II FEIRA DEPOIS DE PENTECOSTES: VIRGEM SANTA MARIA, MÃE DA IGREJA

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18Maio2018
| Escrito por Assis

 

II FEIRA DEPOIS DE PENTECOSTES: VIRGEM SANTA MARIA, MÃE DA IGREJA

21 de Maio de 2018

1ª Leitura: Act 1,12-14 (Gen 3, 9-15.20).

Ev. Jo 19,25-27.

A feliz veneração em honra à Mãe de Deus a Igreja contemporânea, à luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não poderia esquecer aquela figura de Mulher, a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e com Ele Mãe da Igreja.

De certa forma, este facto, já estava presente no modo próprio do sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. De facto, o primeiro diz que Maria é a mãe dos membros de Cristo porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja. O segundo, diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, o que indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu corpo místico, isto é, da Igreja. Estas considerações derivam da maternidade divina de Maria e da sua íntima união à obra do Redentor, que culminou na hora da cruz.

A Mãe, que estava junto à cruz (cf Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificando no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial.

Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf Act 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”.

Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos.

Esta celebração lembra-nos a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria que na espera do Espírito Santo no Pentecostes, nunca mais parou de ocupar-se de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo.

Esta celebração recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem.

Fonte:

Decreto sobre a celebração da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja.

 

FORMAÇÃO PERMANENTE DOS ANIMADORES DE JUSTIÇA E PAZ

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17Maio2018
| Escrito por Assis

 

FORMAÇÃO PERMANENTE DOS ANIMADORES DE JUSTIÇA E PAZ

De 16 a 18 de Maio de 2018, na Casa Diocesana de Gurúè, realizou-se um Encontro de Formação Permanente de Justiça e Paz para os Animadores e Agentes das Comunidades.

O Curso foi  organizado e orientado pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz com a colaboração da Comissão Diocesana do mesmo sector.

Participaram 54 delegados da Paróquias de toda a Diocese e do Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral.

Os temas de estudo apresentados foram:

1). “O que é a Comissão de Justiça e Paz” pelo Irmão António Sanazana, marista, da comunidade de Nivava – Alto Molócuè.

2). “Princípios da Doutrina Social da Igreja”, pelo Pe. Tonito Muananoua,  Chanceler da Cúria diocesana.

3). “Promoção dos Direitos da Criança e a prevenção dos casamentos prematuros”, pelo Pe. Francisco Cunlela, Vigário Geral da Diocese.

4). “Experiência dos Casamentos Prematuros

FORMAÇÃO PERMANENTE DOS ANIMADORES DE JUSTIÇA E PAZ

De 16 a 18 de Maio de 2018, na Casa Diocesana de Gurúè, realizou-se um Encontro de Formação Permanente de Justiça e Paz para os Animadores e Agentes das Comunidades.

O Curso foi  organizado e orientado pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz com a colaboração da Comissão Diocesana do mesmo sector.

Participaram 54 delegados da Paróquias de toda a Diocese e do Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral.

Os temas de estudo apresentados foram:

1). “O que é a Comissão de Justiça e Paz” pelo Irmão António Sanazana, marista, da comunidade de Nivava – Alto Molócuè.

2). “Princípios da Doutrina Social da Igreja”, pelo Pe. Tonito Muananoua,  Chanceler da Cúria diocesana.

3). “Promoção dos Direitos da Criança e a prevenção dos casamentos prematuros”, pelo Pe. Francisco Cunlela, Vigário Geral da Diocese.

4). “Experiência dos Casamentos Prematuros”. Todos os participantes.

5). “Consequências dos Casamentos Prematuros para a saúde das crianças”, pelo Sr. Celestino, Técnico de saúde  do Hospital Rural de Gurúè.

6). “Que estratégias podem ser tomadas para o combate dos casamentos prematuros?”, pelas .  Comissões Diocesana e Episcopal de Justiça e paz e pelos facilitadores.

7). “Recomendações e conclusões”, pelo Coordenador Nacional da Comissão Episcopal de Justiça e Paz.

 Fonte: Secretriado Diocesano da Acção Pastoral

”. Todos os participantes.

5). “Consequências dos Casamentos Prematuros para a saúde das crianças”, pelo Sr. Celestino, Técnico de saúde  do Hospital Rural de Gurúè.

6). “Que estratégias podem ser tomadas para o combate dos casamentos prematuros?”, pelas .  Comissões Diocesana e Episcopal de Justiça e paz e pelos facilitadores.

7). “Recomendações e conclusões”, pelo Coordenador Nacional da Comissão Episcopal de Justiça e Paz.

