A PALAVRA HOJE. SUBSÍDIO PARA A VI FEIRA DA XXI SEMANA DO TEMPO COMUM

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
31Ago2017
| Escrito por Assis

 

Sexta-feira– XXI Semana –

Tempo Comum – Anos Ímpares

Primeira leitura: 1 Tessalonicenses 4, 1-8

Depois de lembrar o passado, em clima de acção de graças e de súplica, Paulo exorta os Tessalonicenses em vista do futuro. «A vontade de Deus é a vossa santificação», garante o Apóstolo. Trata-se do processo que conduz à, à “santificação” em sentido verdadeiro e próprio. Trata-se de uma actividade em pleno desenvolvimento, em que concorrem a livre adesão do crente e o seu esforço, por um lado, e a acção do Espírito que plasma a criatura à imagem de Deus, por outro. E tudo isto acontece no “corpo” do homem… O santo é, pois, um homem concreto, que, dia a dia, acolhe a vontade de Deus, aderindo a ela com todo o seu ser e a sua vida. Por outro lado, «a impureza» refere-se a tudo o que tem a ver com paixões carnais em matéria sexual. É também algo de concreto, diante do qual o cristão deve fazer opções contra a corrente, isto é, contra a mentalidade do tempo, guardando o corpo como um dom recebido de Deus, preparando-o para receber a plenitude do Espírito Santo na vida eterna.

Evangelho: Mateus 25, 1-13

Mateus continua tratar o tema da segunda vinda de Cristo, cujo momento se desconhece, pelo que é preciso estar vigilantes e prontos: «Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora» (v. 13). Na parábola, que hoje escutamos, o quadro é diferente: não se espera o dono, mas o esposo; quem espera também não é o servo prudente ou o servo mau, mas são cinco virgens prudentes e cinco virgens insensatas.

O significado global da parábola é claro. A Igreja está toda à espera da vinda de Cristo. Mas é de loucos não prever a hipótese de que demore. Quando se ouvir, no meio da noite, o grito: «Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!» (v. 6), os cristãos hão-de estar prontos, com a lâmpada bem acesa pelo azeite das boas obras realizadas com amor. O esposo esperado pode revelar-se um juiz severo para quem tiver o amor apagado no coração.

Progredir no amor e na santidade é possível quando se procura viver em conformidade com a graça recebida, como indica a leitura de hoje. Paulo, com grande delicadeza, recomenda aos seus caros Tessalonicenses que vivam de acordo com a graça recebid. Paulo pede e reza para que os seus amigos progridam no amor e na santidade, ou melhor, para que continuem a progredir, pois já estão a avançar. A vida cristã é dinâmica, é um caminho. Os Tessalonicenses já iniciaram esse caminho no amor e na santidade. Paulo, com a amizade e a confiança que tem neles, pede-lhes que avancem, que não desanimem perante as dificuldades.

A vida cristã é regulada, não por leis abstractas, mas pelo desejo concreto de agradar a uma pessoa, isto é, ao próprio Deus, por Quem nos sentimos amados. Isto faz toda a diferença na moral cristã: não se trata de cumprir uma lei, mas de procurar agradar a uma pessoa, ao próprio Deus. É corresponder a uma graça recebida, com um comportamento adequado. De facto, o ideal cristão não consiste em evitar o pecado para escapar ao castigo. Consiste, sim, em progredir constantemente na fé e no amor. Basear a própria caminhada espiritual na luta contra o pecado pode tornar-se deprimente, uma vez que sempre podem ocorrer quedas, provocando desânimo. 

A excessiva preocupação com pecado pode levar a maiores tentações e quedas. Daí que seja mais construtiva e animadora a atitude positiva de caminhar no amor, de fazer o bem.

Com a graça do Senhor, sempre se vão dando alguns passos, o que suscita ânimo.

