TERÇA-FEIRA – XXVIII SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 16 OUTUBRO 2018

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14Out2018
| Escrito por Assis

 

TERÇA-FEIRA – XXVIII SEMANA –TEMPO COMUM – ANOS PARES - 16 OUTUBRO 2018

Primeira leitura: Gálatas 5, 1-6

Paulo acentua vivamente a liberdade oferecida por Cristo e alerta os Gálatas para o perigo de voltarem «ao jugo da escravidão» (v. 1) da Lei. Não propõe a transgressão da Lei ou a sua revogação. Também Jesus não veio para revogar a Lei ou a sua mais pequena expressão, uma vez que está inscrita no coração do homem e na lei de Moisés.
O que Jesus e Paulo afirmam é que não devemos agarrar-nos à observância de prescrições meramente exteriores, nem absolutizar o que foi prescrito como simples preparação para as fortes exigências do Evangelho. «A Lei e os Profetas subsistiram até João; a partir de então, é anunciada a Boa-Nova do Reino de Deus, e cada qual esforça se por entrar nele» (Lc 16, 16).

A liberdade verdadeira consiste em se deixar conduzir pelo Espírito de Cristo, abrindo-se a uma vida nova, já não sujeita aos ritos judaicos, mas fundamentada na «fé que actua por meio da caridade» (Gl 5, 6). «Foi para a liberdade que Cristo nos libertou» (v. 1): só em Cristo a Lei encontra pleno significado; só a fé n´Ele nos dá segurança e nos permite perseverar na graça. Voltar à circuncisão é separar-se de Cristo, da sua graça e do seu amor. Para nós, hoje, o perigo é agarrar-nos a práticas exteriores ou procurar vãs seguranças que nos afastem da esperança na justificação que só a fé nos permite esperar.
Evangelho: Lucas 11, 37-41

Em casa de um fariseu, Jesus continua o discurso sobre a honestidade de pensamento e sobre a pureza das intenções. Jesus fala e comporta-se com total liberdade, parecendo mesmo provocar o espanto e o desprezo do fariseu. Atira-se contra o formalismo e a vaidade de quem se pensa justo só porque cumpre pontualmente os ritos.

A propósito da purificação do copo e do prato, Jesus fala da pureza do coração do homem. A higiene evangélica exige a exclusão da ganância e do egoísmo, que geram «rapina e maldade» (v. 39). O que garante a pureza do coração é a caridade. Da caridade vem a generosidade, que sabe dar esmolas, quando reconhece ter recebido tudo de Deus (v. 41). Confronte o texto paralelo de Mateus (7, 15.21-23), onde Jesus dá mais explicações sobre a pureza do coração.

Tanto a primeira leitura como o evangelho nos dizem que a única coisa verdadeiramente importante é apoiar-nos em Jesus pela fé. A fonte da caridade não está em nós, mas em Jesus, fonte da vida, do bem, da caridade que nos arranca do egoísmo e nos leva a dar-nos aos outros, “purificados” pelo amor.

Os Mandamentos da Lei de Deus, e todas as leis e prescrições – incluindo as da Igreja – têm sentido e valor na medida em que nos chamam a atenção para as más inclinações e para os instintos perversos que se escondem dentro de nós. Mas não são eles que definem ou realizam o grau de pureza a que a santidade de Deus nos chama e deseja de nós. A raiz do pecado desenvolve-se dentro de nós, ainda que Deus nos tenha feito bons e nos queira tais. Por isso, não serve para nada, e é mesmo nocivo, confiar-nos a uma fiel observância fingida, a um perfeccionismo exterior. O mais importante é permanecermos unidos a Cristo, para sermos alimentados pelo seu Espírito, que em nós produz os seus frutos, a começar pela caridade. É o Espírito de Cristo que nos permite pôr em acção «a fé que actua por meio da caridade», para darmos «em esmola o que temos dentro», e queimarmos na caridade tudo quanto acabaria por apodrecer, se ficasse encerrado no egoísmo. Só então «tudo estará limpo». Só então poderemos receber «da fé a justificação que esperamos».

A verdadeira pureza de coração não vem de ritos exteriores, mas da união a Cristo e da vivência da fé e da caridade. S. João aponta essa regra na sua Primeira Carta, onde encontramos óptimo fundamento para uma verdadeira espiritualidade e mística da acção. “Conhecemos” verdadeiramente Deus, fazemos d´Ele experiência de vida e vivemos em comunhão com Ele, «se observarmos os Seus mandamentos…» Mas o seu mandamento é que acreditemos no nome do Seu Filho Jesus Cristo e nos amemos uns aos outros (cf. 1 Jo 3, 22-23).

A vivência da fé torna consistente e autêntica a observância. A observância centra-se no mandamento do amor. Só se amarmos os irmãos (por meio do nosso apostolado e da acção social) o amor de Deus é perfeito em nós. «Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o Seu amor é perfeito em nós» (1 Jo 4, 12). A circularidade do amor é completa. Como podes dizer que amas a Deus que não vês, se não amas o irmão que vês? (cf. 1 Jo 4, 20). Assim realizamos, com autenticidade, toda a Lei e os Profetas, o amor de Deus e o amor do próximo.

Fonte: adaptação de um texto de F. Fonseca em “dehonianos.org/portal/liturgia”

 

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO DIÁCONO ADELINO MUALICAMO

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13Out2018
Actualizado em 13 Outubro 2018 | Escrito por Assis

 

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO DIÁCONO ADELINO EDUARDO MUALICAMO

"Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça e tudo o mais vos será dado por acrescimo" (Mt 6,33).


