PROGRAMAÇÃO DIOCESANA DAS ACTIVIDADES PASTORAIS. OUTUBRO 2017

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30Set2017
| Escrito por Assis

 

PROGRAMAÇÃO DAS ACTIVIDADES DIOCESANAS PARA O MÊS DE OUTUBRO

01.10.2017. DOMINGO

Em Nampula, celebração da entrega do “Pálio” ao novo Arcebispo, D. Inácio Saure, IMC. E apresentação da Diocese de Gurúè, como Diocese novo membro da Província Eclesiástica de Nampula. Participam o nosso Bispo D. Francisco e o Pe. Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado da Coordenação Pastoral.

05 a 12.10.2017

Visita Pastoral à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Nauela (Alto Molócuè). Aqui trabalham os Sacerdotes Dehonianos e as Religiosas do Amor de Deus.

16 a 18. 10.2017

Em Nampula, encontro dos Reitores dos Seminários da Regiões Centro e Norte de Moçambique, dirigido por D. Francisco Lerma, como Presidente da Comissão Episcopal de Seminários e Vocações.

25 a 30.10.2017

Visita Pastoral à Paróquia de N. S. de Fátima de Muliquela (ILe).Aqui trabalha o Pe. Pedro Esquadro, do clero diocesano e as Irmãs Missionárias da Consolata.

31.10.2017.

Encerramento do mês do Rosário. Peregrinação à gruta da Santinha, Monte de Gurúè.

 

CARTA DE D. FRANCISCO, BISPO DA DIOCESE.

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28Set2017
| Escrito por Assis

 

ETXHEKO/FAMÍLIA. Boletim diocesano, Setembro 2017.

Carta de D. Francisco

Caríssimos diocesanos:

“Cristo ontem, hoje e sempre” (Hbr 13,8).

É com grande alegria que vos comunico o começo do ANO JUBILAR DOS XXV ANOS DA CRIAÇÃO DA NOSSA DIOCESE, no próximo dia 6 de Dezembro do corrente ano. Temos â nossa frente três meses de mentalização para que na programação pastoral das Paróquias e das pequenas comunidades cristãs este evento tenha um lugar central, muito oportuno em ordem à renovação da vida cristã da Diocese.

O nosso JUBILEU deve ter encontra três pilares fundamentais: 1. Um olhar para às origens; 2. Um olhar para o presente; 3. Um olhar para o futuro.

1.Um olhar para as origens: “CRISTO ONTEM!”

Louvor e acção de graças por tudo o que foi feito, desde os começos da evangelização até ao dia de hoje na área geográfica da nossa Diocese. Muitíssimos motivos que nos levam a levantar os nossos cantos e gritos de alegria para agradecer a Deus por tudo o bem que foi feito pelos pioneiros que lançaram as primeiras sementes do Evangelho entre nós, e por todos os que acompanharam o seu crescimento até à recolha dos frutos, tornando possível a criação da Diocese.

A nossa Diocese em 1963, nasce já adulta com a oferta da própria vida em pró do Evangelho de centenas de missionários e missionárias do clero diocesano e de várias Congregações masculinas e femininas e cristão leigos (catequistas, animadores dos vários ministérios, professores das escolas e fiéis em geral). O trabalho, a dedicação, o sacrifício, a oração, as múltiplas actividades sociais e pastorais e o testemunho da própria vida foram os elementos de gestação até ao nascimentos e crescimento desta Igreja local.

E, todo o País, à fase dos primeiros contactos (século XVI), seguiram-se períodos turbulentos sem uma continuidade estável da obra missionária. Só na década dos anos 40 do século XX, é que começa a evangelização sistemática na Zambézia, com a criação das Missões mais antigas da nossa Diocese (Muliquela, Malua, Molumbo, Namarroi, Nauela…).

A terceira fase, que corresponde aos 25 anos que iremos celebrar, podemos considera-la como o período da consolidação da Igreja local. É o tempo em que nasce uma nova linha pastoral para todo o Pais, a pastoral de uma Igreja ministerial, de pequenas comunidades, de ministérios livremente oferecidos, uma igreja inserida no meio do povo, em que cada baptizado, por pequeno que seja, tem o seu lugar, sentindo-se pedra viva e assumindo as suas responsabilidade.

