VISITA PASTORAL À PARÓQUIA DE SANTA CRUZ DE MOLUMBO DE 4 A 12 DO CORRENTE MÊS

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03Set2017
| Escrito por Assis

 

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA DE SANTA CRUZ DE MOLUMBO

04 A 12 DE SETEMBRO DE 2017

De 04 a 12 de Setembro do corrente ano, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, está a realizar a Visita Pastoral à Paróquia de Santa Cruz de Molumbo, acompanhado pelo Pe. Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral.

Esta Paróquia foi fundada 1m 10 de Janeiro de 1947 por D. Sebastião Soares de Resende, Bispo da Beira. Foi seu primeiro Pároco o Pe. Mateus Bernardino Lopes, do clero diocesano português. O Pároco actual é o Pe. José Pedro Vasco, e o Vigário Paroquial o Pe. Eustáquio Carlos César, ambos do clero diocesano de Gurúè.

Trabalham nesta Paróquia as Irmãs da Congregação da Imaculada Conceição (Irmãs Diocesanas de Lichinga): Irmã Maria da Conceição Erumaka, Irmã Maria Odete Bissueque e a Irmã Leontina Pedro. Elas dedicam-se às crianças malnutridas e órfãs.

A Paróquia tem uma superfície de 3.041 Km2, e uma população estimada em 86.470 (censo de 2007). Tem 137 comunidades cristãs organizadas em 26 Zonas Pastorais e 9 Centros Pastorais:

Centro Pastoral nº 1: Molumbo-Sede, com 2 Zonas.

Centro Pastoral Nº 2: Carico, com 2 Zonas

Centro Pastoral Nº 3:Murupa, com 2 Zonas.

Centro Pastoral Nº 4:Nabaua, com 3 Zonas.

Centro Pastoral Nº 5: Mulaco, com 2 Zonas

Centro Pastoral Nº 6: Intira, com 3 Zonas.

Centro Pastoral Nº 7: Muguliu, com 3 Zonas.

Centro Pastoral Nº 8: Milato, com 4 Zonas.

Centro Pastoral Nº 9: com 5 Zonas.

 

 

REFLEXÃO PARA O XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM. ANO A

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02Set2017
| Escrito por Assis

 

22º Domingo do Tempo Comum – Ano "A"

A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir a “loucura da cruz”: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz).

Na primeira leitura (Jer 20,7-9)  Jeremias descreve a sua experiência de “cruz”. Seduzido por Jahwéh, Jeremias colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e dos seus projectos. Nesse “caminho”, ele teve que enfrentar os poderosos e pôr em causa a lógica do mundo; por isso, conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição… É essa a experiência de todos aqueles que acolhem a Palavra de Jahwéh no seu coração e vivem em coerência com os valores de Deus.

A Palavra de Deus é um fogo devorador, que consome o coração do profeta e que não o deixa demitir-se da missão e esconder-se numa vida cómoda e instalada. Ao profeta resta, portanto, continuar ao serviço da Palavra, enfrentando o seu destino de solidão e de sofrimento, na esperança de, ao longo da caminhada, reencontrar esse amor de Deus que um dia o seduziu e ao qual o profeta nunca saberá renunciar.

A história de Jeremias é a história de todos aqueles que Deus chama a ser profetas. Ser sinal de Deus e dos seus valores significa enfrentar a injustiça, a opressão, o pecado e, portanto, pôr em causa os interesses egoístas e os esquemas sobre os quais, tantas vezes, se constrói a história do mundo; por isso, o “caminho profético” é um caminho onde se lida, permanentemente, com a incompreensão, com a solidão, com o risco. Deus nunca prometeu a nenhum profeta um caminho fácil de glórias e de triunfos humanos. Temos consciência disso e estamos dispostos a seguir esse caminho?

No baptismo, fomos ungidos como “profetas”, à imagem de Cristo. Estamos conscientes dessa vocação a que Deus, a todos, nos convocou? Temos a noção de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus ressoa no mundo e se dirige aos homens?

Neste texto  impressiona-nos o espaço fundamental que a Palavra de Deus ocupa na vida do profeta. Ela tomou conta do seu coração e dominou-o totalmente. É uma “paixão” que – apesar de ter trazido ao profeta uma história pessoal de sofrimento e de risco – não pode ser calada e sufocada. Que espaço ocupa a Palavra de Deus ocupa na minha vida? Amo, de forma apaixonada, a Palavra de Deus? Estou disposto a correr todos os riscos para que a Palavra de Deus alcance a vida dos meus irmãos e renove o mundo?

