QUINTA-FEIRA – XXVI SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 4.10.18

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21Set2018
| Escrito por Assis

 

QUINTA-FEIRA – XXVI SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES -  4.10.18

Primeira leitura: Job 19, 21-27

O diálogo entre Job e os três amigos chega ao auge no capítulo 19. Os amigos não se tinham cansado de repetir que as provações que atingiam Job eram prova evidente das suas culpas diante de Deus. Job, pelo contrário, teimava em afirmar a sua inocência. O seu maior sofrimento era, agora, resistir às palavras dos amigos. Sentia-se e dizia-se inocente, mas não conseguia prová-lo, nem diante de Deus, nem diante dos amigos. Estava completamente extenuado: «Grito contra essa violência e ninguém responde, levanto a voz e não há quem me faça justiça. Deus fechou-me o caminho, para eu não passar, e encheu de trevas as minhas veredas» (19, 7-8).

Então Job pensa escrever a sua defesa para que, um dia, alguém, talvez nós que lemos as suas palavras, pudesse fazer-lhe justiça: «Quem me dera que as minhas palavras se escrevessem e se consignassem num livro, 24ou gravadas em chumbo com estilete de ferro, ou se esculpissem na pedra para sempre!» (v 23 s.). Mas esta solução não o convence. Então apela para o supremo “vingador” para que lhe faça justiça: «Eu sei que o meu redentor vive» (v. 35). Depois de ter insultado a Deus, chama-o “Vingador, Redentor”. Nós, que conhecemos o Evangelho, apelamos para o amor, para a caridade, para Deus omnipotente, misericordioso, salvador.

Evangelho: Lucas 10, 1-12

O sim cordial dos discípulos a Cristo torna-se a força da missão evangélica. Jesus manda os discípulos a fazer o que Ele mesmo fez. É o que a Igreja continua, ainda hoje, a fazer. Os Doze são o fundamento da missão da Igreja. Mas Jesus escolheu ao longo dos séculos, e continua a escolher hoje, muitos outros. A messe é grande e os operários são poucos. Os 72 de que nos fala o evangelho anunciam a mensagem do Reino.

O número “Doze” evoca as doze tribos de Israel. O número “Setenta e dois” evoca os 72 povos da terra elencados em Gn 10. A missão dos discípulos é universal, destinada a toda a terra. Os Setenta e dois são sinal de todos quantos o Senhor da messe chama para o anúncio do Evangelho. Trata-se de uma empresa divina, do Reino, que só é possível realizar com a força de Deus, e não com as simples forças humanas.

O verdadeiro operário do Reino, não é aquele que o anuncia, mas o próprio Jesus Cristo. É Ele que envia, que toma a palavra, que actua. Mais do que fazer, é preciso deixar Jesus fazer. O mais importante é ser como Ele, adoptar o seu estilo, com as suas vicissitudes e os seus frutos – e por isso com alegria. “Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos» (v. 3). Não há que lamentar-se sobre as dificuldades da missão. Elas são o sinal do Reino. São obra do Espírito Santo. Jesus pede aos discípulos que não se preocupem: «Não vos preocupeis com o que haveis de dizer… Não sois vós a falar, mas é o Espírito do Pai que falará por vós» (10, 19 s). O Mestre não nos quer ver ansiosos. A missão é sempre um milagre do Senhor.

A atitude de Job deixa-nos espantados. Depois de falar contra Deus, depois de ter amaldiçoado o dia em que nasceu, proclama, agora, a sua esperança: «Eu sei que o meu redentor vive …Eu mesmo o verei, os meus olhos e não outros o hão-de contemplar» (vv. 25-27). Primeiro foi a lamentação, o choro diante de Deus. Agora é o grito de vitória.

Como chegou Job a este acto de fé tão profunda e de esperança em Deus? Como passou da angústia e do desejo de morrer a esta confiança em Deus? A resposta é: Job nunca deixou de lutar na oração: adorou, pediu, suplicou. No meio das maiores tribulações, manteve um diálogo íntimo e profundo com Deus. Lutou no meio da noite escura. Experimentou a Deus como desumano, como Aquele que leva a carne e os ossos, como Aquele que rouba mas, por fim, reconheceu-O como o tudo da sua vida. Do nada, ao tudo. Só nesta noite escura, nesta luta desumana é possível chegar a Deus. Em Job, verificamos como é espantoso atravessar o nada. Mas é através da noite que entramos no «mistério da luz infinita».