2. Um olhar para o presente: “CRISTO HOJE!”

Hoje toca a nós respondermos aos desafios do nosso tempo e da nossa sociedade. Situações sócio-políticas, culturais e económicas que requerem respostas novas a partir do Evangelho de sempre: tornar Cristo presente no nosso tempo e aqui. Aprofundar a nossa fé em Cristo e os nossos compromissos na luta contra a pobreza absoluta da maior parte dos nossos irmãos e contra as situações de injustiça que nos abalam; a reconciliação nacional e a convivência pacífica, a participação na vida política, a pastoral familiar e a formação juventude, a pastoral vocacional, a formação a todos os níveis dos animadores dos ministérios, a comunhão eclesial entre os movimentos apostólicos, são, entra mais outros, ás áreas que nos desafiam no momento actual.

3. Um olhar para o futuro: “CRISTO SEMPRE!”

O nosso JUBILEU deve-nos levar a ressuscitar com novas energias a esperança e a confiança nAquele que nos chamou a segui-lo, que nos congrega à volta da Sua Palavra e da Eucaristia e nos envia em missão como o Pai o enviou a Ele. O apelo do Papa Francisco para que sejamos uma “Igreja em saída”, ao encontro dos irmãos desanimados, marginalizados, de todos os que se encontram em maior necessidade, uma Igreja que anuncia paz, justiça, esperança, alegria, fraternidade e amor.

Vosso Bispo

FRANCISCO

   

ACTIVIDADES PASTORAIS DA DIOCESE NO FIM DO CORRENTE MÊS DE SETEMBRO

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25Set2017
Actualizado em 25 Setembro 2017 | Escrito por Assis

ACTIVIDADES DIOCESANAS NO FIM DO CORRENTE MÊS DE SETEMBRO

 22.09.2017.

Em Ile: Promoção Vocacional (Comissão Diocesana das Vocações).Encontro com os Vocacionados candidatos para a entrada no Seminário Diocesano no próximo ano lectivo das Paróquias de S. Teresa do Menino Jesus de Ile e de N. S. de Fátima de Muliquela.

DE 22 A 25.09.2017.

Curso de Formação Litúrgica para os animadores da Liturgia da Região Sul: Paróquias de S. Paulo Apóstlo de Naburi, Cristo rei de Mualama e Bom Pastor de Pebane.

 26 a 28.09.2017.

Reunião na Casa Diocesana de Gurúè dos membros do Conselho Permanente da Conferência Episcopal de Moçambique: D. Francisco Chimoio, Presidente; D. Hilário da Cruz Massinga, Vice - Presidente; D. João Carlos Hatoa Nunes, Secretário; D. Lúcio  Andrice Muandula, Vogal da Região Sul, Província Eclesiástica de Maputo; D. Cláudio Dalla Zuanna, Vogal da Região Centro, Província Eclesiástica da Beira; e D. Francisco Lerma Martínez, Vogal da Região Norte, Província Eclesiástica de Nampula.

DE 28 a 29.09.2017.

Promoção Vocacional (Comissão Diocesana das Vocações).Encontro com os Vocacionados candidatos para a entrada no Seminário Diocesano no próximo ano lectivo da Paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói.

30.09.2017.

Em Nampula: Reunião dos Bispos da Província Eclesiástica de Nampula (Região Norte): Dioceses de Pemba, Nacala, Nampula, Lichinga e Gurúè.

 

70 ANOS DA PRESENÇA DOS DEHONIANOS NA DIOCESE DE GURÚÈ E EM MOÇAMBIQUE (1947 - 2017)

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25Set2017
| Escrito por Assis

 

70 ANOS DA PRESENÇA EM MOÇAMBIQUE DOS SACERDOTES DO CORAÇÃO DE JESUS

MALUA 1947 – 2017

DEHONIANOS: 70 ANOS DE PRESENÇA EM MOÇAMBIQUE (Malua, Alto Molócuè 1947 – 2017).

No passado Domingo, 24 de Setembro do corrente ano, os Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), celebraram os 70 anos de presença em Moçambique.

Os primeiros quatro missionários dehonianos em Moçambique foram Pe. Pedro Comi, Pe. Agostinho De Ruschi, Pe. Rafael Pizzi e Pe. Luis Pezzotta, que chegaram a Malua (Alto Molócuè, no 27 de Março de 1947,

A celebração, presidida por D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè e concelebrada por D. Cláudio dalla Zuanna, Arcebispo, da Beira, pelo Pe. Renato Comastri, Provincial dos Dehonianos e por numerosos sacerdotes religiosos e do clero diocesano de Nampula, Quelimane, Beira, Maputo e Gurúè, realizou-se na Igreja Paroquial de N. S. Rainha da Paz, Pista Velha, Alto Molócue, com o seguinte programa:

  1. 1.Palestra sobre a História dos Dehonianos em Moçambique, a cargo dope. Toller.
  2. 2.Discursos e testemunhos celebrativos.
  3. 3.Celebração da Eucaristia.
  4. 4.Convívio e parte recreativa.