O lamento de Jeremias não deve escandalizar-nos; mas deve ser entendido no contexto de uma situação trágica de sofrimento intolerável. É o grito de um coração humano dolorido, marcado pela incompreensão dos que o rodeiam, pelo abandono, pela solidão e pelo aparente fracasso da missão a que devotou a sua vida. É o mesmo lamento de tantos homens e mulheres, em tantos momentos dramáticos de solidão, de sofrimento, de incompreensão, de dor. É a expressão da nossa finitude, da nossa fragilidade, das nossas limitações, da nossa humanidade. É precisamente nessas situações que nos dirigimos a Deus e Lhe dizemos a falta que Ele nos faz e o quanto a nossa vida é vazia e sem sentido se Ele não nos estender a sua mão. Esses momentos não são, propriamente, momentos negativos da nossa caminhada de fé e de relação com Deus; mas são momentos  de crescimento e de amadurecimento, em que experimentamos a nossa fragilidade e descobrimos que, sem Deus e sem o seu amor, a nossa vida não faz sentido.

A segunda leitura (Rom 12,1-2) convida os cristãos a oferecerem toda a sua existência de cada dia a Deus. Paulo garante que é esse o sacrifício que Deus prefere. O que é que significa oferecer a Deus toda a existência? Significa, de acordo com Paulo, não nos conformarmos com a lógica do mundo, aprendermos a discernir os planos de Deus e a viver em consequência.

Como é que o crente deve responder aos dons de Deus? Paulo responde: o culto que Deus quer é a nossa vida, vivida no amor, no serviço, na doação, na entrega a Deus e aos irmãos.

“Não vos conformeis com este mundo” . O cristão é alguém que não pactua com um mundo que se constrói à margem ou contra os valores de Deus. O cristão não pode pactuar com a violência como meio para resolver os problemas, nem com a lógica materialista do sucesso a qualquer custo, nem com as leis do neo-liberalismo que deixam atrás uma multidão de vencidos e de sofredores, nem com as exigências de uma globalização que favorece alguns privilegiados mas aumenta as bolsas de miséria e de exclusão, nem com a forma de organização de uma sociedade que condena à solidão os velhos e os doentes… Eu sou um comodista, egoisticamente instalado no meu cantinho a devorar a minha pequena fatia de felicidade, ou sou alguém que não se conforma e que luta para que os projectos de Deus se concretizem?

“Transformai-vos pela renovação espiritual da vossa mente”. Estou instalado nos meus preconceitos, nas minhas certezas e seguranças, nos meus princípios imutáveis, ou estou sempre numa permanente escuta de Deus, dos seus caminhos, dos seus projectos e propostas?

No Evangelho (Mt 16,21-27) Jesus avisa os discípulos de que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas passa pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.

A oposição de Pedro  significa que a sua compreensão do mistério de Jesus ainda é muito imperfeita. Para ele, a missão do “Messias, Filho de Deus” é uma missão gloriosa e vencedora; e, na lógica de Pedro – que é a lógica do mundo – a vitória não pode estar na cruz e no dom da vida.

Frente a frente, o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se, a par e passo… Qual é a minha escolha? Na minha perspectiva, qual destas duas propostas apresenta um caminho de felicidade seguro e duradouro?

Jesus tornou-Se um de nós para concretizar os planos do Pai e propor aos homens – através do amor, do serviço, do dom da vida – o caminho da salvação, da vida verdadeira. Neste texto fica claramente expressa a fidelidade radical de Jesus a esse projecto. Por isso, Ele não aceita que nada nem ninguém O afaste do caminho do dom da vida: dar ouvidos à lógica do mundo e esquecer os planos de Deus é, para Jesus, uma tentação diabólica que Ele rejeita duramente. Que significado e que lugar ocupam na minha vida os projectos de Deus? Esforço-me por descobrir a vontade de Deus a meu respeito e a respeito do mundo? Estou atento a esses “sinais dos tempos” através dos quais Deus me interpela? Sou capaz de acolher e de viver com fidelidade e radicalidade as propostas de Deus, mesmo quando elas são exigentes e vão contra os meus interesses e projectos pessoais?

Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.

O que é “renunciar a si mesmo”?

É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho, a olhar para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.

O que é “tomar a cruz”?

É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos.

Fonte: 

Resumo e adaptação local de um texto de: "dehonianos/portal/liturgia"
   

PROGRAMAÇÃO DIOCESANA DAS ACTIVIDADES PASTORAIS. SETEMBRO 2017

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02Set2017
Actualizado em 02 Setembro 2017 | Escrito por Assis

 

PROGRAMAÇÃO DAS ACTIVIDADES DIOCESANAS. SETEMBRO DE 2017

02.09.2017.

- Comissão Diocesana das Vocações. Encontro com os vocacionados na Paróquia da Catedral de Gurúè. Participantes: vocacionados/as das Paróquias da área de Gurúè-Sede.

- Regresso das Irmãs da Acção Paroquial à Paróquia de Cristo Rei de Mualama.

04 – 12.09.17

Visita Pastoral à Paróquia da Santa Cruz de Molumbo.

08.09.17

Comissão Diocesana da Juventude. Encontro em Naburi,

08 – 09.09.17,

- Comissão Diocesana das Vocações. Encontro com os Vocacionados no Alto Molócuè. Participantes: vocacionados/as da área do Alto Molócuè.

10.09.17

Comissão Diocesana da Juventude. Encontro em  Gile, Paróquias de Muiane, Moneia e Gilé.

15 – 16.09.17

- Comissão Diocesana das Vocações. Encontro dos Vocacionados em Mulevala. Participantes: vocacionados/as de Mulevala e Muhogole.

15 – 22.09.17

- Visita Pastoral à Paróquia de S. Kizito do Monte Namuli.

16.09.17

Comissão Diocesana da Juventude. Encontro na Pista Velha (Alto Molócue), Paróquias de Alto Molócue-Sede, Malua, Mutala.

17.09.17

Comissão Diocesana da Juventude. Encontro em Naulea (Alto Molócue), Paróquias do Sagrado Coração de Jesus.

22.09.17

- Comissão Diocesana das Vocações. Encontro com os vocacionados/as em Ile-se. Participantes: vocacionados/as das Paróquias de Ile e de Muliquela.

22 – 24.09.17

UCM-Gurúè. Centro de Ensino à Distância. Exames de recorrência.

22 – 25.09.17

- Secretariado da Coordenação Pastoral. Curso de Formação Litúrgica para os animadores da Região Sul (Naburi, Mualama e Pebane).

23.09.17

-Comissão Diocesana da Juventude. Encontro em Ile-Sede, Paróquias de Muliquela e de Ile-Sede.

28 – 29.09.17

- Comissão Diocesana das Vocações. Encontro com os vocacionados/as em Namarrói. Participantes: vocacionados/as da Paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói.

fONTE: Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral. Gurúè, 01.09.2017

 

A PALAVRA HOJE, PALAVRA VIVA PARA O HOMEM DE HOJE. SÁBADO DA XXI SEMANA DO TEMPO COMUM.

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01Set2017
Actualizado em 01 Setembro 2017 | Escrito por Assis

Sábado – XXI Semana – Tempo Comum – Anos Ímpares

Primeira leitura: 1 Tessalonicenses 4, 9-11

A caridade de que fala Paulo esclarece muito sobre a natureza da santidade cristã. Amar-se uns aos outros, praticar o amor fraterno significa, em primeiro lugar, «viver em paz» (v. 11), não procurar nem alimentar conflitos na comunidade. Mais concretamente, é «ocupar-se das próprias actividades» (v. 11), pois a inimizade nasce, muitas vezes, do ócio, que favorece as tagarelices, a intromissão no que pertence aos outros, o falar sobre as pessoas. «Trabalhar com as vossas mãos» (v. 11) é procurar fazer bem o que se deve, particularmente o que se refere ao próprio ofício. Esta expressão também realça a dignidade do trabalho manual, desprezado por alguns, como coisa de escravos.

O ócio, sim, é coisa má, em qualquer sociedade humana. Paulo quer que a comunidade de Tessalónica dê exemplo de uma vida ordenada e activa, que testemunha o amor, evitando que uns sejam peso para outros. A opção cristã é integral, abrangendo a relação com Deus, mas também as relações com os outros, que devem ser harmoniosas e respeitosas.

