdios apropriados em Portugus e em Lmwe e programando e realizando cursos nas Regies e nas parquias.
b) Inculturao
Nova evangelizao significa igualmente revitalizar o processo de inculturao da f no nosso meio. Houve iniciativas e diversos trabalhos de pioneiros, mas agora precisamos de um trabalho sistemtico e assumido por todos. Chegou a hora do estudo e de tomada de decises concretas comumente aceites, partilhadas e programadas para evitar que cada um invente a sua inculturao.
A inculturao comea na conscincia. A, no interior e mais profundo do ser, que a pessoa comea a fazer a verdadeira sntese entre a f que lhe anunciada e a sua cultura. No corao tocado pela graa de Deus que a pessoa v em profundidade e compreende a f que professa. A partir dai que se faz o discernimento e a escolha das expresses que melhor transmitam os valores e significados da nossa f crist. Sejam smbolos, cnticos, danas, gestos, poesias, cores, seja o que for deve ser expresso dos valores cristos enraizados na nossa cultura.
Para este trabalho necessrio que a Comisso Diocesana de Cultura ponha mos obra e comece a caminhar programando o trabalho, as sesses de estudo e os cursos de formao a nvel das Regies Pastorais e das Parquias para atingir o maior nmero de agentes de pastoral. urgente que a Comisso de Cultura organize ncleos de estudo para reflectirem e se interrogarem e, deste modo, oferecerem orientaes concretas, propostas e indicaes sobre questes que os agentes de pastoral enfrentam diariamente: nomeadamente as questes relacionadas com a iniciao dos jovens, o matrimnio, a doena e a morte.
A este respeito, sabemos que em algumas Dioceses (por exemplo Lichinga, Nampula, Beira, Inhambane e Maputo), h um trabalho sistemtico com diversas actividades e produziram subsdios que usam nos cursos de formao para os agentes de pastoral e para as prprias comunidades. Neste sentido h, por exemplo, Retiros apropriados para os jovens no perodo Iniciao nas Dioceses de Maputo, Beira, Nampula e Niassa. oportuno que, ao organizarmos este sector da pastoral, conheamos as experincias dos outros e nos sirvamos do material que esto usando, adaptando-o nossa realidade.
Ainda dentro deste mesmo sector da Cultura, sentimos a necessidade de organizarmos um curso de insero cultural e pastoral para os missionrias e missionrios originrios de outras reas culturais dentro e fora do Pas e recm-chegados Diocese. Uma data possvel poderia ser no primeiro trimestre de 2013.
Para descobrirmos novamente os contedos da f professada, celebrada, vivida e rezada (cf. Joo Paulo II, O Depsito da f, 116; Bento XVI, A Porta da f 9), necessrio que a f seja enraizada na prpria cultura, encontrando as expresses mais adequadas nas celebraes litrgicas, seguindo as orientaes da Igreja e da nossa prpria Conferncia Episcopal e nos aspectos que podemos normalizar a nvel diocesano.
Neste sentido devemos encontrar orientaes diocesanas para as celebraes dominicais nomeadamente no que se refere aos presidentes das mesmas, aos leitores, aos cantores, s danas, aos gestos, aos tocadores, as palavras, ao decoro e beleza de tudo o que se faz na capela, na conservao, distribuio e adorao da Eucaristia. Neste sentido lembremos o que vos escrevi no n 9 da Carta sobre o Ano da Eucaristia.
3. Testemunhar
Temos que viver em coerncia com a f que professamos. Como discpulos de Jesus somos enviados a sermos suas testemunhas: Ides receber uma fora, a do Esprito Santo, que descer sobre vs, e sereis minhas testemunhas em Jerusalm, por toda a Judeia e Samaria e at aos confins do mundo (Act 1,8). Uma f forte e enraizada exige que ela seja vivida, pois a f sem obras morta : Assim tambm a f: se ela no tiver obras, est completamente morta. Mais ainda: poder algum alegar sensatamente: Tu tens a f, e eu tenho as obras; mostra-me ento a tua f sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha f黔 (Tiago 2,17-18).
Bento XVI fala de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente (Idem, 5). E acrescenta ainda no mesmo documento: A renovao da Igreja realiza-se tambm pela vida dos crentes (Idem, 6). Este Ano da F , pois, uma renovada e constante chamada converso pessoal e nossa identidade crist, e vivncia da f que acreditamos e proclamamos.
4. Transmitir: Anunciar O Senhor nos envia hoje para que nas famlias, nas nossas aldeias e localidades, nos nossos bairros, nas machambas, na Escola, nas unidades sanitrias, nas reparties, nas empresas, em qualquer lugar onde trabalhamos sejamos seus apstolos e nesse meio proclamemos com o exemplo e com a palavra o Evangelho (cf Mt 28,19).
O mandato de Jesus foi o que orientou a nossa VI Assembleia Diocesana de Pastoral (Maro 2011) a proclamar que toda a Diocese se encontra em estado de Misso: Diocese de Gur toda ela Missionria.