Paulo não separa caridade e santidade. O amor cristão é um amor santo, a santidade cristã e santidade de amor. Ao chegar aqui, o Apóstolo acentua um aspecto da santificação cristã, a castidade. A tentação da imoralidade sexual é sempre forte para quem vive centrado em si mesmo, na busca egoísta da sua felicidade. Por isso, Paulo aconselha outra atitude: progredir no amor, isto é, na busca e no serviço de Deus, na atenção e no serviço aos irmãos. A imoralidade sexual não é compatível com uma verdadeira relação com o Senhor. O cristão, que tem consciência do dom recebido de Deus e quer viver em coerência com esse dom, não pode viver como aqueles que não conhecem a Deus, não reconhecem os seus dons,ou não se interessam por nada disso. O cristão respeita o próprio corpo e procura mantê-lo na santidade. Não se trata de medo do sexo, ou de qualquer complexo deprimente. Trata-se de respeito pelo corpo, e da vontade de usar o sexo de modo compatível com a própria vocação cristã, no celibato ou no matrimónio, mas sempre como atitude e expressão de amor generoso. 

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: 2dehonianos.org/portal/liturgia”

 

SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO DA V FEIRA DA XXI SEMANA (TEMPO COMUM)

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
30Ago2017
| Escrito por Assis

 

Quinta-feira – XXI Semana –Tempo Comum – Anos Ímpares 

Primeira leitura: 1 Tessalonicenses 3, 7-13.

Timóteo, regressado de Tessalónica, traz a Paulo notícias sobre os progressos dessa comunidade na fé. O Apóstolo, que andava angustiado, recupera a alegria, tal como acontece com um pai, que temendo o pior para os filhos, vem a saber que estão bem. Mas nem por isso desiste do desejo de visitar pessoalmente a comunidade, com quem interrompera o diálogo, quando teve de abandonar precipitadamente a cidade, por causa da hostilidade dos judeus.


O amor que o anúncio do Evangelho suscitou no coração do Apóstolo é como que uma espada que o atravessa. Anda inquieto, noite e dia, por causa do bem que quer àqueles que a Palavra tinha regenerado para a vida da graça. Mas, agora, põe tudo nas mãos de Deus, dando graças e intercedendo pelos seus amados Tessalonicenses.

Paulo revela o seu coração paternal, revela todo o seu amor por aqueles a quem tinha transmitido a nova vida pela pregação do Evangelho. A sua ligação aos Tessalonicenses baseava-se, não só na fé, mas também na relação humana de grande simpatia que estabelecera com essa comunidade. Por isso, não se contenta com as boas notícias, mas, por duas vezes, afirma querer revê-los. Agradece a Deus as boas notícias, mas reza para que o desejado reencontro aconteça o mais breve possível: «Noite e dia, insistentemente, pedimos para rever o vosso rosto» (v. 10). O Apóstolo deseja vivamente o contacto humano. A sua fé, e a sua vida espiritual, não lhe diminuíram a afectividade, mas aumentaram-na. 

Por outro lado, deseja completar o que iniciou e teve de interromper abruptamente. É maravilhoso observar esta ligação entre a afectividade humana e o zelo apostólico.

O nosso texto termina com a oração de Paulo, que pede a Deus que faça os Tessalonicenses «crescer e superabundar de caridade» (v. 12). O Apóstolo explicita: caridade «uns para com os outros e para com todos», isto é, caridade fraterna no interior da comunidade e caridade universal aberta a todos. É na caridade e na santidade que os Tessalonicenses se hão-de preparar para a vinda do Senhor: «Que o Senhor confirme os vossos corações irrepreensíveis na santidade diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de Nosso Senhor Jesus com todos os seus santos» (v. 12).

As nossas relações com os outros hão caracterizar-se pelo progresso na fé e no amor, na espiritualidade e na humanidade. As relações de fé exigem uma grande dose de cordialidade humana, crescer e abundar no amor recíproco e no amor universal.

Que belo programa para todos nós, cristãos, particularmente os consagrados, os sacerdotes. É um ideal a alcançar com a graça de Deus, mas também com os nossos esforços de cada dia, a nossa perseverança, o nosso entusiasmo.

Evangelho: Mateus 24, 42-51

Em Mateus, a parábola do servo, ou administrador (cf. Lc 12, 41ss.) responsável encontra-se no último grande discurso de Jesus, o “Discurso escatológico” (cc. 24 e25), dominado pelas tribulações de Jerusalém e pelas perseguições à Igreja nascente, pelo anúncio da crise cósmica que precederá o fim e pela consequente necessidade de vigilância. Este discurso não visa assustar, mas encorajar. O mundo e a história caminham, não para o fim, mas para a plena realização. Haverá catástrofes. Mas abrir-se-á uma nova beleza. É neste contexto que Jesus exorta à vigilância, com quatro belas parábolas. 

