XIX SEMANA – QUARTA-FEIRA – TEMPO COMUM – ANOS PARES – 15 AGOSTO 2018

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12Ago2018
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XIX SEMANA – QUARTA-FEIRA – TEMPO COMUM – ANOS PARES – 15 AGOSTO 2018

Primeira Leitura: Ezequiel, 9, 1-7; 10, 18-22

Ezequiel dirige-se aos exilados, pintando, com tons dramáticos, a destruição de Jerusalém e do templo, que eles julgavam salvaguardados pela presença do Senhor. Assim acaba também com as suas vãs esperanças de regresso. O profeta testemunha os desacatos e as profanações realizadas no templo e, depois, a condenação da cidade, mas também a salvação dos que permaneceram fiéis.
O castigo da cidade pecadora começa com a acção dos sete seres misteriosos, que percorrem a cidade para exterminar os pecadores, a começar pelos ansiãos do templo. Segundo o princípio da retribuição pessoal (cf. c. 18), cada um é tratado pelo que é e pelo que faz. Mas não é Deus que pune! São os acontecimentos humanos que recaiem sobre quem os provoca. Deus salva quem permaneceu fiel à Lei (Torah), apesar dos sofrimentos por que passam, devidos à maldade e à violência. São assinalados pela letra “T” (Tau), a primeira de “Torah”, e preservados da desgraça. São tantos os mortos, que chegam a contaminar o interior do templo, obrigando a «glória de Deus» a afastar-se de um lugar tornado impuro, e a sair porta oriental, a mesma por onde sairam os exilados. Mas, Deus acaba por se revelar como salvador dos que escutam a sua palavra e levam impresso no corpo o sinal de a terem escutado, isto é, o “T” de “Torah”, mesmo em terra estrangeira.

Evangelho: Mateus 18, 15-20

Jesus continua a tratar das relações dos discípulos com os irmãos, isto é, os pequenos, os pecadores, os colaboradores. A questão central, hoje, é a seguinte: como deve a comunidade cristã comportar-se perante o pecado e o escândalo (18, 3-11), e perante o pecador?
Mateus já convidou à misericórdia, ao contar a parábola da ovelha tresmalhada. Agora, apresenta um itinerário que leva ao perdão: aproximar do pecador, a sós (v. 15); repreendê-lo diante de duas ou três testemunhas (v. 16); interpelá-lo na assembleia (v. 17). Jesus confere aos seus discípulos um poder especial, para realizar esta pedagogia (v. 18).
O irmão só pode ser condenado quando teimar permanecer no mal, recusando a conversão e o perdão (vv. 15-17). Nesse caso, Deus ractifica o agir da Igreja.
A correcção fraterna deve ser realizada, com extrema delicada e espírito fraterno, num ambiente de união e de oração, que garante a presença do Ressuscitado.

Mais uma vez, Ezequiel contempla a «glória de Deus», como acontecera no dia do seu chamamento à vida profética (Ez 1). O cenário da teofania, desta vez, é o templo de Jerusalém. Mas a «glória de Deus» está de partida: «A glória do Deus de Israel tinha-se levantado dos querubins, sobre os quais se encontrava, e dirigiu-se para a entrada do templo» (v. 3). Quem teria pensado que Deus podia deixar o templo? Tal foi possível, diz o profeta, porque «o pecado da casa de Israel e de Judá é enorme; a terra está cheia de sangue e a cidade, de violência» (Ez 9, 9). Deus não pode mais tolerar tanta iniquidade, até para não parecer conivente com ela. Por isso, prepara-se para abandonar o templo. E vai fazê-lo pela porta que dá para o oriente, para o exílio. Vendo bem, os exilados até estão em melhor situação que os que ainda ficaram em Jerusalém e em Judá, porque têm Deus com eles. De facto, Deus é Aquele que está sempre em relação com as pessoas, onde quer que se encontrem. Não se deixa encerrar num determinado espaço, e só não pode estar com aqueles que O recusam.

