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06Maio2015
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04Maio2015
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DILOGO POLTICO/ MEDIADORES APREENSIVOS COM LENTIDO DO PROCESSO

04-05-2015 19:03:25


Maputo, 04 Maio (AIM) ? Os mediadores do dilogo poltico entre Governo e a Renamo, o maior partido da oposio em Moambique, voltaram a manifestar a sua apreenso com a lentido do processo, que decorre h mais de dois anos no Centro de Conferncias Joaquim Chissano, cujo fim no se vislumbra para breve.

Este sentimento foi manifestado minutos aps o trmino da 103 ronda do dilogo poltico, havida hoje, em Maputo.

?Para um processo que exige passos gigantescos, ao menos que desse alguns passos razoveis. No se justifica tanta lentido. Isso acontece porque as duas delegaes tm discutido questes que no constam da agenda prevista?, disse o Bispo da Igreja Anglicana, Dom Dinis Sengulane, em nome dos mediadores.

?Como tm cometido atrasos ? isso desgastante porque alguns de ns so alrgicos aos atrasos?, acrescentou.

Para Sengulane, a contagem decrescente para o fim da Equipa de Observao da Cessao das Hostilidades Militares (EMOCHM), no preocupa os mediadores nacionais, pois a prioridade dos moambicanos a paz.

?Continuamos a apelar aos lderes envolvidos neste dilogo a substituio de acusaes (mtuas) e desconfianas por uma atitude de reconhecimento e confiana mtua que no estejam baseadas nas afiliaes partidrias, pois o primordial debater os assuntos previstos na agenda?, afirmou Sengulane.

Segundo o clrigo, o grupo de mediadores neste dilogo poltico continuam a manifestar a sua vontade de mediar o processo, no obstante a ausncia de resultados palpveis e falta de consenso entre as partes nos ltimos meses.

?Continuamos firmes neste dilogo tendo como objectivo arranjar um meio de nos entendermos. Neste caso, pedimos que continuem orando por esta importante obra dos moambicanos. Entretanto, temos que manter a pacincia?, reiterou Sengulane.

No incio do dilogo politico, os mediadores primavam pelo silncio. No entanto, decidiram quebrar o seu mutismo nas ltimas duas rondas para manifestar o seu descontentamento com o curso do processo, alegando que as duas delegaes tm discutido pontos que no constam da agenda, algo que prejudica o curso do dilogo.

Alm de Sengulane, integram o grupo de mediadores, o Professor Loureno do Rosrio, Reitor da Universidade a Politcnica, Padre Filipe Couto, da Igreja Catlica; Reverendo Anastcio Chembeze, da Igreja Metodista e Xeque Sade Abibo, da Comunidade Muulmana.
Alberto Massango (AHM)/SG

(Fonte: AIM, 04.05.2015)

   

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02Maio2015
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JUBILEU DA MISERICRDIA: Misericordiosos como o Pai

Carta de Dom Francisco, nosso Bispo.

Queridos Diocesanos

1. O ANO SANTO DA MISERICRDIA.

Com as palavras O Rosto da misericrdia, o Papa Francisco proclamou o Jubileu extraordinrio da Misericrdia. O Ano Santo abri ser-se- no dia 8 de Dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceio, no cinquentenrio do encerramento do Conclio Vaticano II. E terminar na Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, 20 de Novembro de 2016.

vontade do Papa Francisco que todas as Dioceses estejam directamente envolvidas na vivncia deste Ano Santo como um momento de graa e renovao espiritual, como sinal visvel da comunho da Igreja inteira.

2.PARA A NOSSA REFLEXO

O QUE UM JUBILEU?

- As razes no Antigo Testamento

- Na Histria da Igreja

- Nos nossos dias.

A MISERICRDIA

A MISERICRDIA como a sntese de toda a vontade de Deus, o seu plano da salvao.

O NOSSO COMPROMISSO CRISTO: CUIDAR DAS FERIDAS DOS IRMOS.

Sermos misericordiosos como o Pai misericordioso. Oferecer misericrdia a nossa tarefa como discpulos daquele que foi bom e misericordioso para com todos.

Cuidar das fraquezas e das feridas dos nossos irmos assim como o Pai cuidou das nossas.

Nas parquias, nas comunidades, nos movimentos.

As periferias existenciais; situaes de precariedade e sofrimento presentes nas nossas aldeias, no povo que forma a nossa Diocese, desde o ndico s montanhas de Milange. As miseras da nossa terra, os irmos privados da prpria dignidade.. Quais so os ritos dos nossos irmos.