Hoje, escutamos a primeira, cujas palavras-chave são: «Vigiai!», «Estai preparados!» A vinda do Senhor é certa. Mas a hora é incerta. A imagem do «ladrão» (v. 43) é muito expressiva e bem conhecida na igreja primitiva. Deve vigiar a casa o dono, mas também os servos, que são seus amigos e estimam a casa. O «servo fiel e prudente» (v. 45) faz as vezes de dono da casa e trata bem os seus companheiros. O «mau servo» (v. 48) aproveita da ausência do dono para desperdiçar os bens e maltratar os companheiros. Naturalmente terão fins diferentes, quando regressar o dono. Os dirigentes da Igreja hão-de ser servos fiéis e prudentes, e não maus servos, como eram os chefes de Israel, no tempo de Jesus.

Fonte:

Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia”.

   

A PALAVRA HOJE, PALAVRA VIVA. SUBSÍDIO LITÚRGICO PARA IV FEIRA DA XXI SEMANA DO TEMPO COMUM

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
29Ago2017
| Escrito por Assis

 

Quarta-feira – XXI Semana –

Tempo Comum – Anos Ímpares

Primeira leitura: 1 Tessalonicenses 2, 9-13

A pregação do Evangelho entre os Tessalonicenses tornou-se uma experiência comum de vida, uma espécie de “livro aberto” capaz de falar aos crentes a linguagem de Deus. O Apóstolo não precisa de recorrer a argumentações rebuscadas, como fazem os filósofos. Basta-lhe lembrar quanto sofreu e se cansou para anunciar a Boa-Nova aos irmãos da comunidade de Tessalónica, o desinteresse e a dedicação com que o fez, procurando não ser pesado a ninguém, trabalhando para subsistir.

Tal como a vida e os milagres de Jesus foram “sinais” para as multidões, assim a vida e a acção de Paulo eram sinal para os Tessalonicenses.

A gratidão e o louvor que brotam do coração de Paulo garantem a autenticidade da sua missão. O Apóstolo contempla a realização da obra divina nos trabalhos e sofrimentos com que procura restituir os homens à dignidade de filhos de Deus. Esta contemplação é a recompensa de que anuncia o Evangelho.

Na primeira leitura, Paulo mostra-nos que a vida cristã deve ser conduzida na justiça e na santidade, diante de Deus: «Deus é testemunha de como nos comportámos de modo recto, justo e irrepreensível para convosco, os que acreditastes» (v. 10). Paulo procura corresponder plena e profundamente às exigências de Deus. Mas esta correspondência, sabe-o bem o Apóstolo, é dom divino. Por isso, prolonga por toda a carta o hino de acção de graças com que a iniciou.

Também no texto de hoje encontramos a expressão do amor paterno de Paulo pelos Tessalonicenses e por todos quantos evangelizou: «Como um pai trata cada um dos seus filhos, também a cada um de vós exortámos, encorajámos e advertimos a caminhar de maneira digna de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória» (vv. 11-12). É interessante ver como, na mesma carta, Paulo exprime, antes, um amor materno, oblativo, pronto a sacrificar a própria vida pelo bem dos filhos e, depois, um amor paterno, que se caracteriza pela ambição paterna. O amor materno é oblativo; o amor paterno é ambicioso, isto é, quer que os filhos se tornem pessoas maduras, com grandes qualidades e com grandes realizações. Como cada filho é importante para um pai, ainda que tenha muitos filhos, assim também Paulo, tendo uma grande geração, se preocupa com cada um pessoalmente: «a cada um de vós exortámos, encorajámos e advertimos». O que o Apóstolo deseja é que, cada um, se comporte «de maneira digna de Deus», que a todos «chama ao seu reino e à sua glória». É interessante dar atenção a este chamamento de Deus: Deus é ambicioso, não nos chama para uma qualquer coisa, mas «ao seu reino e à sua glória». É por isso que Paulo não poupa esforços para que todos correspondam ao chamamento de Deus. Também para ele se trata de uma ambição paterna muito forte, que revela a força da caridade divina.

