8 DEZEMBRO - SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO – ANO C

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01Dez2018
| Escrito por Assis

 

8 DEZEMBRO - SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO – ANO C

Na Solenidade da Imaculada Conceição somos convidados a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o exemplo de Maria de Nazaré, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.

LEITURA I – Gen 3,9-15.20

O mal nunca vem de Deus… Deus criou-nos para a vida e para a felicidade e deu-nos todas as condições para imprimirmos à nossa existência uma dinâmica de vida, de felicidade, de realização plena.

O mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso orgulho, do nosso egoísmo e auto-suficiência. Quando o homem escolhe viver orgulhosamente só, ignorando as propostas de Deus e prescindindo do amor, constrói cidades de egoísmo, de injustiça, de prepotência, de sofrimento, de pecado…

Prescindir de Deus e caminhar longe dele leva o homem ao confronto e à hostilidade com os outros homens e mulheres. Nasce, então, a injustiça, a exploração, a violência. Os outros homens e mulheres deixam de ser irmãos, para passarem a ser ameaças ao próprio bem-estar, à própria segurança, aos próprios interesses.

Prescindir de Deus e dos seus caminhos significa construir uma história de inimizade com o resto da criação. A natureza deixa de ser, então, a casa comum que Deus ofereceu a todos os homens como espaço de vida e de felicidade, para se tornar algo que eu uso e exploro em meu proveito próprio, sem considerar a sua dignidade, beleza e grandeza.


LEITURA II – Ef 1,3-6.11-12

Deus tem um projecto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher .Esse projecto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem subterfúgios.

Deus “elegeu-nos… para sermos santos e irrepreensíveis”. Já vimos que “ser santo” significa ser consagrado para o serviço de Deus.

O nosso texto afirma, ainda, a centralidade de Cristo nesta história de amor que Deus quis viver connosco…

EVANGELHO – Lc 1,26-38

O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a auto-suficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.

É através de homens e mulheres atentos aos projectos de Deus e de coração disponível para o serviço dos irmãos, que Deus actua no mundo.

Maria era uma jovem mulher de uma aldeia obscura dessa “Galileia dos pagãos” de onde não podia “vir nada de bom”. Não consta que tivesse uma significativa preparação intelectual, extraordinários conhecimentos teológicos, ou amigos poderosos nos círculos de poder e de influência da Palestina de então… Apesar disso, foi escolhida por Deus para desempenhar um papel primordial na etapa mais significativa na história da salvação. Deus age através de homens e mulheres, independentemente das suas qualidades humanas. O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que se acolhem e testemunham as propostas de Deus.

Maria de Nazaré foi, certamente, uma mulher para quem Deus ocupava o primeiro lugar e era a prioridade fundamental. Maria de Nazaré foi, certamente, uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente n’Ele.

Fonte: “dehoniano.org/portal/liturgia”

 

JUBILEU DIOCESANO. REFLEXÃO NA ASSEMBLEIA DE PASTORAL ANUAL O DISCERNIMENTO PASTORAL NA FAMILIA DIOC

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28Nov2018
| Escrito por Assis

 

JUBILEU DIOCESANO. REFLEXÃO NA ASSEMBLEIA DE PASTORAL ANUAL
O DISCERNIMENTO PASTORAL NA FAMILIA DIOCESANA - 25 ANOS DEPOIS:
QUE CAMINHOS PARA O FUTURO?