REFLEXÃO DE D. FRANCISCO LERMA

 

Os primeiros quatro missionários: Pedro Comi, Agostinho de Ruschi, Rafael Pizzi e Luís Pezzota.

Os Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) celebrais os 70 anos de presença em Moçambique, Uma etapa de uma longa caminhada de evangelização rumo ao futuro, à plenitude do Reino.

O Projecto de Jesus é muito mais amplo –para Deus “mil anos são como o dia de ontem que já passou”, mas para os homens esta gota de água, este grão de areia por pequeno que ele seja, está carregado de muito trabalho e dedicação, de muito sacrifício e doação, mas também tem páginas gloriosas na Hª da evangelização. De facto, a árvore boa conhecer-se-á pelos seus frutos. E aqui estão os frutos desta vossa etapa de evangelização: esta jovem Igreja local, a Diocese de Gurúè, que nasce adulta, com o seu milhão de católicos aproximadamente; as 25 paróquias com as suas 2.000 pequenas comunidades cristãs; os mais de 10 animadores dos vários ministérios laicais, o mais de um centenar de padres, religiosos e religiosas pertencentes às mais variadas congregações espalhadas por esse Moçambique fora; e a presença de comunidades dehonianas nas Dioceses irmãs de Quelimane, Nampula, Beira e Maputo.

Deus serviu-se da colaboração de tantas pessoas, homens e mulheres, membros da família do Coração de Jesus: Padres, Irmãos, Mulheres Consagradas e Leigos missionários e voluntários.

Muito foi planeado e muito também foi realizado durante estes 70 anos.

Chegaram a Moçambique onde os sinais da evangelização partiram de longe. Já nos meados do século XVI deram-se os primeiros contactos com o Evangelho.

Mas a evangelização sistemática e continuada demorou em concretizar-se.

A evangelização nestas sete décadas da vossa presença, acompanhou a caminhada deste povo, caminhada repleta de opressão, escravidão, humilhação, sofrimento e morte. Mas também estavam presentes frutos de alegria e de esperança, frutos de crescimento i de idade adulta.

A Igreja também foi crescendo nestes setenta anos. Cresceu e deu um salto epocal, da chamada missionação ao nascimento e consolidação da Igreja local; de uma pastoral pre-conciliar a uma pastoral post-conciliar renovadora; de uma igreja tipo piramidal a uma igreja povo de Deus e ministerial, de pequenas comunidades cristãs, de ministérios livremente oferecidos, uma igreja inserida no coração do povo (I Ass. Nacional de Pastora, Beira 1977, Conclusões, Introdução).

Hoje, esta Igreja que servil desde há 70 anos, ainda é muito jovem, encontra-se numa fase de consolidação, de formação qualificada dos seus animadores, precisa da vossa colaboração, não já como antes quando os missionários eram os protagonistas, mas em pé de igualdade, caminhando juntos, com espírito evangélico de serviço e de interajuda.

Hoje surgem novas realidades, surgem novos desafios pastorais das novas situações sócio- culturais, políticas e económicos. Na era das multinacionais, dos megaprojectos, da economia neoliberal e capitalismo selvagem, de corrupção globalizada.

Na pastoral das nossas comunidades: o fortalecimento dos ministérios, o enquadramento dos movimentos apostólicos, a pastoral juvenil, a família, a formação de um clero qualificado e em número proporcional às necessidades pastorais, a pastoral de conjunto perante aparecimentos de numerosas congregações religiosas, a inculturação profunda e harmoniosa. Ai está o futuro da vossa Congregação nesta Igreja local. Estes desafios devem encontrar em vós discernimento, disponibilidade e doação renovada, inspirando-vos no zelo apostólico dos vossos pioneiros Comi, De Ruschi, Pizzi e Pezzota, por sò citar os primeiros. (Lembremos todos os que jazem no sono da paz em Milevane e outros nas suas terras de origem).

Renovai o vosso serviço generoso da primeira hora, cheio de fé e de disponibilidade evangélica, como quando o Pe. Leon Dehon enviava os seus missionários aos lugares mais difíceis (“As Missões, dizia ele, salvaram a nossa obra”).

Esta hora é também oportunidade de superar os erros que por ventura encontreis no vosso meio com espírito e decisão de conversão e de renovação interior, individual e comunitária no serviço do reino:

“ Caritas Christi urget vos!”.

O que importa é olhar com confiança o futuro, conscientes de que o Espírito é o protagonista da evangelização; é Ele quem guia a Igreja, ontem, hoje e amanhã!

   

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