O evangelho mostra-nos uma importante condição para a presença de Deus, junto de nós: «onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (v. 20). Não está obrigatoriamente nos edifícios ou templos edificados em seu nome. Mas está onde estiverem dois ou três dos seus discípulos, reunidos em seu nome. A morada de Deus, no Novo Testamento, é, sobretudo,

a comunidade dos crentes reunida na caridade. O edifício material é secundário.
A comunidade, lugar da presença e da acção de Deus, deve viver reconciliada e em fraternidade. Se irmão ofende outro irmão, é preciso fazer tudo para restabelecer a comunhão. Jesus recomenda que se proceda com descrição, para «ganhar o irmão». Se o irmão resiste, deve-se procurar outra solução, a presença de algumas testemunhas. Se continuar a resistir, envolva-se a comunidade, para tentar encontrar juntos o remédio. Só quando o irmão culpado recusa toda a comunidade, pode ser abandonado à sua sorte.
João Crisóstomo escreveu: «Sejamos muito solícitos para com os nossos irmãos. Será a maior prova da nossa fé: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Mt13, 35).

Fonte: resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

 

DOMINGO 12.08.18. EM MOÇAMBIQUE; SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA (15 Agosto)

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11Ago2018
| Escrito por Assis

 

DOMINGO 12.08.18. EM MOÇAMBIQUE; SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA (15 Agosto)

Bendita és tu, Maria! Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu… Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas…
Primeira leitura – Ap 11,19a;12,1-6a.10ab.

Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal.

As visões do Apocalipse exprimem-se numa linguagem codificada. Elas revelam que Deus arranca os seus fiéis de todas as formas de morte. Por transposição, a visão o sinal grandioso pode ser aplicada a Maria.

O livro do Apocalipse foi composto no ambiente das perseguições que se abatiam sobre a jovem Igreja, ainda tão frágil. O profeta cristão evoca estes acontecimentos numa linguagem codificada, em que os animais terrificantes designam os perseguidores. A Mulher pode representar a Igreja, novo Israel, o que sugere o número doze (as estrelas). O seu nascimento é o do baptismo que deve dar à terra uma nova humanidade. O Dragão é o perseguidor, que põe tudo em acção para destruir este recém-nascido. Mas o destruidor não terá a última palavra, pois o poder de Deus está em acção para proteger o seu Filho.

Proclamando esta mensagem na Assunção, reconhecemos que, no seguimento de Jesus e na pessoa de Maria, a nova humanidade já é acolhida junto de Deus.

Salmo: - Salmo 44 (45)- Bendita és tu, Virgem Maria! A esposa do rei é Maria. Ela tem os favores de Deus e está associada para sempre à glória do seu Filho.

Refrão 1: À vossa direita, Senhor, a Rainha do Céu,
ornada do ouro mais fino.

Segunda leitura: – 1 Cor 15,20-27 .

Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.
Evangelho: Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria, a primeira, encontra as palavras da fé e da esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!

A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta a emergência de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão.

Todo o capítulo 15 desta epístola é uma longa demonstração da ressurreição. Na passagem escolhida para a festa da Assunção, o apóstolo apresenta uma espécie de genealogia da ressurreição e uma ordem de prioridade na participação neste grande mistério. O primeiro é Jesus, que é o princípio de uma nova humanidade. Eis porque o apóstolo o designa como um novo Adão, mas que se distingue absolutamente do primeiro Adão; este tinha levado a humanidade à morte, ao passo que o novo Adão conduz aqueles que o seguem para a vida.
O apóstolo não evoca Maria, mas se proclamamos esta leitura na Assunção, é porque reconhecemos o lugar eminente da Mãe de Deus no grande movimento da ressurreição.


Evangelho - Lc 1,39-56-..

O cântico de Maria descreve o programa que Deus tinha começado a realizar desde o começo, que ele prosseguiu em Maria e que cumpre agora na Igreja, para todos os tempos.

Pela Visitação que teve lugar na Judeia, Maria levava Jesus pelos caminhos da terra. Pela Dormição e pela Assunção, é Jesus que leva a sua mãe pelos caminhos celestes, para o templo eterno, para uma Visitação definitiva. Nesta festa, com Maria, proclamamos a obra grandiosa de Deus, que chama a humanidade a se juntar a ele pelo caminho da ressurreição.