Na reunião alargada dos agentes da Pastoral do Ano passado, depois de apresentar o caminho histórico que estava na origem da nossa família diocesana, os fundamentos teológicos e as implicações pastorais do nosso ser família, em gesto de conclusão, questionava à toda nossa família quais eram os caminhos que deveriamos ter em consideração, rumo à celebração dos 25 anos, e para o futuro?
Com a pergunta acima, escondia-se um trabalho pessoal e comunitário, que era e continua a ser o de questionar-se sobre o nosso "Ser-família"- Identidade - e o nosso "agir como família" diocesana,- acção pastoral, volvidos 25 anos da nossa existência. Tal trabalho tem como finalidade despertar permanentemente uma reflexão sobre a qualidade do nosso ser "Agentes promotores" da vida Pastoral que nos leve à uma acção pastoral coerente com a nossa identidade e a tornar uma realidade, por meio da fé e determinação, os caminhos para a concretização do "Ide" de Jesus aos Homens do nosso tempo.
A confirmar este inalienável e inevitável trabalho de cada membro da nossa família diocesana, a abertura do Ano jubilar em Dezembro do ano pasado, deixou claro em 4 palavras-chave, as exigências e atitudes que se requeriam de cada membro da nossa família diocesana, contidas na oração e logotipo do Jubileu: 1º-LOUVOR, 2º-AGRADECIMENTO, 3º-CONVERSÃO E 4º-MISSÃO. Em concreto, os sentimentos de louvor e gratidão pelos 25 anos da errecção da nossa família diocesana, devem-nos conduzir à uma constante e permanente conversão para darmos coninuidade com convicção e determinação à missão na nossa Diocese.
Como confirmação deste ambicioso projecto da nossa família Diocesana, o Santo Padre Papa Francisco, na Bênção Apostólica que enviou `a Igreja família dos fiéis Guruenses, depois de reconhecer o trabalho feito ao longo destes 25 anos, oferece-nos orientações concretas e práticas que se apresentam em forma de um indicativo caminho pastoral para o futuro, cuja realização, passa por um discernimento pastoral sábio e realista (wivarerya ni ovarerya ni miruku saphama ohkalawahu anamuthxaka mwelaponi).
Foi assim, que procurando reflectir sobre o caminho que nos deve orientar para o futuro 25 anos depois da criação da nossa família diocesana e, acolhendo as indicações do Magistério da Igreja que nos propusemos reflectir nesta ocasião importante da reunião alargada dos Agentes da Pastoral do presente ano, o tema do DISCERNIMENTO PASTORAL da nossa família, para evidenciarmos as linhas orientadoras para o futuro da nossa família.
Como esquema, iniciaremos a nossa reflexão, detendo-nos sobre o discernimento do Agente da Pastoral enquanto sujeito activo e colaborador do projecto pastoral diocesano. Com esta abordagem, é nossa intenção evidenciar a relação e a coerência que se espera no Ser e no Agir (Okhala ni merelo) do Agente da Pastoral. Seguidamente, faremos uma reflexão em torno do discernimento dos métodos (iphiro) que nos norteiam na nossa acção pastoral e terminaremos apresentando algumas implicações pastorais concretas, que se nos impõem rumo ao futuro, como fruto do discernimento acima apresentado.