Evangelho: Mateus 25, 14-30

A espera de Cristo há-de ser dinâmica e fecunda. Os talentos recebidos não podem ser enterrados, inutilizados. Hão-de render. Estes talentos não são apenas os dotes naturais recebidos por cada um. São, mais do que isso, a salvação, o amor do Pai, a vida em abundância, o Espírito. São tesouros a multiplicar e a partilhar até ao seu regresso, ainda que demore «muito tempo» (v. 19ª). Os dons também são responsabilidades de que é preciso dar contas.

Na parábola, há dois «servos bons e fiéis» e um «servo mau». Os servos bons e fiéis são louvados e premiados com a participação na alegria do senhor (vv. 20-23). O servo mau é severamente punido. A desculpa apresentada «Senhor, sempre te conheci como homem duro» (v. 24), acaba por ser virada contra ele. A atitude de escravo tímido assumida pelo servo mau «Aqui está o que te pertence» (v.25), também não ajuda, mas complica. Para ele, talento não foi um dom recebido, mas uma dívida contraída. Por isso, ao restituí-lo ao dono, não faz um acto de justiça, mas um insulto. E recebe o castigo adequado: «Tirai-lhe o talento, e dai-o ao que tem dez talentos… a esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes» (vv. 28-29).

A estima de Paulo pelos cristãos de Tessalónica leva-o a tratá-los com simplicidade e humildade. Não se arma em mestre, porque sabe que têm outro Mestre bem melhor, que é o próprio Deus: «vós próprios fostes ensinados por Deus» (v. 9). Mas é interessante lermos bem todo o versículo e a primeira parte do seguinte: «a respeito do amor fraterno não precisais que se vos escreva, pois vós próprios fostes ensinados por Deus a amar-vos uns aos outros, aliás, vós já o fazeis». Deus tinha dito, pela boca de Jeremias, que iria estabelecer uma aliança nova, que não seria, como a antiga, escrita em tábuas de pedra, mas no coração, no íntimo do homem, para o transformar. Essa aliança foi estabelecida por Jesus, quando apresentou o cálice de vinho na Última Ceia: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós» (Lc 22, 20)

Os Tessalonicenses, ao acolher a fé, pela pregação de Paulo, entraram na nova aliança e, por isso, são “ensinados” por Deus a amar, e a amar-se uns aos outros. O ensino divino não diz respeito a uma série de verdades a acreditar, mas a um compromisso de vida. Refere-se, em suma, ao que há de mais importante: o amor.

Fomos criados para amar, e a coisa mais importante para cada um de nós é encontrar a sua forma de amor generoso, que lhe é ensinado por Deus. Este ensinamento não é só teórico, mas prático e eficaz. Quando Deus ensina no coração, a acção aparece logo: «isto vós já o fazeis com todos os irmãos da Macedónia» (v. 10). Já animados pela caridade divina, os Tessalonicenses não precisam de uma exortação especial. Jeremias teve de exortar e esconjurar o povo para que cumprisse a lei de Deus. Mas isso de nada servia porque o povo tinha o coração endurecido e os ouvidos fechados. Na nova aliança, a situação está completamente mudada.

Mas, que pede Paulo, ou, se quisermos, a que é que exorta? A «progredir sempre mais», ou a «abundar sempre mais», a «extravasar» no amor, isto é, a amar cada vez com maior intensidade. A graça não é para esconder no lenço, ou para guardar enterrada. É para crescer, para desenvolver, para multiplicar. A graça, simplesmente escondida e guardada, torna-se título de condição: «Servo mau e preguiçoso! … Tirai-lhe, pois, o talento… A esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores…»
O nosso esforço deve orientar-se para o acolhimento activo do dinamismo da vida de fé, para colaborarmos com o Senhor na transformação do mundo. Quem recebeu a graça, deve tornar-se instrumento da mesma para os outros.

Senhor, que nos encheste da tua graça, e cumulaste de benefícios, ajuda-nos a fazer frutificar os teus dons, os talentos que nos confiaste. Que jamais permaneçamos inertes, ou nos deixemos vencer pelo desânimo e pela falta de confiança. Mantém-nos activos e disponíveis como aqueles servos que fizeram render os talentos recebidos, enquanto esperavam a tua vinda, para que o teu nome seja glorificado entre os homens.

Fonte: resumo e adaptação local de um tecto de : “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

   

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