Jesus renova em ns o mesmo mandato que receberam os apstolos. Este mandato missionrio de Jesus requer novo empenho em cada um de ns. Ningum est isento, ningum se pode demitir desta responsabilidade. Todos ns devemo-nos sentir implicados na obra da evangelizao. Hoje a Igreja precisa de ns. Ningum se sinta excludo desta dignssima tarefa. Descubra cada um a alegria de comunicar aos outros a sua f, afirma o Papa (Bento XVI, idem, 7).
As nossas comunidades devem continuar a gerar novos filhos. No podemos ficar satisfeitos com o que foi feito at agora. A machamba muito grande e precisa de muitos trabalhadores. Devemos assumir a urgncia do mandato missionrio no nosso tempo: ir por todo o mundo e anunciar a Boa notcia de Jesus. Isto significa anunciar sem temor a mensagem de Jesus. Recebemos o esprito Santo para termos foras, coragem, zelo apostlico e alegria de anunciar o Evangelho s pessoas que no o conhecem, ou mal o conhecem ou se afastaram dEle. O Esprito santo que recebemos nos Sacramentos, nos prepara para esta tarefa para que a cumpramos com novo ardor, entusiasmo e dedicao.
5. Itinerrio diocesano A seguir apresento algumas indicaes para a vivncia do Ano da F que devero ser concretizadas nas comunidades. As Parquia devero encontrar formas concretas inspirando-se nas orientaes da Carta do Papa A Porta da F.
a) Abertura.
No prprio dia 11 de Outubro na Catedral haver uma celebrao presidida pelo Bispo para abrir oficialmente o Ano da F na Diocese. A nvel das Parquias e comunidades: celebrar-se- a abertura do Ano da F escolhendo o dia mais apropriado para cada parquia e em cada comunidade, ressaltando especialmente o rito da Profisso de F ou o Credo.
b) Formao Permanente dos Padres e dos Religiosos e Religiosas: O Retiro Anual dos Padres Diocesanos versar sobre o Ano da F. Em data ainda a escolher, entre os meses de Maio Junho e Julho, haver um encontro de formao permanente sobre o Conclio Vaticano II e sobre o Catecismo da Igreja Catlica. c) Pastoral Juvenil. A Comisso Diocesana ao organizar a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, ter em conta, alm da Mensagem do Papa, os temas fundamentais do Ano da F. d) Reciclagem dos Catequistas. Coincidindo com o Ano da Evangelizao e da Catequese a nvel diocesano (Concluses da VI Assembleia Diocesana de Pastoral), haver em cada uma das Regies ou Parquias mais vizinhas cursos de formao de catequistas. Estas iniciativas devero ser coordenadas entre os Procos.
e) Eucaristia. Continuando a experincia do Ano da Comunho Diocesana e da Eucaristia, em toda a Diocese continuaremos fazendo a Adorao ao Santssimo Sacramento, segundo o dia j tradicional em cada comunidade. f) Ecumenismo. Ser necessrio retomar o dilogo com os nossos irmos de outras Igrejas com celebraes apropriadas, especialmente por ocasio da Semana de Unidade dos Cristos ou noutros momentos que cada Parquia achar mais convenientes. g) Formao Permanente para as comunidades. O Secretariado h-de enviar um subsdio apropriado de quatro ou cinco temas para ser usado na catequese com todos os cristos.
h) Sacramentos: aproveitar a celebrao dos vrios sacramentos da f (Baptismo, Crisma, 1 Comunho e Matrimnio) para professarmos solenemente a nossa F. i) Movimentos.
Nos seus encontros de formao e demais actividades prprias, cada movimento defina momentos prprios para fortificar a prpria f e a comunho entre todos os discpulos de Cristo na Diocese.
j) Peregrinaes marianas
Continuando com a tradio mariana que iniciamos este ano e sob o tema Maria, Mulher firme na F, teremos a Peregrinao Diocesana Igreja de N. S. de Ftima de Muliquela nos dias 11 e 12 de Maio 2013.
As peregrinaes regionais sero feitas nos lugares e datas a escolher localmente..
k) O encerramento
O Ano da F terminar no dia 24 de Novembro de 2013, indicado pelo Papa Bento XVI (Porta da F, 4), Solenidade de Cristo Rei do Universo.
A nvel diocesano ser no dia 9 de Dezembro de 2013, com uma Solene Celebrao Diocesana na Igreja Catedral com a qual tambm celebraremos o 20 Aniversrio da criao da Diocese de Gur.
Concluso
Comprometamo-nos todos para que este ano seja uma ocasio propcia para fortificarmo-nos mutuamente na nica F no nico Pai, Criador e Senhor de todas as coisas, no seu Filho bem amado e no Esprito Santo, que anima a Igreja na unidade dos vrios carismas e dons e no compromisso pela construo do Reino de Deus.
A minha bno com Maria Me de Jesus, nossa querida Me, estrela da Evangelizao, mulher forte na f, nosso modelo e guia nesta caminhada; com Santo Antnio, nosso padroeiro, intercessor e exemplo de ouvinte e anunciador da palavra que leva F; com todos os trabalhadores do Evangelho, padres, irms, irmos e leigos dedicados ao apostolado; e com tantos cristos j falecidos, nossos antecessores na Casa do Pai, que nesta parcela da Igreja na Alta Zambzia, conduziram a tantos irmos e irms pelos caminhos da f e aqui repousam. Esta nossa Diocese fruto da f que eles viveram, anunciaram e transmitiram firmes na f.
Gur, 11 de Outubro de 2012, no 50 Aniversrio do Conclio Vaticano II
O vosso Bispo
+ Francisco Lerma
 