 Fonte: Secretriado Diocesano da Acção Pastoral

   

SOLENIDADE DO PENTECOSTES – ANO B

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16Maio2018
| Escrito por Assis

 

SOLENIDADE DO PENTECOSTES – ANO B

20 Maio 2018

O tema deste domingo é, evidentemente, o Espírito Santo. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o Homem Novo.


Na primeira leitura (Actos 2,1-11) Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.Temos os elementos essenciais que definem a Igreja: uma comunidade de irmãos reunidos por causa de Jesus, animada pelo Espírito do Senhor ressuscitado e que testemunha na história o projecto libertador de Jesus.

Desse testemunho resulta a comunidade universal da salvação, que vive no amor e na partilha, apesar das diferenças culturais e étnicas.

Antes do Pentecostes, tínhamos apenas um grupo fechado dentro de quatro paredes, incapaz de superar o medo e de arriscar, sem a iniciativa nem a coragem do testemunho; depois do Pentecostes, temos uma comunidade unida, que ultrapassa as suas limitações humanas e se assume como comunidade de amor e de liberdade.

Para se tornar cristão, ninguém deve ser espoliado da própria cultura: nem os africanos, nem os europeus, nem os sul-americanos, nem os negros, nem os brancos; mas todos são convidados, com as suas diferenças, a acolher esse projecto libertador de Deus, que faz os homens deixarem de viver de costas voltadas, para viverem no amor.

Na segunda leitura (1 Cor 12,3b-7.12-13) Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

Os “dons” que recebemos não podem gerar conflitos e divisões, mas devem servir para o bem comum e para reforçar a vivência comunitária.

O Evangelho ( 20,19-23) apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.

A comunidade cristã só existe de forma consistente, se está centrada em Jesus. Jesus é a sua identidade e a sua razão de ser. É n’Ele que superamos os nossos medos, as nossas incertezas, as nossas limitações, para partirmos à aventura de testemunhar a vida nova do Homem Novo.

Identificar-se como cristão significa dar testemunho diante do mundo dos “sinais” que definem Jesus: a vida dada, o amor partilhado. 

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia/”

 

VI FEIRA – 7ª SEMANA –PÁSCOA - 18 MAIO 2018

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14Maio2018
| Escrito por Assis

 

VI FEIRA – 7ª SEMANA –PÁSCOA - 18 MAIO 2018 

Primeira leitura: Actos 25, 13-21

Paulo estava na prisão havia dois anos por ordem do procurador Félix que se tinha negado a pô-lo à disposição dos Judeus. Três dias depois da chegada de Pórcio Festo, os Judeus voltaram à carga, na esperança de que o novo procurador aproveitasse a oportunidade para se reconciliar com eles.

Mas Festo preferiu actuar de acordo com o direito romano. Homem honesto, deu-se conta de que o que verdadeiramente dividia os Judeus do Apóstolo não era uma qualquer doutrina, mas um acontecimento, a ressurreição de Jesus. E propôs a Paulo ser julgado em Jerusalém, na sua presença. O Apóstolo não aceitou e apelou para César, na esperança de anunciar o Evangelho na própria capital do império.

Aproveitando a passagem do rei Agripa por Cesareia, Festo expôs-lhe questão. Agripa interessou-se, quis ouvir pessoalmente Paulo e reconheceu a sua inocência.

O Apóstolo não deixou perder a boa ocasião para anunciar ao rei e à sua corte a Boa Nova da Ressurreição, a ponto de Agripa afirmar: «Por pouco não me persuades a fazer-me cristão» (Act 26, 28). A Ressurreição de Jesus tornou-se tema de conversa na corte.

Paulo não perde uma única oportunidade de anunciar Cristo Morto e Ressuscitado. Já antes, o fizera diante do Sinédrio (Actos 23, 6ss.) e diante de Pórcio Festo. Tirando partido dos seus direitos de cidadão romano, dispõe-se a ir testemunhar em Roma, diante do Imperador.

A coragem de Paulo é espantosa e obriga várias categorias de pessoas a confrontar-se com o acontecimento da ressurreição de Jesus, fundamento do novo caminho de salvação, cuja notícia se ia espalhando pelo mundo.

Evangelho: João 21, 15-19

Simão é o centro da atenção do evangelista João, no texto que hoje lemos. O pescador da Galileia é chamado a ser pastor (vv. 15-17) e a dar testemunho de Cristo pelo martírio (vv. 18s.).

Jesus exige a Pedro uma confissão de fé e de amor, antes de lhe confiar o cuidado pastoral da Igreja. Trata-se de uma condição indispensável para o exercício da função de guia espiritual. Jesus pede três vezes essa confissão a Pedro.