I- Discernimento do agente da pastoral em vista à afirmação da sua identidade
Por detrás de todo projecto pastoral, que deve ser acolhido como resposta ao mandato apostólico de Jesus "Ide", esconde-se uma Pessoa (Jesus Cristo) que envia e as pessoas que pela fé, tornam-se testemunhas e continuadoras do Seu mandato missionário.
O discernimento do agente da pastoral deve ser um exercício perseverante e fiel, como condição para vêr se o nosso ser e modo de agir, nos identifica cada vez mais com o Mestre que nos envia a fim de sermos na Igreja e no mundo, seus dignos embaixadores. Tal exercício constante do discernimento evangélico, não se pode esgotar na individuação de um método de trabalho, mas na contínua análise de situações concretas que caracterizam o contexto no qual nos toca viver e agir a fim de elaborarmos um projecto e apresentar estratégias operativas na nossa acção pastoral. Mais ainda, o discernimento não se trata de um excesso ou um meticuloso diagnóstico, mas sim, tal como nos ensina o Papa Francisco na Evangelii Gaudium, o discernimento é e deve ser um olhar missionário que se move à luz do Evangelho e na força do Espírito Santo - ovarerya okhalawahu anumuthxaka ni mahusiho a Muthxaka ni ikuru sa Munepa Wawela(cfr EG, 50).
Nesta óptica, um olhar para o passado da nossa família diocesana, desde os pioneiros que das barcas nos trouxeram a fé cristã até aos Agentes que estão na origem do sinuoso e exigente caminho incontornável da história que leva à criação da nossa Diocese, deparamo-nos com homens e mulheres movidos por uma grande paixão por Cristo e o Seu Reino.  A história nos traz à memória homens e mulheres sacrificados, dedicados a tempo pleno, que foram capazes de renunciar as suas comodidades, seguranças e colocando a sua confiança só Deus (cfr Oração para o Jubileu), deixaram tudo por causa de Cristo e o seu Reino.
Embora em contexto e realidades muito diferentes, há valores e ideiais dos nossos predecessores que não se pode omitir, concretamente: uma visão de longo alcance com as atenções voltadas para o futuro, um espírito de despreendimento e doação, uma entrega desmedida para que o Homem se salve e chegue ao conhecimento da Verdade.
A leitura do Papa Francisco na Evangelium Gaudium é oportuna se não indicativa para ver a realidade hodierna da nossa família diocesana e questionarmo-nos sobre algumas realidades que ofuscam o nosso dever de evangelizar. O Santo Padre Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, apresenta alguns elementos que enfermam a evangelização na actualidade, concretamente:
"    A propagação de uma crise no empenho comunitário na Evangelização (nºs 52-75),
"    Uma crise provocada por uma economia de exclusão (53-54),
"    Por uma nova idolatria do dinheiro (55-56),
"    Um dinheiro que governa no lugar de estar ao serviço (57-58);
"    Proliferação de uma injustiça social que gera violência (57-58)
"    Os desafios relativos à inculturação da fé (68-70), o que faz com que a fé, seja assumida superficialmente e não se reflicta no ser e nas múltiplas áreas do agir da pessoa crente.
Uma análise atenta, humilde e realista da nossa família diocesana, tendo presente os problemas elencados pelo Papa Francisco, não poucas vezes constatámos uma ligeira e gradual superficialidade que se arrasta na dedicação pastoral em atenção aos empenhos sociais que provocam rendimento económico. Esta realidade, não poucas vezes provoca diferenças entre os agentes da Pastoral e nos arrasta à idolatria do ter, aliciando-nos ao esquecimento daquilo que somos e, nalgumas vezes, é motivo determinante que dá espaço à vida pendular e superficial que culmina com a falta de definição de prioridades na nossa vida e no nosso projecto pessoal.
Não só, tal gradual superficialidade na dedicação pastoral nos leva ao comodismo pastoral, que abre as portas ao "minimalismo pastoral", ao vazio interior tornando-nos, não poucas vezes, funcionários do sagrado e até mesmo "bombeiros sacramentais" que se contentam com uma pastoral improvisada relegando para Plano B as exigências do testemunho do mandato apostólico-"Ide".
Vinte e cinco anos depois da criação da nossa família, o nosso discernimento tem de se situar na linha de uma conversão pessoal, condição de possibilidade para uma convesão Pastoral que passa por um exame de consciência sério e humilde, para identificarmos tudo aquilo que pode arrefecer, eclipsar e nalguns casos, apagar o nosso fervor e ardor missionários.
Não só, acolhendo as indicações do Magistério do Papa Francisco, o discernimento do Agente da Pastoral na nossa família deve ter em consideração as grandes tentações dos Agentes da Pastoral hoje, concretamente:
"    a acédia egoísta - busca e preservação dos próprios espaços e tempos, como se a dedicação missionária fosse nociva. Esta tentação abre espaço ao pragmatismo cinzento, onde tudo parede estar a correr bem, mas na realidade a fé vai-se deteriorando e acabando por cair na mesquinhez (80);
"     o pessimismo estéril- o perigo de vivermos a nossa fé com uma interminável ladaínha de lamentações com a impressão de que nada de bom foi feito(84),
"     o mundanismo espiritual - falta de referências e de uma bagagem interior que nos ajude a lêr a realidade com os olhos de Deus(93-97);
"     a guerra entre nós - o que frequentemente acontece quando a nossa acção pastoral é menos fecunda e passamos o tempo a combater aqueles que estão entusistas e decididos no seu zelo pastoral porque a sua dedicação nos incomoda(98)
"    e outros perigos (prepotência, autoritarismo, clericalização laical e laicização clerical) que eclipsaram o nosso fervor e entusiasmo pastoral ao longo dos vinte cinco anos da errecção da nossa Diocese.
A revisão da nossa vida em torno dos perigos acima, não pode nos desviar de contemplar, agradecer e imitar os testemunhos vivos, que se arrastam na nossa história. No meio dos perigos acima, não nos esqueçamos de evidenciar os inúmeros testemunhos que herdamos do nosso passado histórico, a maior parte já na Igreja celeste, de onde continuam a acompanhar-nos com a sua poderosa intercessão.
 