Em Maria, Ele já realizou a sua obra na totalidade; com ela, nós proclamamos: “dispersou os soberbos, exaltou os humildes”. Os humildes são aqueles que crêem no cumprimento das palavras de Deus e se põem a caminho, aqueles que acolhem até ao mais íntimo do seu ser a Vida nova, Cristo, para o levar ao nosso mundo. Deus debruça-se sobre eles e cumpre neles maravilhas.

Rezar por Maria.
Frequentemente, ouvimos a expressão: “rezar à Virgem Maria”… Esta maneira de falar não é absolutamente exacta, porque a oração cristã dirige-se a Deus, ao Pai, ao Filho e ao Espírito: só Deus atende a oração. Os nossos irmãos protestantes que, contrariamente ao que se pretende, por vezes têm a mesma fé que os católicos e os ortodoxos na Virgem Maria Mãe de Deus, recordam-nos que Maria é e se diz ela própria a Serva do Senhor.

Rezar por Maria é pedir que ela reze por nós: “Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte!” A sua intervenção maternal em Caná resume bem a sua intercessão em nosso favor. Ela é nossa “advogada” e diz-nos: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”

Rezar com Maria.
Ela está ao nosso lado para nos levar na oração, como uma mãe sustenta a palavra balbuciante do seu filho. Na glória de Deus, na qual nós a honramos hoje, ela prossegue a missão que Jesus lhe confiou sobre a Cruz: “Eis o teu Filho!” Rezar com Maria, mais que nos ajoelharmos diante dela, é ajoelhar-se ao seu lado para nos juntarmos à sua oração. Ela acompanha-nos e guia-nos na nossa caminhada junto de Deus.

Rezar como Maria.
Aprendemos junto de Maria os caminhos da oração. Na escola daquela que “guardava e meditava no seu coração” os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, nós meditamos o Evangelho e, à luz do Espírito Santo, avançamos nos caminhos da verdade. A nossa oração torna-se acção de graças no eco ao Magnificat. Pomos os nossos passos nos passos de Maria para dizer com ela na confiança: “que tudo seja feito segundo a tua Palavra, Senhor!”

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.0rg/portal/liturgia/”.

   

SEGUNDA-FEIRA – XIX SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 13 AGOSTO 2018

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10Ago2018
Actualizado em 10 Agosto 2018 | Escrito por Assis

 

SEGUNDA-FEIRA – XIX SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 13 AGOSTO 2018

Primeira leitura: Ezequiel, 1, 2-5.24-28

2No Ezequiel aparece entre os primeiros exilados para Babilónia, por Nabucodonosor, no ano 597 a. C. Aí vive e escuta o chamamento para a missão profética. O nosso texto apresenta-nos a teofania em que Deus se revela e manifesta a sua «glória» (v. 28) ao profeta. Com imagens espectaculares, muito fora do nosso modo de pensar e de dizer, Ezequiel refere a sua experiência de Deus, junto do rio Cabar. A «glória» de Deus transfere-se do templo de Jerusalém para junto dos desterrados. Deus não é propriedade de um povo, não está eternamente ligado nem ao templo nem à terra prometida, como provavelmente pensava o povo de Israel. Deus é força, é luz… Os «seres viventes» (vv 5ss.) significam algumas prerrogativas divinas: a inteligência, a força, o poder, a rapidez. A tradição cristã medieval verá essas imagens, retomados no Apocalipse, símbolos dos quatro evangelistas.

Deus manifesta-se onde está o homem, onde está o povo, mesmo no exílio. Revela-se com «com aspecto humano» (v. 26), como que a dizer que está próximo dos homens, que tem um rosto, um coração… Ezequiel convida a ver a presença e a acção de Deus nas vicissitudes da história dos homens. Onde tudo parece ruína, Ele está presente para salvar, para libertar o homem.
Ao ver a glória de Deus, Ezequiel cai «com o rosto por terra» (v. 28), manifestando consciência de estar na presença de Deus.

