32º DOMINGO DO TEMPO COMUM. ANO "A". SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO E PARA A LITURGIA

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11Nov2017
| Escrito por Assis

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A

A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum convida-nos à vigilância. Recorda-nos que a segunda vinda do Senhor Jesus está no horizonte final da história humana; devemos, portanto, caminhar pela vida sempre atentos ao Senhor que vem e com o coração preparado para o acolher.

A primeira leitura (Sab 6,12-1) apresenta-nos a “sabedoria”, dom gratuito e incondicional de Deus para o homem. É um caso paradigmático da forma como Deus se preocupa com a felicidade do homem e põe à disposição dos seus filhos a fonte de onde jorra a vida definitiva. Ao homem resta estar atento, vigilante e disponível para acolher, em cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece.

A “sabedoria” não é, na perspectiva do autor do texto, algo de misterioso, e de oculto, que o homem tem dificuldade em encontrar… Ela brilha com brilho inalterável e atraente, que prende o olhar de quem a procura. Não é preciso correr atrás dela, com cuidado e fadiga, trilhando caminhos difíceis ou procurando em lugares recônditos e sombrios… Basta sentir interesse por ela, amá-la, desejá-la, que ela imediatamente se fará presente, oferecendo a vida e a felicidade a todos os que anseiam por ela. Quem ama a “sabedoria” facilmente “tropeça” nela, nas circunstâncias mais comuns da vida do dia a dia: à porta da casa, nos caminhos e até na intimidade dos próprios pensamentos… Para que a “sabedoria” ilumine a vida do homem, só é preciso disponibilidade para a acolher.

A “sabedoria” de que o autor da primeira leitura fala é um dom de Deus para que o homem saiba conduzir a sua vida ao encontro da verdadeira vida e da verdadeira felicidade. Deus não é um adversário do homem, com ciúmes do homem, preocupado em impedir a felicidade e a realização do homem; mas é um Deus cheio de amor, preocupado em proporcionar ao homem todas as possibilidades de ser feliz e de se realizar plenamente. A nossa leitura convida-nos a ver em Deus esse Pai cheio de amor, preocupado com a felicidade dos seus filhos, sempre disposto a oferecer-lhes os seus dons e a conduzi-los para a vida e para a salvação; e convida-nos a uma atenção contínua, a fim de detectarmos e acolhermos esses dons que, a cada instante, Deus nos oferece.

O que é decisivo para que o homem tenha acesso pleno aos dons de Deus é a sua disponibilidade para acolher e para aceitar esses dons… Deus coloca os seus dons à disposição do homem, de forma gratuita e incondicional; ao homem é pedido apenas que não se feche no seu egoísmo e na sua auto-suficiência, mas abra o seu coração à graça que Deus lhe oferece.

Na segunda leitura (1 Tes 4,13-18) Paulo garante aos cristãos de Tessalónica que Cristo virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre.

A certeza da ressurreição garante-nos que Deus tem um projecto de salvação e de vida para cada homem; e que esse projecto está a realizar-se continuamente em nós, até à sua concretização plena, quando nos encontrarmos definitivamente com Deus.

A nossa vida presente não é, pois, um drama absurdo, sem sentido e sem finalidade; é uma caminhada tranquila, confiante – ainda quando feita no sofrimento e na dor – em direcção a esse desabrochar pleno, a essa vida total em que se revelará o Homem Novo.

Isso não quer dizer que devamos ignorar as coisas boas deste mundo, vivendo apenas à espera da recompensa futura, no céu; quer dizer que a nossa existência deve ser – já neste mundo – uma busca da vida e da felicidade; isso implicará uma não conformação com tudo aquilo que nos rouba a vida e que nos impede de alcançar a felicidade plena, a perfeição última (a nós e a todos os homens nossos irmãos).

Não é possível viver com medo, depois desta descoberta: podemos comprometer-nos na luta pela justiça e pela paz, com a certeza de que a injustiça e a opressão não podem pôr fim à vida que nos anima; e é na medida em que nos comprometemos com esse mundo novo e o construímos com gestos concretos, que estamos a anunciar a ressurreição plena do mundo, dos homens e das coisas.

O Evangelho Mt 25,1-13 lembra-nos que “estar preparado” para acolher o Senhor que vem significa viver dia a dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com os valores do Reino. Com o exemplo das cinco jovens “insensatas” que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo, avisa-nos que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino.