No Domingo 14 de Outubro de 2018, na Paróquia de Santa Teresa do Menino Jesus de Ile-Sede, será ordenado sacerdote o Diácono ADELINO EDUARDO MUALICAMO, do clero diocesano de Gurúè.


A Missa Nova será celebrada pelo neo-sacerdote no dia 21 de Outubro do corrente ano, na referida Igreja Paroquial.

   

bom fim de semana

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13Out2018
Actualizado em 14 Outubro 2018 | Escrito por Assis

 

 

15 OUTUBRO 2018 - S. TERESA DE JESUS, VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA

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10Out2018
| Escrito por Assis

 

S. TERESA DE JESUS, VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA - 15 OUTUBRO 2018

Santa Teresa de Jesus nasceu em Ávila, Espanha, no ano de 1515. Entrou no Carmelo da Incarnação em 1535. Depois de um longo período de tibieza, começou a sua “conversão”, com uma intensa vida mística em contacto com Cristo, que a levou ao forte desejo de servir a Igreja do seu tempo, dilacerada pela Reforma protestante.

Em 1562, fundou o Carmelo de S. José, em Ávila, onde deu início à reforma da Ordem. Seguiram-se diversas fundações de conventos reformados em Castela e na Andaluzia.

A reforma estendeu-se também aos conventos carmelitas masculinos, graças à colaboração de S. João da Cruz, seu director espiritual, a partir de 1567. No leito de morte declarou-se feliz por morrer “filha da Igreja”. Faleceu a 4 de Outubro de 1582. Foi canonizada por Gregório XV, em 1623, e declarada Doutora da Igreja por Paulo VI, em 1970.
Primeira leitura: Romanos 8, 22-27

O capítulo 8 da carta aos Romanos foi chamado o capítulo dos contemplativos. Por isso, é muito adequado para iluminar a figura de Teresa de Jesus. Este texto permite-nos verificar a ligação entre a mensagem teresiana e a experiência da oração interior no Espírito Santo. O Espírito Santo é, efectivamente, como que o motor da esperança de toda a criação no coração dos filhos de Deus. De fato, é na vida cristã que se experimenta a salvação alcançada e a esperança da redenção final no corpo e no cosmos. Do Espírito Santo, intérprete dos nossos desejos e necessidades, brota a oração e a intercessão mais profunda. A oração é um dom da amizade divina, que supõe a presença dos Espírito Santo, que nos impele a rezar e a interceder pela salvação de todos e, sobretudo, solicita a empreender um caminho de perfeição e a passar o limiar das diversas moradas do castelo interior, até à fonte viva da vida divina.

Evangelho: da féria ou do Comum

Teresa de Jesus deixou-nos um precioso testemunho da sua caminhada de fé no livro da sua Vida, onde revela uma infância religiosamente precoce, uma juventude vivida na crise, uma recuperação vocacional aos vinte anos, seguida ainda por uma experiência de vida religiosa com altos e baixos, até à “conversão” definitiva, quando já se aproximava dos quarenta anos.
É a lenta caminhada de uma história de salvação que, desde os limites do pecado, se desenvolve numa conversão sincera e total, com uma determinada determinação, com uma opção total e definitiva pelo Senhor, que dá azo a uma experiência mística em que Deus opera maravilhas.

A vida de Teresa testemunha o processo de transformação da sua pessoa, o desejo de salvação, a efectiva mudança de vida, a graça do Espírito Santo que a penetra e conduz a uma intensa experiência de fé cristã. Nela notamos a graça mística como iluminação interior e como experiência de salvação e de transformação, a presença de Deus, a força da Palavra e dos Sacramentos, a revelação de Cristo Ressuscitado, na sua santa humanidade, a efusão do Espírito Santo e dos seus dons.

A experiência da inabitação trinitária, da comunhão total com Cristo esposo, orientada para o serviço da Igreja, meta ideal da santidade cristã, coroou a sua caminhada. Foi um itinerário em que a oração interior, divina amizade com Deus, foi a chave de compreensão. Tudo desembocou na mística do serviço, numa forte unidade de vida vivida e ensinada pela santa, num grande amor pela Igreja, demonstrado concretamente na promoção da santidade da vida e no serviço da vida contemplativa para renovação da Igreja.
Santa Teresa tem o seu lugar entre as almas que, antes das revelações do séc. XVII, fixaram os seus olhares no Coração de Jesus. Ela escrevia ao bispo de Osma, que lhe pedia um método de oração: «Colocareis diante dos vossos olhos, os do corpo e os da alma, a imagem de Jesus crucificado que haveis de considerar atentamente e em pormenor, com todo o recolhimento e amor de que fordes capaz… A chaga do seu lado, pela qual vos deixará ver o seu Coração a descoberto, revelar-vos-á o indizível amor que nos marcou, quando quis que esta chaga sagrada fosse o nosso ninho e o nosso asilo, e que nos servisse de porta para entrarmos na arca no tempo das tentações». Ela tinha recebido esta orientação dos Padres da Igreja e dos santos dos séculos XII e XIII. Uma das suas práticas mais caras era a de se transportar em espírito, à noite, ao tomar o seu repouso, ao jardim da agonia.

Fonte: um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia”

   

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