II- Discernimento  dos métodos e dos objectivos  Pastorais
Antes de enfrentar o directamente o discernimento dos nossos métodos e objectivos pastorais, é necessário situarmo-nos no periódo em que nos encontramos relativamente ao perfil histórico com o qual a Igreja enfrentou o problema missionário que se distingue em três momentos:
a)    Momento da salvação das almas como prioridade da actividade missionária, onde o projecto pastoral era norteado pelo princípio teológico extra ecclesia nulla salus- fora da Igreja não há salvação. Evangelizar, neste periodo significava evitar que muitas almas caissem no inferno. Método pastoral resumia-se no convite a entrar na Igreja e na admnistração do Baptismo como condição para a salvação.
b)    O segundo momento corresponde à implantatio ecclesiae- implantação da Igreja. Um facto histórico social que está vinculado a este periódo é a Conferência de Berlim (1884-1885) onde as grandes potências europeias dividem e partilham a África. A partir deste facto a Santa Sé confiou às Congregações Religiosas a tarefa de implantar a Igreja local em África. No caso de Moçambique, chegam os Franciscanos, Jesuítas, Missionários de África, Combonianos que tomam conta de Prelazia e fornecem tudo: Bispo, Padres, dinheiro para construir Igrejas, Seminários, hospitais, escolas,… ideia reforçada mais tarde com a Concordata e o Acordo Missionario de 1940…tornando os cristãos simples receptores. Este modelo durou até ao Concílio Vaticano II
c)    O terceiro momento é o da Construção do Reino- Trata-se de um periódo marcado profundamente pela grande renovação e revolução operada no seio da Igreja com o Concílio ecuménico Vaticano II (1962-965). As ideias provenientes deste Concílio nos mostram que, neste periódo, a Igreja está com as suas atenções voltadas para a construção e edificação do Reino (RM 20), um Reino inaugurado por Jesus Cristo. Trata-se de um Reino que não se esgota num conceito, numa doutrina, num programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré (Cfr GS 22; RM 18). Nesta ordem de ideias, o período em que nos encontramos hoje, é um período em que a Igreja é um instrumento para a construção do Reino de Deus, um Reino que pretende transformar as relações entre Homens e realiza-se progressivamente à medida que estes aprendem a amar, a perdoar e a servir-se mutuamente (RM 15). No Pontificado do Papa Francisco, a construção do Reino concretiza-se com a atenção da Igreja para com os pobres e os excluídos…
Conscientes do periodo em que nos encontramos e das exigências para a edificação do Reino de Paz, de Justiça, de Verdade e de Amor, revisitemos os nossos modelos pastorais para ver se eles respondem às exigências do momento presente.
Uma leitura atenta e profunda e, conscientes das indicações das III Assembleias Nacionais e as seis Assembleias diocesanas, constatámos que apesar das fecundas, claras e práticas orientações pastorais que nos foram oferecidas e que respondem às necessidades do hoje da nossa Igreja, ainda prevalece entre nós, alguns modelos de acção pastoral que fogem do espírito apresentado nas Assembleias acima elencadas. Verificamos com muita dor a prevalência de modelos tais como:
a)    O assistencialismo sacramental - trata-se de um modelo pastoral com o qual a nossa acção pastoral reduz-se pura e simplesmente na administração de sacramentos e sacramentais. Com este modelo pastoral, o conhecimento das ovelhas é muito superficial.