A oração dos salmos de lamentação confirma esta experiência. O Sl 21 começa com um grito de desespero: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? Como estais longe da minha oração?…» E termina com um grito de esperança:
«Para Ele viverá a minha alma». Para chegar à ressurreição, é preciso passar pelo Getsémani. Para entrar na comunhão com Deus, é preciso não afastar-se d´Ele, continuar na sua presença, qualquer seja a situação, o vale tenebroso que tenhamos de passar.

 O sofrimento e a provação são tempos privilegiados na vida de vítima (cf. Cst 68). Para além de todo o sentimentalismo devocional, a experiência da dor é perturbadora e difícil de viver. O próprio Cristo foi perturbado (cf. Lc 7, 13; Jo 11, 33-34) e profundamente chocado com ela (cf. Mt 26, 37-38; Mc 14, 33-34; Lc 22, 43-44).

Ao absurdo da dor e da morte, para a razão, a fé responde com um mistério: o de Cristo crucificado.

A fé não responde ao porquê de cada um dos sofrimentos, mas dá-lhes um sentido, infunde-lhes uma luz e força, que permitem viver como amor a dura realidade do sofrimento.

Fonte: Adaptação de um texto de F. Fonseca em “Dehonianos.org/portal/liturgia”

 

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA DE MONEIA - DISTRITO DE GILÉ. DE 1 A 8 DE OUTUBRO 2018

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21Set2018
| Escrito por Assis

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA DE MONEIA -  DISTRITO DE GILÉ. DE 1 A 8 DE OUTUBRO 2018

De 01 a 08 de Outubro do corrente ano, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, acompanhado pelo Pe. Francisco Cunlela, Vigário Geral da Diocese, está a fazer a Visita Pastoral à Paróquia de N S. da Anunciação,  localizada no Posto Administrativo de Moneia, ao Norte do Distrito de Gilé. Limites:  ao Oeste o Rio Molócuè, ao Norte o rio Namirrue e ao Sul o rio Manibaua.
A Paróquia foi fundada em 25 de Março de 1956,

Actualmente a Paróquia é assistida pastoralmente pelos Missionários Claretianos, sendo o seu Pároco actual o Pe. Rony Sebastian Mamiyakuparayil, CMF, e Vigário Paroquial o Pe. Justine José Kuzhipla.

Desde Fevereiro do corrente ano estão presentes as missionárias da Comunidade Católica “Árvore da Vida”: Ludmila Rocha Dorella, Ludmilla Guimarães Abreu, Maria Aparecida Fátima da Silveira e Sara Alves dos Santos.
A Paróquia é composta por três Centros Pastorais, 9 Zonas e 56 comunidades.

I.- ZONA PASTORAL DE MAREKA
Comunidades cristãs: S. Marcos de Mareka; S. Cleia de Indalakasi; S. André de Muémia; I. Coração de Maria de Nakokopa.

II.- ZONA PASTORAL DE MOKOLO
Comunidades cristãs de Cristo Rei de Mokolo; S. Paulo de Muhoko; S. Pedro de Mrihiwa; N. S. de Fátima de Pakani; e S. Pedro de Welela.

III.- ZONA PASTORAL DE NASIMA
Comunidades cristãs: S. Cruz de BOane; S. Antonio Maria Claret de Mpilua; S. Lucas de Mahase; N. S. de Lurdes de Nasima; S. António de Yuluti; S. Tiago de Nahese.

IV.- ZONA PASTORAL DE NIKOKOLO
Comunidades cristãs:  N. S. da Conceição de Nikokolo; Bom Pastor de Mwalile; S. Paulo de Mwiniwa; S. Carlos Lwanga de Malua; Centro de Catequese de N. S. da Consolata de Nanka.

V.- ZONA PASTORAL DE NAHORA
Comunidades cristãs: S. Lucas de Kamala; S. Pedro Claver de Natxuko; S. Tomé Apóstolo de Npepeso; S. Maria Madalena de Namarrokani; N. S. de Fátima de Mwakula; S. Clara de Assis de Namatxia; S. João Evangelista de Nahora.

VI.-  DE TENÍUA
Comunidades cristãs: S. Pedro de Teníua; S. Paulo de Merotxoni; S. Lucas de Mulapuele; S. Miguel de Nanyipi; S. José de Miropane; Santa Maria de Metxopini.

