21 SETEMBRO 2018 - S. MATEUS, APÓSTOLO

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17Set2018
| Escrito por Assis

 

21 SETEMBRO 2018 - S. MATEUS, APÓSTOLO

S. Mateus era um cobrador de impostos, profissão pouco bem conceituada. Jesus chamou-o a segui-lo. É o próprio Mateus que, de modo muito simples, nos conta a sua conversão (cf. Mt 9, 1-9).

Lucas evidencia o banquete oferecido por Mateus, em que Jesus está presente e revela o seu amor misericordioso pelos pecadores. Dotado de certa cultura, Mateus foi o primeiro a recolher por escrito os acontecimentos da vida de Jesus, que testemunhara, agrupando-lhe nesse quadro os ensinamentos do Mestre. O seu evangelho, escrito entre os anos 62 e 70, é especialmente destinado aos seus compatriotas judeus. Apresenta Jesus como o novo Moisés, aquele que dá ao novo Povo de Deus a nova lei do amor. Mateus dá também grande atenção à Igreja que Jesus convoca, salva e institui.

Primeira leitura: Efésios 4, 1-7.11-13

Paulo exorta os cristãos a uma vida digna da sua vocação, formando “um só corpo” em Cristo Jesus. A condição de prisioneiro dava-lhe maior autoridade para fazer uma tal exigência. A harmonia, a paz, são indispensáveis para viver em unidade. Esta unidade espiritual entre os cristãos é motivada pela sociabilidade e comunitariedade próprias da vida cristã: a Igreja é “um só corpo” animado por “um só Espírito” e por “uma só esperança” na salvação eterna a que a fé em Cristo nos convida. “Um só” é o Senhor, Jesus, que derrubou o muro da separação e da inimizade, e deu a todos a fé e o batismo, como meios de salvação. Acima de tudo, está a única paternidade divina: há “um só Deus e Pai de todos” (v. 6).

Evangelho: Mateus 9, 9-13

Ao narrar o seu chamamento por Jesus, o primeiro evangelista, conforme observa S. Jerónimo, usa o seu próprio nome, Mateus. Os outros três evangelistas, ao narrarem o mesmo episódio, chamam-no Levi, o seu segundo nome, provavelmente menos conhecido, talvez para esconder o seu nome de publicano. Mateus, pelo contrário, reconhece-se como publicano, um grupo de pessoas pouco honestas e desprezadas, porque colaboradores dos ocupantes romanos. Mas, Jesus chamou-o, com escândalo de muitos “bem-pensantes”.

Mateus apresenta-se como um publicano perdoado e chamado por Jesus. A vocação de apóstolo não se baseia em méritos pessoais, mas unicamente na misericórdia do Senhor. Só quem se dá conta da sua pobreza, da sua pequenez, aceitando-a como o “lugar” onde Deus derrama a sua misericórdia infinita, está em condições de se tornar apóstolo, de tocar as almas em profundidade, porque comunica o amor de Deus, o seu amor misericordioso: “Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” (v. 13).

Como diz Paulo, o verdadeiro apóstolo está cheio de humildade, de mansidão, de paciência, uma vez que experimentou em si mesmo a paciência, a mansidão e a humildade divina, que se inclina sobre os pecadores e os ergue com paciência da sua situação.

O Deus revelado pela palavra e pela acção de Jesus é um Deus misericordioso, que acolhe os que andam perdidos, oferecendo-lhes uma nova ocasião para se reconstruírem, por meio da graça, até atingirem a perfeita unidade da fé, que na primeira leitura é a “medida completa da plenitude de Cristo”.

Fonte: Resumo/adaptação de um texto de F. Fonseca em “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

QUINTA-FEIRA – SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 20 SETEMBRO 2018

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17Set2018
| Escrito por Assis

QUINTA-FEIRA – SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 20 SETEMBRO 2018

1ª leitura: 1 Coríntios 15, 1-11

Irmãos: 1Lembro-vos, irmãos, o evangelho que vos anunciei, que vós recebestes, no qual permaneceis firmes 2e pelo qual sereis salvos, se o guardardes tal como eu vo-lo anunciei; de outro modo, teríeis acreditado em vão. 3Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; 4foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; 5apareceu a Cefas e depois aos Doze. 6Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez, a maior parte dos quais ainda vive, enquanto alguns já morreram. 7Depois apareceu a Tiago e, a seguir, a todos os Apóstolos. 8Em último lugar, apareceu-me também a mim, como a um aborto. 9É que eu sou o menor dos apóstolos, nem sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10Mas, pela graça de Deus, sou o que sou e a graça que me foi concedida, não foi estéril. Pelo contrário, tenho trabalhado mais do que todos eles: não eu, mas a graça de Deus que está comigo. 11Portanto, tanto eu como eles, assim é que pregamos e assim também acreditastes.