b)    Transmissão doutrinal- descarregamos teorias do Catecismo no fiel crente, mas não lhe oferecemos elementos que o ajudem a um crescimento integral que lhe garantam dar razões à sua fé.
c)    A improvisação pastoral- por falta de profundidade e tempo para dedicar a vida em favor das ovelhas, notamos também, nalgumas vezes, a prevalência  nalguns Agentes de Pastoral, modelos de improvisação pastoral que são postos a funcionar como "Bombeiros de Salvação" que pretendem debelar chamas de um incêndio.
O discernimento sobre os métodos e projectos pastorais, deve-nos ajudar cada vez mais a apostar em:
"    Métodos ou modelos que incluam na sua acção mais luta pelos Direitos Humanos de todos, sobretudo dos oprimidos e menos lutas para manter os privilégios na Igreja;
"    Métodos com uma componente muito forte na luta pela Paz-Justiça-Ecologia, uma tríade em torno da qual pode ser um ponto de referência para fazer ecumenismo com as outras Igrejas e movimentos da Sociedade civil;
"    Métodos que incluam entre as suas prioridades, a promoção e investimento na formação dos leigos.
III- Implicações do nosso discenimento  pastoral
O caminho de discernimento, quer na vertente do Agente, quer nos métodos e prioridades pastorais que acabamos de fazer, devem conduzir-nos à uma conversão pastoral. Em concreto, a revisão pessoal e pastoral que fizemos acima, deve suscitar em nós uma tomada de consciência da missão que se nos impõe 25 anos após a nossa criação.
Rumo ao futuro, como membros da nossa família e como consequência do exercício acima feito, somos convidados:
"    A saber ocupar e a sentir-se realizados com o nosso lugar dentro da nossa família diocesana
"    A privilegiar o diálogo com Deus como fundamento de toda a nossa acção pastoral
"    A sentir vergonha e a ter remorsos de consciência por todas as vezes em que não agimos de acordo com aquilo que somos por graça;
"    A privilegiarmos uma Pastoral de conjunto em comunhão com o nosso Bispo
"    A promover uma pastoral de visita, caminhando com o povo, conhecendo as suas dificuldades e alegrias e não ficar na clausura dos nossos conventos, escondidos nas casas paroquiais ou sentados na Igreja a tocar sinos a espera dos fieis que venham ao nosso encontro…Numa Igreja em saída, somos convidados a ser missionários e a sentir o cheiro das ovelhas
"    A apostar nas equipas missionárias itinerantes
"    A investir mais na Pastoral social- seria ideal se todas as Paróquias tivessem um sector de Caridade social bem organizado e estruturado para respondermos como família as exigências do momento presente.
Conclusão
A celebração dos 25 anos da nossa família diocesana, constitui um momento de graça e de bênção em que somos chamados a olhar o nosso passado com orgulho, o presente com fé e o futuro com muita esperança.
Não só, aniamdos pelo testemunho dos que formaram esta família, somos convidados humildemente a renovarmo-nos interiormente, a optar decididamente por um constante discernimento profundo, a fim de descobrirmos o que o Espírito diz à Igreja que está no Gurue.
Que a celebração do Jubileu diocesano seja uma oportunidade para contemplarmos as maravilhas que o Senhor operou em nós e connosco, a retemperarmos as nossas forças físicas e espirituais e a caminharmos de mãos dadas para o futuro com os olhos postos em Deus previdente e providente.