VII.- ZONA PASTORAL DE INRULE
Comunidades cristãs: Imaculado Coração de Maria de Nrule; S. Paulo de Navere; S. José de Mamposa; Santa Maria, Mãe de Deus de Nahako; Bom Pastor de Namikonya; Santa Cruz de Namikay
S. João de Deus deMuanolemwa; e Centro de Catequese S. José de  Intxoka.

VIII.- ZONA PASTORAL DE MONEIA (NPUA)
Comundades cristãs: S. Luís Gonzaga de Namipaua; S. Coração de Jesus de Kapani; Santa Maria, Mãe de Deus de Mabujone; S. Pedro Claver de Mirela; Santo António Maria Claret (Sagrado Coração de Jesus) de Nahota; N. S. da Anunciação de Moneia; S. Luzia de Mahelatxo.

IX.- ZONA PASTORAL MANA
Comunidades Cristãs: S. Paulo de Mana; S. José de Miresse; Santa Maria Madalena de Nahôa; S. Paulo de Napila; Menino Jesus de Makula; S. Pedro de Wawa; S. Tiago de Mutxora; S. Maria de Nihanyaka; S. José de Muela Hipa.

   

QUARTA-FEIRA - XXV SEMANA –– TEMPO COMUM – ANOS PARES - 26 SETEMBRO 2018

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20Set2018
| Escrito por Assis

 

QUARTA-FEIRA - XXV SEMANA –– TEMPO COMUM – ANOS PARES - 26 SETEMBRO 2018

Primeira leitura Provérbios 30, 5-9

A nossa leitura começa com uma reflexão sobre a palavra de Deus. Depois, vem uma prece sapiencial que tem por tema a pobreza e a riqueza.

O Livro dos Provérbios reflecte atentamente sobre a pobreza e sobre a riqueza. O ideal da sabedoria não é a pobreza, mas o bem-estar, que é uma bênção de Deus. Procurá-lo é um dever.
O Livro dos Provérbios condena duramente a preguiça e a falta de empenho. Mas, se o bem-estar é uma bênção, não quer dizer que o pobre seja um maldito ou castigado. São muitas, no Livro dos Provérbios as recomendações em favor dos pobres. Ajudá-los é um dever.

É preciso também lembrar que a felicidade não se encontra só na riqueza, mas na riqueza acompanhada pelo temor de Deus, pela justiça e pela concórdia: «Na casa do justo há riqueza abundante; mas o rendimento dos maus é fonte de perturbação» (15, 6).
Finalmente, o Livro dos Provérbios admite que a excessiva riqueza pode trazer grandes perigos morais, tais como a auto-suficiência, que julga não precisar de Deus nem dos outros. A riqueza material facilmente se torna riqueza de espírito. Por isso, o sábio pede a Deus que, nem lhe dê a miséria que leva à rebelião nem lhe dê excessiva riqueza que leva a esquecê-l´O.

Evangelho: Lucas 9, 1-6

Jesus pregou a conversão, expulsou demónios e curou os doentes. Essa é também a tarefa do discípulo missionário (v. 1s.).

Antes de mais nada, Jesus ordena ao missionário que leve consigo apenas o estritamente necessário, e nada mais (v. 3). É um convite à pobreza entendida como liberdade (deixar para seguir) e fé (o próprio Senhor tomará conta dos seus discípulos).
Depois, vem uma norma de bom senso: o discípulo itinerante não ande de casa em casa, mas escolha uma casa digna e hospitaleira, ficando nela o tempo necessário (v. 4).

Finalmente, uma sugestão sobre o comportamento em caso de recusa. A recusa está, de facto, prevista: é confiado ao discípulo uma missão; mas não lhe é garantido o sucesso. Diante da recusa, deve comportar-se como Jesus: quando é recusado num lugar, vai para outro (v. 5). «Sacudir o pó» é um gesto de juízo, não de maldição: serve para sublinhar a gravidade da recusa, da ocasião perdida.

O Livro dos Provérbios ensina-nos, hoje, a pedir a Deus o dom da verdade, da sinceridade: «afasta de mim a falsidade e a mentira» (v. 8).

Ensina-nos também a pedir o dom da moderação, que não exige privilégios espectaculares, nem presume dispensar os dons de Deus: «não me dês pobreza nem riqueza» (v. 8).