Nós, os cristãos do séc. XXI, não somos significativamente diferentes dos cristãos que integravam a comunidade de Mateus… Também percorremos um caminho de altos e baixos, em que os momentos de entusiasmo e de compromisso alternam com os momentos de instalação, de comodismo, de adormecimento, de pouco empenho. As dificuldades da caminhada, os apelos do mundo, a monotonia, a nossa fragilidade levam-nos, frequentemente, a esquecer os valores do Reino e a correr atrás de valores efémeros, que parecem garantir-nos a felicidade e só nos arrastam para caminhos de escravidão e de frustração. O Evangelho deste domingo lembra-nos que a segunda vinda do Senhor deve estar sempre no horizonte final da nossa existência e que não podemos alienar os valores do Evangelho, pois só eles nos mantêm identificados com esse Senhor Jesus que há-de voltar para nos oferecer a vida plena e definitiva. Enquanto caminhamos nesta terra devemos, pois, manter-nos atentos e vigilantes, fiéis aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com esse Reino que Ele nos mandou construir.

“Estar preparado” não significa, contudo, ter a “alminha” limpa e sem mancha, para que, quando nos encontrarmos com o Senhor, Ele não tenha nenhuma falta não confessada a apontar-nos e nos leve para o céu… Mas significa, sobretudo, vivermos dia a dia, de forma comprometida e entusiasta, o nosso compromisso baptismal. “Estar preparado” passa por descobrirmos dia a dia os projectos de Deus para nós e para o mundo e procurar concretizá-los, com alegria e entusiasmo; “estar preparado” passa por fazermos da nossa vida, em cada instante, um dom aos irmãos, no serviço, na partilha, no amor, ao jeito de Jesus.

Embora o nosso texto se refira, primordialmente, ao nosso encontro final com Jesus, todos nós temos consciência de que esse momento não será o nosso único encontro com o Senhor… Jesus vem ao nosso encontro todos os dias e reclama o nosso empenho e o nosso compromisso na construção de um mundo novo – o mundo do Reino. Ele faz ecoar o seu apelo na Palavra de Deus que nos questiona, na miséria de um pobre que nos interpela, no pedido de socorro de um homem escravizado, na solidão de um velho carente de amor e de afecto, no sofrimento de um doente terminal abandonado por todos, no grito aflito de quem sofre a injustiça e a violência, no olhar dolorido de um imigrante, no corpo esquelético de uma criança com fome, nas lágrimas do oprimido… O Evangelho deste domingo avisa-nos que não podemos instalar-nos no nosso egoísmo e na nossa auto-suficiência e recusar-nos a escutar os apelos do Senhor.

A história das jovens “insensatas” que se esqueceram do essencial faz-nos pensar na questão das prioridades… É fácil irmos “na onda”, preocuparmo-nos com o imediato, o visível, o efémero (o dinheiro, o poder, a influência, a imagem, o êxito, a beleza, os triunfos humanos…) e negligenciarmos os valores autênticos. Mateus, com algum dramatismo, avisa-nos que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino. O objectivo da catequese de Mateus não é dizer-nos que, se não nos portarmos bem, Deus nos castiga com o inferno; mas é alertar-nos para a seriedade com que devemos avaliar as nossas opções, de forma a não perdermos oportunidades para nos realizarmos e para chegarmos à felicidade plena e definitiva.

Fonte: resumo e adaptação de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

PROGRAMAÇÃO DAS ACTIVIDADES DIOCESANS DE NOVEMBRO

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31Out2017
| Escrito por Assis

 

PROGRAMAÇÃO DIOCESANA PARA 0 MÊS DE NOVEMBRO

01.11.2017

O Sr. Bispo parte para Maputo, via Nampula, para participar na 2ª Sessão Plenária de 2017 da Conferência Episcopal de Moçambique e para se encontrar com os Reitores e Formadores dos Seminários Maiores Inter-diocesanos de S. Pio X (Teologia) de Maputo e de S. Agostinho (Filosodia) da Matola.

02 a 04.11.2017

Na sede da Paróquia de N. S. Rainha da Paz, na Pista Velha, Alto Molócuè, Encontro dos Encarregados da Pastoral Familiar das Paróquias de S. C. de Jesus de Nauela; N. S. Rainha do Mundo de Malua; N. S. de Fátima de Alto Molócue-Sede; e de N. S. Rainha dos Mártires de Mutala.