Evangelho: Mateus 17, 22-27

Na primeira parte do nosso texto, a paixão paira sobre Jesus como algo próximo e inevitável. Jesus vê agora, não com os olhos do «eu» pessoal, que tem de se inclinar perante uma vontade superior (cf Mt 16, 21-27), mas com os olhos do Filho do homem para quem nada está oculto. Um só dos verbos, utilizados nesta parte, está na voz activa: o matarão (v. 23). Todos os outros estão na voz passiva: «ser entregue» (v. 22) nas mãos dos homens (em geral), nas mãos «dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei» (16, 21), isto é, das instituições religiosas hebraicas; «será ressuscitado» (talvez seja melhor traduzir assim do que «ressuscitará»- v. 23), indica a esperança de Jesus na acção do Pai.

Jesus sabe para onde caminha. O seu destino está anunciado nas antigas profecias. Fala de Si como «Filho do homem», representante do povo dos santos que, depois da perseguição, há-de receber todo o poder (Dn 7): «Todo o poder me foi dado no céu e na terra», dirá o Ressuscitado (Mt 28, 18). A paixão, entrega na mão de todos os homens, torna-se entrega nas mãos do Pai, manifestação da sua glorificação.

A segunda parte do texto evangélico refere um episódio relacionado com a questão do pagamento do imposto do templo. Em Mt 22, 15-22 surgirá a questão do pagamento de impostos aos dominadores pagãos, problema que continuará a afligir a comunidade cristã (cf. Rm 13, 6s.). Tem de pagar imposto para o templo quem é «maior que o templo»? (cf. Mt 12, 6), quem é «o Filho de Deus vivo»? (16, 18). Paga para não escandalizar. A hora da reedificação do novo templo ainda não chegou.

Iniciamos a leitura do livro do profeta Ezequiel, um homem que teve impressionantes visões de Deus. Hoje, escutamos a primeira dessas visões, em que o profeta recebeu a vocação. Mais uma vez, verificamos que a vocação profética está ligada a uma forte experiência de Deus. Tudo acontece durante uma grandiosa teofania, junto ao rio Cabar, a sul de Babilónia. O profeta começa por ver quatro seres misteriosos e, depois, no firmamento, a «glória do Senhor» (v. 28). Tomado de um temor sagrado, cai por terra, e ouve «a palavra de Deus» (v. 3), que «tem a mão sobre ele» (v. 3).
Se nos lembrarmos da narrativa da vocação de Isaías (Is 6), verificamos semelhanças e diferenças com a de Ezequiel. Isaías vê Javé sentado num trono, no interior do templo, casa de Deus, rodeado de serafins que O aclamam, dizendo: «Santo, santo, santo…» (v. 3). Deus revela-se a Isaías no templo, que é a sua casa, e em Jerusalém, que é a cidade santa. Mas, a Ezequiel, revela-se em terra pagã, mostrando que a sua presença não está condicionado a um lugar consagrado, à terra santa. Deus pode manifestar-se em qualquer lugar, onde estiver o homem, particularmente o que sofre, mesmo em terra pagã. Isto constitui uma grande novidade para a mentalidade hebraica. Mas há mais: enquanto a visão de Isaías é estática – Deus está sentado num trono, no templo – a de Ezequiel é dinâmica: «Olhando vi que do norte soprava um vento fortíssimo: uma nuvem espessa acompanhada de um clarão e uma massa de fogo resplandecente à volta; no meio dela, via-se algo semelhante ao aspecto de um metal resplandecente» (v. 4). Que há de mais dinâmico que uma trovoada? Num resplendor de fogo, Ezequiel, além dos quatro animais, vê também rodas que podem mover-se em quatro direcções, isto é, para todo o lado (cf. Ez 1, 15-20). Mas a leitura de hoje ainda fala de mais movimentos: «Eu escutava o ruído das asas como o barulho das grandes torrentes, como a voz do Omnipotente, quando eles avançavam, ou como o ruído do campo de batalha; quando paravam, as asas baixavam.» (v. 24).