Padre Tonito Munanoua
Chanceler da Cúria

   

TERÇA-FEIRA- I SEMANA DO ADVENTO – Anos Pares -4 de Dezembro

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24Nov2018
| Escrito por Assis

 

TERÇA-FEIRA- I SEMANA DO ADVENTO – 4 de Dezembro

Primeira leitura: Is. 11, 1-10

Num cenário de desolação, brota «um rebentos, sinal de vida e de bênção. Brota do tronco da família de David, provada pelas tragédias da história e pela infidelidade do pecado. Mas Deus é fiel e não esquece a promessa de estabelecer para sempre o trono de David. A referência ao «tronco de Jessé», pai de David, lembra que Deus faz maravilhas, não com o David humanamente poderoso, mas com o David criança, fraco diante dos homens, mas amado e escolhido (cf. 1 Sam 16, 1-13).

O dom do Espírito (v. 2) é o dom divino por excelência aos chefes libertadores de Israel, aos juízes carismáticos, aos profetas e aos sacerdotes, aos sábios. Mas era um dom parcial e instável. Mas um descendente de David irá recebê-lo totalmente e de modo duradoiro: «Sobre ele repousará o espírito do senhor- (v. 2). O menino real receberá a totalidade dos dons e dos carismas, que se revelarão num governo justo.
A última parte do texto tem alcance universal: o reino deste menino não se limitará a Jerusalém, mas abrangerá a humanidade inteira e a própria criação. Com ele, aparecerá um mundo totalmente renovado, reconciliado, quase um "novo paraíso", cujo centro é monte santo de Deus, cuja presença será pacificadora e vitoriosa sobre todo o mal. E o «conhecimento do Senhor» (v. 9) inundará a terra.
Evangelho: Lc. 10, 21-24

Jesus reconhece a verdade da sua vocação de Filho na fé dos pequenos, daqueles que os homens da religião, julgam desfavorecidos mas que, com gratidão e humildade, acolheram a pregação dos 72 discípulos. Tudo isto é descoberto e celebrado na força do Espírito que torna o homem capaz de ler os acontecimentos à luz da vontade de Deus.
A exultação de Jesus deixa-nos entrever a qualidade dos eventos pelos quais se manifesta a sua vocação filial. Apesar do insucesso da sua missão, e do parcial sucesso da dos discípulos, dá graças ao Pai pelos seus imperscrutáveis desígnios, que abrem o mistério do Reino aos pequenos e humildes e o fecham aos soberbos.

Jesus admira o "conhecimento" que o Pai tem dele e exalta o conhecimento que o mesmo Pai Lhe dá do seu projecto de salvação. Mais ainda: Jesus introduz neste conhecimento de Deus os seus amigos, aqueles que aceitam participar na familiaridade que O liga ao Pai (v. 22). Essa participação é a verdadeira bem-aventurança dos discípulos, que já não vivem à espera, mas usufruem da presença da salvação (v. 23) há muito esperada por Israel.