A insistência de Jesus no amor compreende-se na relação de filial intimidade que Pedro tinha com Ele. No serviço pastoral, a relação de confiança e de comunhão com o Senhor precede a exigência das próprias qualidades humanas. Jesus conhece intimamente Pedro. Mas exige-lhe uma confissão explícita de fé e de amor. E, então, confia-lhe o serviço pastoral da Igreja: «Apascenta as minhas ovelhas» (v. 17).

Depois do ministério pastoral, virá o testemunho do martírio. O verdadeiro amor vai até ao dom da própria vida: «Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15, 13).

«Segue-me» (v. 19). Este mandato do Senhor é uma clara referência a outras palavras, tais como: «Não podes seguir-me agora; seguir-me-ás depois» (Jo 13, 36).

O procurador Festo resume ao rei Agripa a pregação de Paulo: «Os acusadores não alegaram nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar; só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar vivo» (v. 19-29). Paulo pregava Jesus morto e ressuscitado. Era essa a razão pela qual os seus acusadores o queriam ver condenado.

No evangelho, vemos Jesus, que esteve morto mas agora está vivo, a manifestar-se aos Apóstolos. Não se trata de um fantasma, mas de verdadeiro corpo humano, com um coração igualmente humano, que deseja ser amado: «Simão, filho de João, tu amas-me?» (v. 15). Pedro responde com modéstia. Ama o Senhor, mas não o diz com a mesma segurança em si com que o dizia antes da paixão, quando O negou. Experimentou a sua fragilidade, a sua inconstância e aprendeu que só o Senhor pode tornar consistente e forte o seu amor.

Por isso, repete três vezes:

«Senhor, Tu sabes que eu gosto muito de ti» (v. 15).

Jesus nada mais pretende do que essa afirmação de amor para lhe confiar a Igreja: «Apascenta as minhas ovelhas!» (v. 15). O serviço apostólico fundamenta-se nesta ligação íntima com o Senhor. As qualidades humanas ajudam, e são até muito importantes.

Mas de pouco valem sem a união com Jesus, o Supremo Pastor da Igreja. É Ele a fonte do amor com que somos chamados a amar a Deus, e a amar-nos uns aos outros.

O único amor verdadeiramente consistente é aquele que vamos beber ao Coração de Cristo. Só esse amor nos torna capazes de seguir o Senhor até ao martírio, como aconteceu com Pedro. Antes da paixão, tinha perguntado a Jesus:

«Senhor, para onde vais?».

Jesus tinha-lhe respondido: «Para onde Eu vou tu não me podes seguir por agora; hás-de seguir-me mais tarde» (Jo 13, 36).

Pedro parece não ter gostado da resposta e ripostou: «Por que não posso seguir-te agora? Eu daria a vida por ti!».

Sabemos o que aconteceu poucas horas depois: negou o seu Senhor e Mestre, três vezes. Só podemos amar o Senhor e dar a vida por Ele, porque Ele nos amou e deu a vida por nós. Depois da sua Morte e Ressurreição é que Jesus convida Pedro a segui-Lo até à morte, dando por Ele a maior prova de amor.

Abrir-nos ao amor de Cristo, acolhê-lo, é o fundamento de toda a generosidade: «Nisto consiste o Seu amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele, que nos amou… Amou-nos por primeiro…» (1 Jo 4, 19).

Que hei-de dizer-te hoje, Senhor, perante a confissão de fé e de amor de Pedro? Aqui está a vida, o seu mistério, a sua luz, o seu sabor, o seu significado! Todas as outras questões não passam de simples ocasiões para Te dizer o meu «sim».

Criaste-me para dizeres que me amas, e para pedir-me que corresponda ao teu amor. Pedes-mo como um mendigo! De facto, enviaste-me o teu Filho como servo para que não te sirva por medo, ou por espanto diante da tua grandeza, mas unicamente por amor.

Tocaste-me o coração com a tua benevolência e a tua humildade. Conquistaste-me com o teu rosto desfigurado na cruz.
Ainda que, como Pedro tenha hesitado, ou pecado, quero hoje dizer-te que 

Te amo, que quero amar-Te toda a vida, que jamais quero separar-me de Ti, que estou disposto a perder tudo por Ti.

Dá-me a fé e o amor ardente de Pedro, e dá-me a coragem de Paulo para que, vivendo em Ti e para Ti, testemunhe a ressurreição do teu Filho Jesus, e o teu amor que excede todo o conhecimento

Fonte:Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia/”

   

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