Parece que circulavam, entre os cristãos de Corinto, dúvidas acerca da verdade da ressurreição de Cristo, o que punha em causa a integridade da fé e a unidade da Igreja. Paulo intervém decididamente O evento da ressurreição é objecto do testemunho apostólico: são muitos, e dignos de fé, aqueles que viram o sepulcro vazio e o Senhor Ressuscitado. O próprio Paulo fez experiência do Ressuscitado e, por isso afirma: «pela graça de Deus sou o que sou» (v. 10).

O evento da ressurreição de Jesus entrou na pregação apostólica. A partir dele os Apóstolos, não só aderiram à novidade de Cristo com todas as forças, mas fizeram dele sua tarefa missionária. Se Cristo não tivesse ressuscitado, seria vã a sua pregação e o seu trabalho, como afirma o Apóstolo. O mesmo evento da ressurreição de Cristo é objecto directo e imediato da fé dos primeiros cristãos: se Cristo não tivesse ressuscitado, seria vã a nossa fé – afirma Paulo – e nós seríamos os mais infelizes do mundo: infelizes porque enganados e iludidos. É, pois, claro que, ao serviço desta verdade fundante do cristianismo, não está só a tradição apostólica, mas também o testemunho da comunidade crente e de todo o verdadeiro discípulo de Jesus.

Evangelho: Lucas 7, 36-50

No evangelho de hoje, cruzam-se dois temas de fundo: em tom polémico, a oposição de Jesus a um fariseu; em tom de proposta, a relação entre Jesus e a pecadora. Mas, observando melhor, vemos que os dois temas se cruzam e se iluminam mutuamente. Ao fariseu, Jesus quer ensinar que uma pessoa não se considera só a partir do exterior, ou das suas experiências passadas. Uma mulher, notoriamente pecadora, é sempre capaz de tomar um novo rumo. Precisa apenas de encontrar irmãos, não hipercríticos e invejosos, mas alguém que a compreenda e redima. Jesus veio para isso! À mulher, Jesus quer ajudar a compreender que a vida vale, não pela soma das experiências passadas, ainda por cima negativas e deletérias, mas pelo encontro central e decisivo com a Sua pessoa, que não é só capaz de compreender e de perdoar, mas também de resgatar e de renovar. Foi para isso que Ele veio!

A nós, destinatários do Evangelho, Jesus quer fazer-nos compreender que é a fé que nos salva: a fé n´Ele, verdadeiro homem, amigos dos homens, sobretudo dos pecadores, e verdadeiro Deus, feito homem, feito amigo dos publicanos, dos pecadores e das meretrizes, Deus capaz de remeter todos os nossos pecados, um Deus com uma palavra consoladora e eficaz para cada um de nós: «A tua fé salvou te. Vai em paz.» (v. 50).

Vamos hoje dar particular atenção à primeira leitura. Mas não podemos deixar de sublinhar a fé da mulher de que nos fala o evangelho. É uma fé viva na misericórdia de Deus. O próprio Jesus a sublinha: «A tua fé te salvou. Vai em paz» (v. 50). São muitos os obstáculos entre esta pobre mulher e Deus. Mas, graças à sua fé, Jesus pode destruí-los e devolver-lhe a paz!

Paulo recorda o núcleo central da fé da Igreja, a Ressurreição de Jesus, que alguns pareciam estar a pôr em causa, em Corinto. Se a Eucaristia é o centro da fé cristã, a Ressurreição de Jesus é o culminar da vida de Jesus e de toda a história da salvação e, portanto, também do nosso caminho de fé. Na verdade, para usar as palavras do próprio Apóstolo, se tal evento fosse irreal, cairiam por terra o testemunho apostólico e a nossa fé. Para aprofundar esta verdade, podemos realçar algumas expressões da página paulina.

A ressurreição é, antes de mais, um evangelho, uma alegre notícia, porque nela se manifesta, de modo estrondoso, o poder de Deus para salvação da humanidade. Esta boa notícia destina-se a tornar bela a nossa história pessoal e comunitária, e a difundir beleza e harmonia no próprio universo.