O Advento é tempo de esperança e de desejo. Esperamos e desejamos a manifestação do Senhor. A liturgia ajuda-nos a manter vivos e a aprofundar esses sentimentos. O conhecimento do Senhor será a nossa felicidade: «Felizes os olhos que vêem o que estais a ver».
Mas Deus actua e revela-Se de modo imprevisível, confundindo a sabedoria humana. Os caminhos de salvação, que nos faz percorrer, são inesperados, como sugere o tema do «rebento do tronco de Jessé«. O rebento, que desponta de um tronco cortado, no meio de um bosque devastado, recorda a fidelidade de Deus à sua promessa e o privilégio que, aos seus olhos, têm os humildes e pequenos.
Cada um de nós pode ser um desses privilegiados, se acolher o dom do Espírito que repousa sobre Jesus, o rebento messiânico. E como Jesus, pela força do Espírito, soube discernir nos êxitos controversos da sua missão o plano sábio de Deus, também cada um de nós poderá alegrar-se com a atenção e o carinho que Deus reserva aos pobres e simples. Cada um de nós poderá fruir da revelação do mistério do amor do Pai e entrar numa relação de comunhão e intimidade com Ele. Jesus, o Verbo Incarnado, vem oferecer-me a vida filial, a verdadeira sabedoria, o dom do Espírito com que Deus quer encher-me e encher o mundo inteiro. Portanto, há que acolher Jesus, pois Ele é o verdadeiro sinal do céu que Deus nos envia para nos dar a conhecer o seu amor. E dá-o a conhecer, não por gestos espectaculares, mas na bondade para com os doentes, no cuidado e paciência em explicar as coisas a espíritos pouco abertos, no gosto em permanecer connosco.

Peçamos à Virgem Maria que nos faça compreender cada vez mais o mistério da Incarnação, que nos alcance de Deus «um espírito de sabedoria e de revelação para descobrirmos e conhecermos verdadeiramente a Cristo Senhor e compreendermos a que esperança fomos chamados" (cf. Ef 1, 17-18)
Fonte: “Dehonianos.org/portal/liturgia”

 

3 DEZEMBRO - S. FRANCISCO XAVIER, PRESBÍTERO

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24Nov2018
| Escrito por Assis

 

3 DEZEMBRO - S. FRANCISCO XAVIER, PRESBÍTERO
Francisco Xavier nasceu a 7 de Abril de 1506, no castelo da sua família, perto de Pamplona, Espanha. Fez os seus estudos académicos na Universidade de Paris, onde, em 1530, era já professor. Motivado por Inácio de Loiola, seu aluno e amigo, abandonou a prometedora carreia que iniciara, juntando-se a ele para fundar a Companhia de Jesus. Ordenado sacerdote, foi enviado para a Índia. Desembarcou em Goa em 1542. Seguem dez anos de intensos trabalhos, que constituem uma das mais gloriosas epopeias, na História missionária da Igreja. Evangeliza as zonas costeiras da Índia, vai a Malaca, às Molucas e ao Japão. Acaba por falecer na ilha de Sanchão, às portas da China, que pretendia evangelizar. A sua vida foi marcada pelo amor de Deus e pelo zelo apostólico. Foi canonizada em 1622. É um dos padroeiros da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, Dehonianos.

Primeira leitura: 1 Coríntios 9, 16-19.22-23
Mais uma vez, Paulo se vê obrigado a defender, não tanto a sua pessoa, mas a sua ação de apóstolo no meio da comunidade cristã de Corinto. Havia quem o acusasse de interesse próprio no exercício do seu ministério: busca de bens materiais, afirmação pessoal. O Apóstolo reage afirmando que, para ele, evangelizar é "um dever". Quem livremente se põe ao serviço de um senhor, não pode furtar-se a esse serviço. É o que acontece com Paulo. Por isso afirma: «ai de mim, se eu não evangelizar!» (v. 16b).
S. Francisco Xavier também estava consciente de que o chamamento ao apostolado é um encargo confiado por Deus. Vive a sua vocação e missão com inquebrantável e total fidelidade, total desinteresse e extraordinário elo apostólico.

Evangelho: Marcos 16, 15-20
O mandato de Cristo, "Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura." (v. 15), destina-se aos Apóstolos e a todos os batizados, clérigos, religiosos ou leigos. "O Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus. Eles, partindo, foram pregar por toda a parte" (vv. 19-20). Os Onze acolheram o mandato com prontidão. Ao realizá-lo deram-se conta de que, Aquele que subira ao céu, Jesus, na verdade continuava com eles, acompanhando-os, cooperando com palavras e prodígios (cf. vv. 17-18). É consolador para os evangelizadores saberem que não estão sós, que o Senhor caminham com eles e que podem contar com o seu poder para vencer os obstáculos, demónios e todos os males.