08 a 10.11.2017

Na Casa Diocesada de Gurúè, Encontro dos Encarregados da Pastoral Familiar das Paróquias de S. António da Sé Catedral; Paróquia de S. Bernardo; Paróquia de S. Carlos Lwanga; e Paróquia de N. S. da Conceição de Invinha.

19.11.2017

Ordenação sacerdotal do Diácono Sérgio José César, Capuchinho, na Paróquia de N. S. de Lurdes de Mulevala.

20- 26.11.2017 

Visita Pastoral à Paróquia de N. S. da Conceição de Invinha.

28 – 30.11.217

Reunião do Conselho de Presbíteros

Encontro dos Consultores Diocesanos

Assembleia Diocesana de Pastoral
   

VIDA DA DIOCESE: VISITA DE UMA DELEGAÇÃO DE "MANOS UNIDAS"

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31Out2017
| Escrito por Assis

 

Visita de uma delegação de  “Manos Unidas” à Diocese

De 30 de Outubro a 2 de Novembro do corrente ano, uma delegação da ONG espanhola “MANOS UNIDAS”, formada pelo Sr. Miguel Ángel García e pela a Srª Maria Nieto de la Cierva, estão a visitar alguns projectos financiados por esta ONG espanhola.

No dia 30.10, chegaram vindos de Nacala e foram acolhidos na Casa Diocesana, onde ficam hospedados.

No dia 31.1017

1.- Nas primeiras horas da manhã, os delegados de Manos Unidas visitaram e participaram na inauguração das Novas salas da Escola Primária do 1º e 2º Grau da Paróquia da Catedral, que foram financiadas por MANOS UNIDAS.

 Presidiu à cerimónia de bênção e abertura das novas salas e gabinetes da direcção, o Bispo de Gurúè, D. Francisco Lerma, acompanhado pelos Padres Francisco Cunlela ,Vigário Geral, Paulino Nicau, Pároco da Paróquia da Catedral, Pe. Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado Diocesano de Pastoral, Luciano Cominotti, Administrador Diocesano e Tonito Muananoua, Chanceler. Além dos alunos e Professores da Escola, participaram as autoridades do Distrito, do Município, da Localidade da Sede e da Direcção Distrital de Educação e Desenvolvimento Humano.

 2.- À seguir os delegados de Manos Unidas visitaram as Salas da Escola de Alfabetização S. Agostinho, construídas na Paróquia sub-urbana de Gurúè, S. Carlos Lwanga. Esta obra também foi financiada por MANOS UNIDAS.

 3.- Mais tarde a delegação dirigiu-se à Paróquia de Muliquela, a uns 70 kms aproximadamente de Gurúè, onde visitou as obras de reabilitação do antigo Lar Feminino, na sede da Paróquia. A obra também financiada por MANOS UNIDAS, reúne as condições mínimas para dar início ao projecto de Formação de Monitoras para a Promoção da Jovem, que as Irmãs Missionárias da Consolata tem ideado para começar brevemente.

 4. Já na parte da tarde, a delegação deslocou-se até à Paróquia de S. Tiago de Namarrói, onde MANOS UNIDAS financiou a reabilitação de salas de aulas da antiga Missão, onde já está a funcionar a Escolinha que dirigem as Irmãs Apostólicas de Cristo Crucificado.

No dia 01.11.2017

Neste dia, os delegados de Manos Unidas hão de visitar a Quase Paróquia de S. Kizito do Monte Namuli, onde irão receber um projecto de um Centro de Saúde, de 2º grau, para benefício daquela área (mais de 30 comunidades) sem nenhuma estrutura sanitária.

No dia 02.11.2017

Os delegados deixa, a Zambézia a caminho de Nampula, onde continuaram viagem para Maputo.

Destas páginas, apresentamos a nossa gratidão pela artilha de bens espirituais e matérias que MANOS UNIDAS continuam a manter com o povo da nossa Dioceses.

 

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM. ANO "A". Subsídio para a reflexão.

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28Out2017
Actualizado em 28 Outubro 2017 | Escrito por Assis

 

XXX Domingo Tempo Comum Ano “ A”.

Subsídio para a reflexão.

1ª Leitura: Êxodo 22,20-26;

2ª Leitura: 1ª Tessalonicenses 22,34-40.

Evangelho: Mateus 22,34-40.

De novo, os fariseus.

De novo, uma pergunta: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?»

Quem a faz é um «doutor da Lei», um especialista da Bíblia.