A ressurreição é o ponto de chegada da vida de Jesus, e o ponto de partida da história da Igreja: é cume e fonte! Nela se enxerta a história de Cristo e a história da Igreja, criando entre elas uma unidade indissolúvel. Não acreditamos, pois, numa verdade abstracta, mas num evento histórico que nos envolve pessoalmente, comunitariamente.

O evento da ressurreição de Jesus é também uma promessa, porque abre permanentemente, para todo o homem e para toda a mulher de boa vontade, uma perspectiva de novidade de vida e de renovação da história. Sob este aspecto, a ressurreição de Jesus pode ser considerada também como um evento incompleto enquanto nós próprios não ressuscitarmos.

Fonte: Fernando Fonseca, scj em “dehonianos.org/portal/liturgia” |

   

SEXTA-FEIRA – XXIV SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 21 SETEMBRO 2018

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17Set2018
| Escrito por Assis

 

SEXTA-FEIRA – XXIV SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 21 SETEMBRO 2018

Primeira leitura: 1 Coríntios 15, 12-20

Paulo afirma com total convicção que a ressurreição de Cristo é fundamento da nossa fé e da nossa esperança. Foi isso que ele intuiu no caminho de Damasco. Foi essa a certeza que o amparou na dura vida apostólica.

O Apóstolo encontrou-se verdadeiramente com Cristo vivo, com Cristo vencedor da morte. Dessa vitória, brota para todo o crente o dom de esperar, para além de toda as possibilidades humanas. De facto, Cristo ressuscitado é «primícias dos que morreram», é «o primogénito de muitos irmãos» (Rm 8, 29). Todos quantos acolherem, pela fé, a Cristo como Salvador, farão a experiência da ressurreição.

A esperança cristã baseia-se na certeza de que a morte foi vencida, de que a vida nova em Cristo foi inaugurada, de que, em Cristo, viveremos sempre a plenitude da vida, na totalidade do nosso ser humano: corpo, alma, espírito. A esperança cristã é uma esperança-dom, penhor de um bem futuro, que ultrapassará todas as previsões.

Evangelho: Lucas 8, 1-3

Ao terminar esta secção do seu evangelho (6, 20-8,3), Lucas dá-nos algumas informações sobre quem acompanhava Jesus no seu ministério público. Acompanhavam-no os Doze, como bem sabemos. Mas, segundo uma informação exclusiva de Lucas, acompanhava-no também «algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades» (v. 2). Lucas indica os nomes delas.

Estas notícias não devem espantar-nos. Lucas, como sabemos, devido à sua formação e à sua sensibilidade, dava grande atenção à presença das mulheres na vida de Jesus. Aqui, elas não são apenas ouvintes da sua Palavra ou destinatárias dos seus milagres: colaboram com Ele, apoiando o seu ministério. Isto tem grande interesse: Jesus sabia redimir e libertar algumas mulheres da sua situação espiritual negativa, atraindo-as para junto de si e confiando-lhes tarefas de assistência em relação a Ele e aos apóstolos.

Jesus soube, pois, valorizar a presença e o serviço de algumas mulheres durante a sua vida pública, o que provavelmente desencadeou a crítica e a malevolência de alguns seus contemporâneos, apenas habituados a instrumentalizar e a explorar as mulheres. Também sobre este aspecto, tão actual, Jesus é apresentado por Lucas como o libertador de que a humanidade precisava.

Paulo evidencia, na primeira leitura, a solidariedade entre Cristo e nós, e entre nós e Cristo: «Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou» (v. 13). A ressurreição de Cristo não existe sem a nossa ressurreição: «Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou» (v. 16). Ele ressuscitou por nós, tal como incarnou por nós. «Por nós». Pensemos frequentemente nesta solidariedade, que nos faz sepultados com Ele, ressuscitados com Ele, amados, com Ele, pelo Pai, e nos dá a força e a alegria para dizermos: «Por ti, Senhor!». Por ti, este trabalho, este sofrimento, esta alegria, este repouso.

A certeza da ressurreição de Cristo é garantia da nossa esperança. A esperança é, pois, em primeiro lugar um dom, um dom do alto, um dom gratuito, imerecido, um dom que revela o coração do doador: Deus, de facto, em Jesus Cristo ressuscitado dos mortos, quer dar, dia a dia, a todos e a cada um motivos sempre novos para esperar na sua divina e omnipotente misericórdia. Acreditar na ressurreição significa refundar a nossa esperança em Deus. A esperança cristã é profundamente cristológica: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!», exclama, segundo a liturgia, Maria Madalena, ao dirigir-se aos apóstolos. Neste seu grito, podemos reconhecer o nosso, que sai do nosso coração todas as vezes que o pecado tenta fechá-lo na tristeza.