Visita de D. Francisco ao Brasil

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10Out2012
| Escrito por Muanido Rdio

VISITA DE DOM FRANCISCO LERMA MARTINEZ AO BRASIL

Dom Francisco Lerma Martinez, Bispo de Moambique, Diocese de Gur, esteve no Brasil nos dias 20 de Setembro a 02 de Outubro, em So Paulo, a convite das irms Jesus Maria e Jos, para celebrao do centenrio da presena da congregao JMJ que teve lugar entre os dias 24 a 30 de Setembro.

Chegada do dom Francisco Lerma em So Paulo- Brasil- 20/09/2012.

No dia 22, o Senhor Bispo concelebrou a missa no Santurio Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo Cardeal Raimundo Damaceno e transmitida pela TV Aparecida, onde tambm o Bispo dom Francisco teve uma entrevista.

No dia 24 houve solene Missa do centenrio da presena das irms no Brasil e outros eventos.

No dia 25, Dom Francisco Lerma presidiu a Eucaristia de Abertura do Captulo Geral das irms.

Nos dias 25 e 26. Londrina. Estando no Brasil, Dom Lerma viajou para Londrina, Estado do Paran, onde visitou as irms claretianas que estam se preparando, para abrir uma casa religiosa, na Diocese de Gur. As irms iro para Moambique entre Abril e Maio de 2013.

No dia 27.09.2012. Dom Lerma visitou a casa Provincial Claretiana em So Paulo, onde se encontra a curia.

No dia 28 foi em Rio Claro, na casa dos padres claretianos, onde se encontra o Pe. Diogo Muanido, fazendo o curso de comunicao social.

A igreja em Moambique ministerial, viva e participativa Dom Francisco Lerma, Bispo da Diocese de Gur teve uma entrevista feita pelo Pe Brs , Director da TV e Rdio Claretianas. Na entrevista, o bispo falou do objectivo da sua visita: entrar em contacto com os diversos intervenintes da evangelizao do Brasil, que colaboram ou queiram colaborar na aco missionria em Moambique, particularmente na Diocese de Gur.

O Bispo falou da igreja ministerial, o engajamento dos leigos no exerccio de diversas funes da comunidade que apesar de ter poucos sacerdotes para as celebraes das missas, esses leigos mantem as comunidades vivas e animadas. As comunidades crists esto crescendo em nmero e que os moambicanos sentem e vivem a mensagem da salvao inculturada nos valores da vida do povofrisou.

Visita Faculdade Integrada Claretianas de Rio Claro. Dom Francisco visitou o colgio e Faculdade Integradas Claretianas de Rio Claro, onde estuda o Pe. Diogo Muanido e se inteirou do funcionamento da instituio e dos diversos cursos que so administrados pela instituio. Depois de ter visitado a Biblioteca quis saber se podia encontrar um livro de Antropologia Cultural do Povo Lomue, escrito por ele, o que no se encontrou. O director acadmico pediu que o Bispo enviasse um exemplar para Faculdade.

Viagem a Batatais. tarde do dia 28, o bispo viajou com Pe. Ronaldo e Pe. Diogo para Batatais, onde se encontra outra Faculdade dos claretianos, a Misso Moambique Claretianos Solidrios em frica (projecto social) e a emissora de rdio, a fim de conversar com os tcnicos para a instalao da rdio diocesana de Gur. O coodenador do curso distancia falou da necessidade de alargamento dos cursos de extenso de graduao para Moambique, particularmente a Diocese de Gur, desde que se rene condies de instalao de uma estrutura, como salas de aulas, computadores e ligados a internet. Os cursos de exteno de graduao distncia administrados em Batatais so diversos: Filosofia, Teologia, Pedagogia, Direito, Aco Social, cursos de formao permanente dos agentes da pastoral, educao e sade. Instalao da Rdio Diocesana do Gur.