Evangelho: Mateus 23, 27-32

Chegamos aos últimos dos sete «Ai de vós» dirigidos aos escribas e fariseus hipócritas. A crítica de Jesus ao legalismo não tem por alvo a lei, mas aqueles que, a coberto da lei, pretendem iludir as suas exigências profundas. A antítese exterior/interior está eloquentemente expressa na imagem dos «sepulcros caiados» (v. 27). São aqueles que cuidam do exterior, para que seja agradável à vista, enquanto no seu interior reina a decomposição e a morte. Jesus já pôs de sobreaviso os discípulos, quando lhes mandou disse «Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por ele» (Mt 6, 1). O que conta é aquilo que cada um é diante de Deus, e não o que aparece diante dos outros.

O último «ai de vós» é contra aqueles que são falsos, não só diante de Deus e dos outros, mas também diante da história (vv. 29-32). Edificam sepulcros aos profetas e justos, dizendo que, se tivessem vivido no tempo dos que os mataram, não teriam sido coniventes com tais crimes. Sentem-se inocentes por acusarem os seus pais! Mas não se dão conta de que, se não escutarem os profetas, continuam a matá-los. E a sua falta será mais grave do que a dos seus pais.


As recomendações de Paulo (na 1ª leitura) vão na linha da verdade, da autenticidade de vida que Jesus lamenta não encontrar nos doutores e fariseus (Evangelho). Mas não esqueçamos que todos estes avisos de Paulo e de Cristo são também para nós, cristãos do século XXI. Estamos efectivamente sujeitos às mesmas tentações dos doutores e dos escribas de que nos fala o evangelho, dos cristãos de Tessalónica, e de tantos outros ao longo dos séculos. Facilmente procuramos satisfações, estima dos outros, honras. Somos sempre tentados de superficialidade no que fazemos pelo Senhor, de nos contentarmos com as aparências de bondade, de santidade.
O Apóstolo Paulo, ensina-nos a sermos coerentes com a fé, com o evangelho que professamos, a vivermos de modo digno de Deus, para poder participar no seu reino e na sua glória.

Acolhamos com disponibilidade a Palavra, que opera nos crentes e nos transformar de acordo com o projecto de Deus Pai.

Tenhamos zelo ardente para proclamar essa Palavra, que tem em si a força de realizar maravilhas, para que todos os homens possam também chegar ao reino e à glória do Pai.

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

PROGRAMAÇÃO DOS ENCONTROS REGIONAIS DE PROMOÇÃO VOCACIONAL

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
29Ago2017
| Escrito por Assis

PROGRAMAÇÃO DOS ENCONTROS REGIONAIS DE PROMOÇÃO VOCACIONAL

A Comissão Diocesana das Vocações quer recordar aos Párocos e demais agentes de Pastoral que a 2ª Volta da Campanha Promocional pelas Vocações em vistas às entradas nas Casas de formação e Seminários no próximo ano de 2018, arrancam já no fim deste mês de Agosto e prolongam-se durante os meses de Setembro e Outubro, observando o seguinte programa:
29 – 30 de Agosto

Encontro na Pebane, Paróquias da Região Sul: Naburi, Mualama e Pebane.
02 de Setembro: 

Encontro no Gurúè, Paróquias da Catedral, S. Bernardo e S. Carlos Lwanga.
08 – 09 de Setembro: 

Encontro em Alto Molócuè, Paróquias da Região Centro  B: Muthala, Pista Velha, Sede, Malua, Nauela, Gilé Muiane e Moneia.

15 – 16 de Setembro
Encontro em Mulevala, Paróquias de Mulevala e Muhogole.

22 de Setembro 

Encotro em Ile, Paróquias de Ile, Muliquela e Mugulama.

28 – 29 de Setembro 

Encontro em Namarrói, Paróquia de Namarrói.

14 – 15 de Outubro, 

Encontro em Invinha, Paróquias de Invinha, Namuli e Muagiua.
Pela Comissão Diocesana das Vocações

Pe. Américo João António, 
Reitor do Seminário Propedéutico S. José de Gurúè

   

Pág. 5 de 130