O sábio está consciente da sua fragilidade e dos perigos da riqueza, mas também dos perigos da pobreza. Por isso, pede o pão da cada dia, para que não chegue a renegar a Deus nem se torne ladrão. Uma bela oração, cheia de equilíbrio, de bom senso.
Tudo o que pedirmos a Deus há-de ter por objectivo aumentar a nossa união com Ele!

Felizes os Doze que tinham «poder e autori¬dade sobre todos os demónios e para cura¬rem doenças». E nós, por que razão temos tão pouco poder e autoridade? Talvez porque levamos connosco demasiadas coisas? Não estará o poder do Senhor amarrado por tantas coisas de que nos rodeamos e nas quais confiamos mais do que n´Ele? Ate onde deve ir a nossa confiança em Deus? Onde começa o nosso empenho pessoal? São questões que nos deixam pensativos e que parecem sem resposta, a não ser que surja uma lufada do Espírito Santo.

Uma coisa é certa: fazer apostolado não é fácil, uma vez que estamos expostos a tantos ventos e marés, a tantas modas e tentações. Se nos sentimos fracos, somos tentados a lançar mão de apoios humanos ou a refugiar-nos em falsas seguranças. Se a acção apostólica é “poderosa”, facilmente caímos na auto-complacência, como se tudo fosse mérito nosso. É fácil deprimir-se nos fracassos e exaltar-se nos sucessos. A nossa fraqueza está, talvez, no individualismo: só o que eu faço é bem feito, só o que eu penso está certo. Uma comunidade, com que nos confrontemos, pode ajudar-nos a crescer e a avaliar a qualidade evangélica das nossas acções, não de modo abstracto, mas na realidade do dia a dia.

Jesus realiza a missão na pobreza. Aliás, a sua pobreza é em vista da missão. Ele vive em efectivo despojamento voluntário: «que não tem onde reclinar a cabeça» (Lc 9, 58) e é no absoluto despojamento da cruz que é professado como Filho de Deus (cf. Mc 15, 39).

Longe de depender do ter, o poder do homem, é, antes mais, dom do Pai a quem é suficientemente pobre para o receber: «Eu Te bendigo, ó Pai, porque revelaste estas coisas aos pobres…» (Mt 11, 25ss).

Quanto à importância da comunidade, na missão, as nossas Constituições lembram-nos que, na escolha dos compromissos apostólicos concretos, devem ser salvaguardadas duas exigências: a comunhão com a própria comunidade: «cada um, na sua função, tenha consciência de ser o enviado da sua comunidade e que todos se considerem interessados e comprometidos na actividade e na missão de cada um, sobretudo quando uma comunidade deve assumir diversos serviços» (n. 62); a comunhão com os responsáveis da Igreja local: realizamos assim «o nosso serviço do Evangelho na Igreja universal, em comunhão com os responsáveis das Igrejas locais» (n. 34).

Fonte: adaptação de um texto de Fernando Fonseca: “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA DE MONEIA - DISTRITO DE GILÉ. DE 1 A 8 DE OUTUBRO 2018

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20Set2018
| Escrito por Assis

 

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA DE MONEIA -
 DISTRITO DE GILÉ. DE 1 A 8 DE OUTUBRO 2018

De 01 a 08 de Outubro do corrente ano, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, acompanhado pelo Pe. Francisco Cunlela, Vigário Geral da Diocese, está a fazer a Visita Pastoral à Paróquia de N S. da Anunciação,  localizada no Posto Administrativo de Moneia, ao Norte do Distrito de Gilé. Limites:  ao Oeste o Rio Molócuè, ao Norte o rio Namirrue e ao Sul o rio Manibaua.

A Paróquia foi fundada em 25 de Março de 1956,

Actualmente a Paróquia é assistida pastoralmente pelos Missionários Claretianos, sendo o seu Pároco actual o Pe. Rony Sebastian
Mamiyakuparayil, CMF, e Vigário Paroquial o Pe. Justine José Kuzhipla.
Desde Fevereiro do corrente ano estão presentes as missionárias da Comunidade Católica “Árvore da Vida”: Ludmila Rocha Dorella, Ludmilla Guimarães Abreu, Maria Aparecida Fátima da Silveira e Sara Alves dos Santos.

A Paróquia é composta por três Centros Pastorais, 19 Zonas e 134 comunidades.

   

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