A esperança cristã é também uma virtude, uma atitude a assumir diante de Deus em sinal de reconhecimento e de acção de graças. Neste sentido, esperar, para nõs, significa viver em plenitude a nossa fé, mantendo-a aberta não só ao passado da ressurreição de Cristo, mas também ao futuro da nossa própria ressurreição. A esperança – foi dito – é a mais pequena, mas também a mais preciosa das virtudes: feliz apresentação de um dom excepcional de deus às suas criaturas, pelo qual podemos manter aberto o nosso coração às surpresas de Deus.

Fonte:

Resumo/adaptação de um texto de F. Fonseca em “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

NOTÍCIAS DA DIOCESE: CAMINHANDO EM SETEMBRO 2018 (A)

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14Set2018
| Escrito por Assis

 

CAMINHANDO EM SETEMBRO 2018 (A)

31.08 – 01.09. 2018

Encontro em dos Directores dos Secretariados Diocesanos da Coordenação Pastoral da Província Eclesiástica de Nampula. Participaram os Directores das Dioceses de Nacala, Pemba, Lichinga, Nampula e Gurúè. O Encontro realizou-se em Nampula com a finalidade de preparar a Agenda do Encontros dos Bispos da referida Província.

03 – 04.09.2018

Os Bispos das Dioceses de Nacala, Pemba, Nampula, Lichinga e Gurúè, que formam parte da Província Eclesiástica de Nampula, reuniram-se no Paço Episcopal de Nampula em ordem a encontrar vias de orientação pastoral de conjunto no âmbito da Província Eclesiástica. Indicaram-se as linhas gerais para a Catequese (Anúncio), Celebração dos Sacramentos (Liturgia) e pastoral social (caridade). Ao mesmo tempo sublinharam a necessidade de criar o Tribunal Eclesiástico da Província e os Tribunais Diocesanos.

06.09.2018.

Dom Francisco Lerma encontrou-se com o Sr. Núncio Apostólico, D. Edgar Peña Parra, para tratar vários assuntos sobre a vida da Diocese e, ao mesmo tempo, para o felicitar em nome da Diocese de Gurúè, pela sua nomeação como Secretário de Estado para os Assuntos Gerais da Igreja no Vaticano e saudá-lo na sua despedida de Moçambique.
Na parte da tarde, D. Francisco, como Presidente da Comissão Episcopal de Seminários, reuniu com a Equipa de Formadores do Seminário Filosófico Interdiocesano S. Agostinho da Matola.
Posteriormente encontrou-se com os seminaristas da Diocese de Gurúè.

07.09.2018

D. Francisco Lerma, na parte da manhã, reuniu com a Equipa de Formação do Seminário Teológico Interdiocesano S. Pio X de Maputo e com os Seminaristas de Gurúè do referido seminário.

08.09.2018

O nosso Bispo D. Francisco Lerma, acompanhado pelos Padres Rito Alberto, Ecónomo do Seminário Inter- diocesano de Teologia S. Pio X de Maputo, e Artur Bernardo, Formador do Seminário Inter-diocesano de filosofia S. Agostinho da Matola, participou na Celebração da Eucaristia, na Igreja de S. António da Polana, em Maputo, na despedida  de Moçambique do Núncio Apostólico, S. E. R. Dom Edgar Peña Parra. Concelebraram o
Na celebração participou S. Ex.cia o Sr. Presidente da República, acompanhado pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e Assuntos Religiosos e a Ministra do Trabalho e outros membros do Governo.

09.09.2018

O Sr. Bispo celebrou a Eucaristia na Casa provincial das Missionarias da Consolata. Na ocasião encontrou-se com a Irmã Giuseppina Franco, Superiora Provincial para assinar as Convecções estabelecidas pela Igreja para a colaboração do Instituto das Missionárias da Consolata com a Diocese de Gurúè.

10 – 12. 09.2018


D. Francisco participou na Reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal de Moçambique, como vogal pela Província Eclesiástica de Nampula, realizada na Sede  da Caritas Regional de Chokwe, na Diocese de Xai-Xai.

   

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