A experiência do exílio não trouxe só desgraças. Trouxe também graças espirituais, particularmente uma revelação mais profunda de Deus. Os hebreus passaram a ver a Deus, não apenas como divindade da Terra santa, donde não se movia, que não se podia encontrar noutro lado, mas como Deus de todos os povos. Depois do exílio o universalismo bíblico cresceu notavelmente. Nas nossas provações, também não faltam graças, que havemos de acolher com gratidão e alegria. Quando vivemos os sofrimentos da vida unidos a Cristo, crescemos na confiança em Deus, na comunhão com Ele, e tornamo-nos mais solidários com os que sofrem.

Hoje, pela segunda vez, Jesus anuncia a sua paixão «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens» (v. 22). Vai «ser entregue» por Judas, pelos chefes do povo, pelo Pai. Ele mesmo se entrega «nas mãos dos homens» (v. 22). Todos podem acolher o dom que Jesus faz de se Si mesmo. Jesus tem consciência do que está para acontecer, e não tenta escapar. Sabe que é o Filho isento e livre, mas aceita pagar o tributo do escravo. Sabe que, fazendo assim, nos liberta de sermos como que “estranhos” a Deus, nos faz filhos de Deus, e nos isenta de qualquer dívida a alguém, ainda que seja uma autoridade religiosa ou civil. Esta liberdade, que resulta da nova condição, de sermos filhos de Deus no Filho, não nos afasta da vida e das obrigações para com os outros. Se ainda devemos sentir-nos devedores, é da caridade e por causa da caridade, «para não os escandalizarmos» (v. 27).

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia/”

 

ACTIVIDADES DIOCESANAS: 2º INFORMAÇÃO DO MÊS DE AGOSTO

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09Ago2018
| Escrito por Assis

 

ACTIVIDADES DIOCESANAS: 2º INFORMAÇÃO DO MÊS DE AGOSTO

I.- CURSO DE INSERÇÃO MISSIONÁRIA.

Na 2ª e 3ª Feira da semana passada, 6 e 7 de Agosto,  os participantes neste II Curso de Inserção Missionária, continuaram  a reflectir sobre  Ciclo Vital do Povo Lomwe, nomeadamente sobre a doença, a morte e os antepassados, orientados por uma Equipa de Mestres e s Mestras da Iniciação da Paróquia de S. António da Catedral de Gurúè.


Na parte da tarde, continuaram com o estudo da Língua Lómwe, conduzidos pelo Dr. Stuart Foster, coordenador da Equipa de traduções bíblicas em Lómwe (Comissão Pública Internacional) e pelo Pe. Paulino Nicau, Pároco a Paróquia S. António, da Sé Catedral.
O Dr. Jamel , da UCM de Gurúè, apresentou o tema da Economia em Moçambique
Na 4ª e 5ª Feiras (08 e 09 de Agosto corrente) o Pe. Paulino Nicau apresentou o tema da”Situação da Educação no Pais. Oorganização o problemática actual”.


Nos dias 9 e 10 de Agostos,  o Pe. Tonito Muananoua, Chanceler da Cúria Diocesana e o Pe. Agostinho Vasconcelos, Diretor do Secetariado Diocesano de Coordenação Pastoral introduziram os participantes nas Linhas Gerais da pastoral da Igreja em Moçambique, desde a I Assembleia Nacional e Pastoral até ao momento as nossos dias, a caminho da IV Assembleia já programada pela CEM e nos Palnos Diocesanos de Pastoral.