Toda a gente em Israel sabia qual era o mais importante de todos

os mandamentos: o descanso do sábado..

Jesus de Nazaré era mestre em Israel. Como outros mestres,

interpretava a Lei de Deus (Antigo Testamento), e ensinava-a

aos discípulos e à multidão. Portanto, o doutor da Lei sabia que Jesus

conhecia qual era o grande mandamento. Por que faz a pergunta?

Com intenção de «o experimentar», diz Mateus. Se Jesus desse a

resposta esperada, os fariseus retrocariam: então, por que

não guardas tu esse mandamento – o maior da Lei?!

Os fariseus representam a religião da observância. Pelo cumprimento

de uma série de mandamentos, regras, etc., a pessoa torna-se “justa”.

Ela é segura de agradar a Deus e de merecer a salvação, se segue

os preceitos que a Lei meticulosamente determina. Para esse fim,

os mestres tinham compilado 613 mandamentos da tradição bíblica

e oral. Que, para a maioria da gente, se tornava um fardo pesado.

Não estranha que Jesus andasse em constante conflito com os fariseus.

O anúncio que o Mestre traz vai em direcção totalmente oposta à deles.

Deus ama-nos gratuitamente. A salvação é dom seu, não mérito ou

conquista nossa. Esse é o coração do Evangelho, realmente uma Boa

Notícia! Na religião que os fariseus representam, o acesso a Deus

é reservado a poucos. Jesus veio escancarar a todos as portas da união

com Deus. Sim, os mandamentos devem ser cumpridos – se percebemos

que eles ajudam o homem a ter mais vida, a ser mais feliz: «o sábado é

para o homem, não o homem para o sábado», sublinha Jesus. Deus não

sente ciúmes do ser humano, não é seu concorrente – é seu aliado!

Por isso, o mandamento maior só pode ser um: «Amarás!».

Amarás porque Aquele que te chamou à vida é puro Amor!

Na verdade, não é um mandamento; é um lembrete. Uma mãe não ama

o filho por um decreto – ama porque está na sua natureza amar. Uma

flor não exala perfume, não regala a sua beleza por um mandamento

– é da sua natureza perfumar, encantar. O cristão não ama por preceito.

Ama, porque «todo aquele que ama nasceu de Deus»Â (1João 4,7).

O cristão não é aquele que acredita numa doutrina e nuns preceitos;

o cristão é aquele que «acredita no amor»Â (1João 4,16).

Não somos chamados a uma observância pesada de mandamentos.

Somos chamados a amar. Porque o Amor é a força propulsora

do universo e da vida. Podemos amar, porque Alguém nos amou

primeiro (1João 4,19). E saberemos amar, se nos deixarmos sempre

mais envolver por esse Amor – livre, gratuito. Se deixarmos que Ele

sare as feridas de desamor que carregamos, e que levam ao egoísmo,

ao fechamento ou à busca desenfreada de amores que não saciam.

Então, sim, «amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração».

«Todo», porque, sarado pelo Amor, o teu ser será um todo unitário,

capaz de estar presente «todo» na relação com Deus e com os outros.

Um amor não fragmentado.

Tinham-lhe perguntado qual era “o” mandamento. Mas Jesus acrescenta:

há um segundo, que lhe é semelhante: «Amarás o teu próximo como

a ti mesmo». Outra revolução religiosa! (O mundo ainda espera que se

realize.) Amar a Deus, prestar-lhe culto segundo umas normas não é

assim tão difícil. Amar as pessoas de carne e osso é outra história!...

Amar a Deus, que não vemos, pode ser até uma doce ilusão. Amar

as pessoas que vemos – e tantas são antipáticas! – é outro conto!...

S. João adverte-nos contra um ilusório amor desencarnado: «A Deus

nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece

em nós, e em nós o amor é perfeito»Â (1João 4,12). A primeira leitura

de hoje (Êx 22,20-26) explica isso com a concreta linguagem social

judaica: «Não prejudicarás o estrangeiro... Não maltratarás a viúva

nem o órfão... Não emprestarás aos pobres dinheiro com usura...».

Porque o nosso amor é frágil, precisamos começar por beber da Fonte

do Amor. E voltar a ela constantemente. E então, como de verdadeiro

Amor se trata, nos dilatará o coração. E fará caber nele todos os filhos

e filhas de Deus.

Amado, amarás!...

Fonte: um texto de João Pedro Fernandes, CSsR.

 

   

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