- os que vivem em condies de vida infra-humanas, casas, abastecimento de gua potvel; comunicaes terrestres, energia; os que esto privadas de assistncia mdica pela distncia das unidades sanitrias, a falta de medicamentos, de pessoal mdico, de condies mnimas e de bom trato; a falta de edifcios escolares dignos, sem mobilirio escolar, sem subsdios; sem professores adequados; sem qualidade de ensino;

- de ordem moral e espiritual: as crianas rfs; as crianas da rua; o futuro dos nossos jovens; o trfico de pessoas (crianas, jovens, adultos); os emigrantes clandestinos as nossas estradas so corredores deste trnsito.

- a ocupao das terras frteis: os macroprojectos, especialmente o projectado Pro-Savana; as condies de trabalho nas minas, a garimparia; o desemprego especialmente da cada juvenil; o escoamento dos produtos; os produtos de primeira necessidade nas reas mais afastadas dos centros urbanos; a urbanizao dos centros urbanos.

- o alcoolismo, a droga, a violncia familiar e social, os roubos, a criminalidade, a situao dos reclusos nas cadeias, a lentido dos processos; o atendimento nas reparties pblicas.

- a convivncia familiar (entre esposos, entre pais e filhos); as separaes e divrcios, a condio da mulher, os matrimnios prematuros, as gravidezes precoces,

- a convivncia democrtica, o respeito pelas ideias e convenes alheias; a liberdade de expresso, o respeito entre os partidos, a linguagem, o respeito, a defesa e a promoo dos Direitos Humanos, Culturais e da Criana.

- a convivncia (respeito, dilogo e cooperao) entre as diversas religies.

3. AS NOSSAS ACTIVIDADES E CELEBRAES

Dentro do nosso Plano Diocesano Trienal de Pastoral, que ser definido na prxima Assembleia Diocesana no ms de Setembro, nossa proposta termos:

1).- Celebraes Jubilares em cada uma das Regies Pastorais, coincidindo com as Peregrinaes Diocesanas em Muliquela, Malua, Mualama e Invinha.

2).- Misses Populares nos principais centros urbanos da Dioceses, nomeadamente nas Parquias de Alto Molcue e de Gur.

3).- Catequeses apropriadas e Celebraes a nvel das Parquias, dos Centros, das Znas e das Comunidades.

A nossa Diocese junto com todas as Dioceses do mundo chamada SER TESTEMUNHA DA MISERICRCIA.

Queridos diocesanos, baptizados, catecmenos e simpatizantes: nunca nos cansemos de oferecer misericrdia e sejamos sempre pacientes a confortar e perdoar.

Gur, 2 de Maio de 2015, Memria de S. Atansio

O vosso Bispo

Francisco

 

UM PROJECTO QUE NOS INTERROGA A TODOS

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28Abr2015
| Escrito por Assis

UM PROJECTO QUE NOS INTERROGA A TODOS

Camponeses de Malema contestam projeto agrcola ProSavana

28 de Abril de 2015, 17:10

Camponeses do distrito de Malema, norte de Moambique, criticaram hoje a alegada falta de informao clara sobre o ProSavana, uma iniciativa agrria dos governos moambicano, brasileiro e japons, concebida para o Corredor de Nacala.
Os camponeses de Malema, provncia de Nampula, contestaram a forma como o empreendimento est a ser executado, durante uma reunio de auscultao pblica sobre o Plano Diretor do ProSavana.
"O ProSavana no est claro. As informaes que temos a partir do Brasil onde j foi implementado um programa idntico no nos animam. Sabemos que muitos brasileiros perderam suas terras e viraram nmadas", disse Jlio Cornlio, um dos participantes no encontro.
Os camponeses protestaram igualmente a alegada falta de garantias do direito de posse de terra, observando que o ProSavana est apenas preocupado em proteger os direitos dos produtores.
O tipo de assistncia que os camponeses vo receber no quadro do ProSavana foi igualmente alvo de questionamento por parte dos presentes na auscultao.
Um comunicado de imprensa enviado Lusa pelo Ministrio da Agricultura e Segurana Alimentar indica que as consultas pblicas em torno do ProSavana tm o objetivo de apresentar e discutir com as partes interessadas as estratgias a seguir para o desenvolvimento da agricultura no corredor de Nacala.
O ProSavana foi concebido para ser executado em 19 distritos do centro e norte de Moambique, onde sero produzidas monoculturas destinadas exportao, situao que levanta receios de usurpao de terras e extino de culturas que servem de fonte de sobrevivncia dos camponeses da regio.
Da Agncia Lusa

   

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