II.- ANO JUBILAR DOS 25 ANOS DA CRIAÇÃO DA DIOCESE (1993 - 2018)

No passado 6 de Agosto do corrente ano, 2ª Feira, na Casa Diocesana reuniu a Comissão Diocesana para avaliar a implementação do Programa do Ano Jubilar dos 25 Anos da Criação Diocesana.
Durante a reunião, foram analisadas as várias vertentes das actividades programadas.

a). Obras e logística: Reabilitação da Catedral, pintura interna e externa, novo altar e ambão, presbitério, renovação da instalação eléctrica, lugar do convívio, etc.

b) Caminho pastoral, litúrgico e espiritual: Celebrações, peregrinações, preparação litúrgica, cerimónia da Dedicação da Catedral e bênção do novo altar (06.12.18), encontros de formação dos agentes de pastoral, peregrinação da Bíblia pelas comunidades, Jubileu dos Jovens, Jubileu da Universidade Católica e a Celebração do Encerramento (09.12.18). Oração do Jubileu.

c) Hino do Jubileu: texto, música y divulgação através da Rádio Diocesana, do Coro de gravações para serem distribuídas às Paróquia.

d) Convidados: envio de cartar aos diocesanos fora da  Diocese, sacerdotes, religiosos, leigos, aos Bispos, CEM e Nunciatura Apostólica e às autoridades civis.

e) Convívio, camisetes, capulanas; lápide comemorativa.

f) Administração; recolha de contribuições para fazer frente às despesas.

g) Vários

III.- LEIGOS PARA O DESENVOLVIMENTO.

O Movimento “Leigos para o Desenvolvimento”, de inspiração jesuítica e, e que estão a trabalhar 20 anos na vizinha Diocese de Lichinga, concretamente na cidade de Cuamba, com uma significativa presença nas áreas educativas e sociais, trouxeram-nos o dom preciosos da sua decisão de abrir uma sua presença na nossa Diocese. Na passada II Feira, 07.08. do corrente ano, os responsáveis pelo movimento os leigos Luís e André, alegraram-nos com a sua decisão de abrir uma sua comunidade na nossa Diocese. Com imensa alegria e de braços completamente abertos os rebemos desde já, esperançados que no futuro próximo esta bela noticia se concretize para o bem do desenvolvimento humano e cristão desta parcela da Igreja e de Moçambique.

IV. VISITAS  ILUSTRES

A Irmã Alicia, Superiora Geral das Irmãs Apostólicas de cRisto Crucificado que trambalham na Paróquia de S. Tiago Maior, acompanhada pela Irmã Cristina, Secretária Geral  da Congregação, estão visitando na sua Comunidade missionaria. No dia 07 de gosto último, vieram visitar o Bispo e os seus colaboradores na Casa Diocessna e se inteiraram das várias actividades diocesanas nomeadamente do plano pastoral e das Celebrações do Ano Jubilar Diocesano.
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V. SEMINÁRIO S. JOSÉ

Na Quarta Feira, 08.08.18passada o Bispo visitou o Seminário Diocesano Propedêutico S. José, em Invinha, para trabalhar com a Equipa Formadores e com ao Finalistas do 3º Ano  do Curso Propedético. Este são actualmente 10, finalistas para passar ao Curso de Filosofia. Houve entrevistou-se pessoalmente com cada seminarista, em diálogo formativo, prevendo as decisões para a passagem à nova etapa formativa.


VI. RÁDIO DIOCESANA

Na passada Terça Feira, 07 do corrente mês, D. Francisco reuniu com a equipa  de locutores e o director da Rádio Diocesana, para analisar a situação actual em que se encontra a nossa emissora: logística, equipamento, grelha de programas, pessoal, emissões ,fim da  etapa de emissão em regime experimental, sustentamento económico, formação, equipa de redacção, e necessidades mais urgentes e novos desafios perante a  nova Lei de reconhecimento  oficial, taxas anuais, renovação e fontes de receitas.
Ficou programada uma reunião para a renovação da Equipa de Redacção, consideração que a anterior apenas reuniu uma vez no ano antepassado.

VII. CARITAS DIOCESANA

Reuniu pela 2º vez a Equipa indicada para a instalação da Caritas Diocesana, depois da Assembleia Nacional da Caritas Moçambicana (Momemo – Maputo, Maio 2018), em ordem a concretizar as decisões tomadas para a criação da Caritas a nível da Diocese: orientações gerais, pessoal, logística, equipamento, transporte, orçamento inicial, tempo de atendimento, coordenação e vários.

   

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