O ministério apostólico de S. Francisco Xavier, com o dinamismo com que o exerceu, é espantoso. Em 1542, foi mandado para as Índias, ou para os confins do mundo, como então se dizia. Chegou lá, depois de uma longa e perigosa viagem. Lançou-se imediatamente na evangelização de cidades e aldeias, em permanentes viagens, sem temer intempéries nem outros perigos. Apenas dois anos, após a chegada à Índia, foi a Ceilão e às Molucas. Regressou à Índia para confirmar os resultados da sua evangelização, para organizar e dar novo impulso à obra dos seus companheiros. Mas não ficou por aí. Tinham-no informado que o Japão era um reino muito importante e partiu para lá, pensando que a sua conversão poderia influir positivamente na evangelização de todo o Extremo Oriente. Prosseguiu, no reino do Sol nascente, as suas viagens e o anúncio do Evangelho. Ao regressar desse país, projeta evangelizar a China. Ao procurar realizar esse intento, é surpreendido pela morte, na ilha de Sanchão, no ano de 1552. Em aproximadamente dez anos, percorreu milhares de quilómetros, com os meios e as dificuldades que mal podemos imaginar, dirigindo-se a numerosos povos, que falavam diferentes línguas. O segredo da sua coragem e do seu dinamismo era a oração e a união com Cristo, na união ao mistério de Deus que quer comunicar com todos os homens.

Também Jesus teve que ultrapassar uma distância infinita para vir até nós e estar connosco: deixou o Pai, como diz o evangelho de João, para vir ao mundo. Continuou a sua viagem durante o seu ministério de apenas três anos, indo ao encontro das pessoas para lhes anunciar a Boa Nova do Reino, não se limitando a esperar que O procurassem. Hoje, se queremos que o evangelho chegue aos nossos contemporâneos, não basta esperá-los na igreja. É preciso procura-los onde eles estão.

S. Francisco Xavier deixou-se iluminar pelo Espírito Santo, permitiu a Cristo habitar no seu coração inquieto e foi conduzido por Deus Pai através dos caminhos do mundo, capaz de tudo "naquele que me dá força". A nossa fé, tantas vezes opaca e apagada, recebe luz e paixão do grande missionário e santo, que hoje celebramos. Para receber o amor de Deus é preciso transmiti-lo. Para o receber ainda mais é preciso dá-lo aos outros de modo ainda mais fiel e generoso.

O primeiro projecto de Xavier e dos seus companheiros era de irem para a Palestina para aí trabalharem na conversão dos infiéis. Tinham o secreto desejo do martírio. Mas a guerra que reinava entre Veneza e os Turcos pôs obstáculo aos seus desígnios. Puseram-se à disposição do Papa que lhes confiou o cuidado de pregarem missões em Roma, depois logo, a pedido do rei de Portugal, Xavier partiu para as Índias. Que zelo que ele mostrou! Em Goa, tomou alojamento entre os pobres no hospital. Recusou o apartamento que lhe era oferecido pelo vice-rei. Missionou na cidade, depois percorreu todas as Índias, a custo das maiores fadigas. A sua missão tornou-se semelhante à dos apóstolos, pela extensão e pela rapidez dos seus sucessos. Empregava os meios de que eles mesmos se tinham servido para converterem o mundo idólatra: a oração, a humildade, o desinteresse, a mortificação. Era ajudado pelo dom dos milagres. Sto. Inácio enviou-lhe companheiros. Deixou às Índias cristandades florescentes, depois passou ao Japão, onde teve também grandes sucessos, mas a custo das mesmas fadigas e de grandes humilhações. Morreu como missionário na ilha de Sanchão, perto da China.
Fonte: “Dehonianos.org/portal/liturgia”

   

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