No dia 29 de Setembro, o Bispo teve um encontro, na sala de reunies da Faculdade Claretiana de Batatais, para tratar assuntos da instalao da Rdio Diocesana de Gur. Em relao a rdio, segundo o Pe Botteon (adminstrativo das Faculdades claretianas) poder enviar dois tcnicos um para formao e outro para a instalao da rdio, entre os meses Janeiro a Feveiro. Esteve presente o coodenador da rdio de Batatais (Marcos) que disse alguns equipamentos estavam em falta, no relatrio, como: 1. Automatizao (sistema de automao de rdio)- informa 2. Conexes de antenas. O coordenador da rdio, Marcos disse que gostaria entrar em contacto com a irm Italina, para dar os pormenores em relao ao material que est em falta, para facilitar os tcnicos, que ao irem em Moambique poderiam providenciar algum material que est em falta. O Marcos poder se inteirar quando custa o programa Informa com uma empresa do Brasil e que a rdio oferece o acervo musical se assim o programa a ser instalado da Rdio Diocesana de Gur for compatvel com o da rdio de Batatais. O tcnico da instalao da rdio precisar de uma pessoa ou mais que dever acompanhar a instalao da rdio e que mantenha-se na rdio, na rea de manuteno de equipamento. Outro tcnico responsabilizar-se- no treinamento de programao de jornalistas e locutores, reprteres (radialistas).

Misso Moambique Claretiano Solidrio na frica. Dom Francisco informou-se com os claretianos sobre o funcionamento do projecto claretianos solidrio em frica; no encontro estiveram presentes os padres Ronaldo, Botteon e Srgio (claretianos) e padre Diogo (diocesano, estudante de CS em Rio Claro), os leigos voluntrios da misso claretiana em Moambique: Neida, Artieles, Carmen, Marlia, Paula, Jaqueline, Joice, Beatriz e ente outros. Para mais infomaes sobre este projecto acesse: www.claretianosnaafica.com.br O projecto Misso Moambique Claretiano em frica promove festas de angariao de fundos para Moambique, Parquia de Gile, nos meses de Junho e outubro. Na rea da sade- preveno (higiene, nutrio e gua) Educao- formao pedaggica de monitores escolhidos dentro da comunidade e professores graduados do governo.

Na apresentao dos projectos realizados em Moambique, a Neida se lamentou a quando a sua primeira viagem a Moambique que no teve boa comunicao com as crianas das quais iriam formar, por causa da lingua e falou do assistencialismo que tm dado aos monitores. Na sua interveno, o Senhor Bispo agradeceu a boa iniciativa na implementao dos projectos para Moambique e disse aos presentes que a crise que tiveram foi uma oportunidade para rever o projecto. Na parte de ajuda de custo aos monitores de Gil, o bispo pediu ao movimento Claretianos Solidrio em Moambique, que busque criar um projecto de sustentabilidade, ajudando as pessoas formadas a dar o seu contributo no projecto e dando conscincia que a igreja no tem condies para sustentar os agentes da pastoral, os diversos ministrios na comunidade, mas que o servio da igreja seja feito como doao a Deus e aos irmos.

Alm disso, Dom Francisco pediu que os pojectos fossem integrados a nvel da pastoral diocesana, alargado aos movimentos dos professores catlicos e aos profissionais da sade. O grupo que apoia o projecto em Moambique se comprometeu a rever a aplicao do projecto no Gile. O bispo no negou a doao de dinheiro e outros bens para o projecto.

No dia 30, o Nncio Apostlico, Dom Giovanni d'Anniello presidiu a Santa Missa, do Centenrio da presena das irms Jesus Maria e Jos, no Brasil, onde estiveram presentes Dom Fernando Figueiredo (Bispo titular da Diocese de Santo Amaro) e Dom Francisco Lerma (convidado especial) que a concelebraram e tambm junto com alguns padres. Estiveram presentes 39 irms da congregao Jesus Maria e Jos vindas de vrios pases, onde exercem o seu servio missionrio, incluindo Moambique.

Jornada Mundial da juventude 2013. O Senhor Bispo enviar para o Brasil trs pessoas para representar na Jornada Mundial da Juventude, entre elas, um Jovem escolhido pela Diocese, outro escolhido pelos claretianos que financiaram a sua viagem e Pe. Diogo Muanido que esta no Brasil. Os jovens escolhidos devero ir ao Brasil uma semana antes da jornada, para se juntar com os jovens claretianos. O padre Diogo Muanido se encarregar para fazer o contacto da comisso organizadora da jornada para fazer o convite aos jovens que devero ir ao Brasil.

Pe. Diogo Muanido

Brasil, 01/10 de 2012

   

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