ENCONTRO DIOCESANO DE FORMAÇÃO DE NOVIÇOS/AS E JUNIORES/AS

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17Set2018
| Escrito por Assis

 

ENCONTRO DIOCESANO DE FORMAÇÃO DE NOVIÇOS/AS E JUNIORES/AS

No fim de semana último (15 – 16. 09. 2018), na Casa Diocesana de Gurúè, reuniram-se os formando e formandas à Vida Consagrada das Congregações existentes na Diocese para mais um Encontro de Formação.

Participaram , em número de 30,membros das seguintes congregações: S. João Baptista, Claretianas, Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, Imaculada Conceição, Missionárias Capuchinhas, Filhas de N. S. da Visitação, Irmãs Apostólicas de Cristo Crucificado, Religiosas do Amor de Deus, Dehonianos e Associação de Maria Mãe do Redentor.

Orientou o encontro a Irmã Maria Imaculada de Oliveira, Missionária Claretiana, Psicóloga Clínica, da Comunidade de Muiane, sob o tema nuclear “A sexualidade e maturidade afectiva na Vida Consagrada”. E “Relações humanas”.

O tema foi apresentado de várias formas: palestras, filmes (“Sem Reserva: afectividade e não afectividade”; conversa sobre o filme projectado, memória; formas musicais

Sub-tema: Alguns indicadores que podem contribuir no processo de amadurecimento da sexualidade e afectividade”. Este tema foi apresentado usando várias dinâmicas:, sob a forma de “feedback”, dinâmica da almofada, trabalho em grupo, plenários, dramatização e teatro.

No Domingo, 16.09.18, ao meio – dia, D. Francisco lerma Martínez, Bispo da Diocese, presidiu à Eucaristia, com a qual deu-se ao Encerramento deste Encontro de Formação dos noviços e juniores/as da Diocese de Gurúè, organizado pela CIRMO (Conferência dos Institutos Religiosos de Moçambique) da Diocese de Gurúè.

 

NOTÍCIAS DA DIOCESE: CAMINHANDO EM SETEMBRO 2018 (A)

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14Set2018
| Escrito por Assis

 

CAMINHANDO EM SETEMBRO 2018 (A)

31.08 – 01.09. 2018

Encontro em dos Directores dos Secretariados Diocesanos da Coordenação Pastoral da Província Eclesiástica de Nampula. Participaram os Directores das Dioceses de Nacala, Pemba, Lichinga, Nampula e Gurúè. O Encontro realizou-se em Nampula com a finalidade de preparar a Agenda do Encontros dos Bispos da referida Província.

03 – 04.09.2018

Os Bispos das Dioceses de Nacala, Pemba, Nampula, Lichinga e Gurúè, que formam parte da Província Eclesiástica de Nampula, reuniram-se no Paço Episcopal de Nampula em ordem a encontrar vias de orientação pastoral de conjunto no âmbito da Província Eclesiástica. Indicaram-se as linhas gerais para a Catequese (Anúncio), Celebração dos Sacramentos (Liturgia) e pastoral social (caridade). Ao mesmo tempo sublinharam a necessidade de criar o Tribunal Eclesiástico da Província e os Tribunais Diocesanos.

06.09.2018.

Dom Francisco Lerma encontrou-se com o Sr. Núncio Apostólico, D. Edgar Peña Parra, para tratar vários assuntos sobre a vida da Diocese e, ao mesmo tempo, para o felicitar em nome da Diocese de Gurúè, pela sua nomeação como Secretário de Estado para os Assuntos Gerais da Igreja no Vaticano e saudá-lo na sua despedida de Moçambique.
Na parte da tarde, D. Francisco, como Presidente da Comissão Episcopal de Seminários, reuniu com a Equipa de Formadores do Seminário Filosófico Interdiocesano S. Agostinho da Matola.
Posteriormente encontrou-se com os seminaristas da Diocese de Gurúè.

07.09.2018

D. Francisco Lerma, na parte da manhã, reuniu com a Equipa de Formação do Seminário Teológico Interdiocesano S. Pio X de Maputo e com os Seminaristas de Gurúè do referido seminário.

08.09.2018

O nosso Bispo D. Francisco Lerma, acompanhado pelos Padres Rito Alberto, Ecónomo do Seminário Inter- diocesano de Teologia S. Pio X de Maputo, e Artur Bernardo, Formador do Seminário Inter-diocesano de filosofia S. Agostinho da Matola, participou na Celebração da Eucaristia, na Igreja de S. António da Polana, em Maputo, na despedida  de Moçambique do Núncio Apostólico, S. E. R. Dom Edgar Peña Parra. Concelebraram o
Na celebração participou S. Ex.cia o Sr. Presidente da República, acompanhado pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e Assuntos Religiosos e a Ministra do Trabalho e outros membros do Governo.

09.09.2018

O Sr. Bispo celebrou a Eucaristia na Casa provincial das Missionarias da Consolata. Na ocasião encontrou-se com a Irmã Giuseppina Franco, Superiora Provincial para assinar as Convecções estabelecidas pela Igreja para a colaboração do Instituto das Missionárias da Consolata com a Diocese de Gurúè.

10 – 12. 09.2018


D. Francisco participou na Reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal de Moçambique, como vogal pela Província Eclesiástica de Nampula, realizada na Sede  da Caritas Regional de Chokwe, na Diocese de Xai-Xai.

   

QUARTA-FEIRA – XXIV SEMANA – TEMPO COMUM – ANOS PARES - 19 SETEMBRO 2018

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14Set2018
Actualizado em 14 Setembro 2018 | Escrito por Assis
QUARTA-FEIRA – XXIV SEMANA – QUARTA-FEIRA – TEMPO COMUM – ANOS PARES - 19 SETEMBRO 2018 Primeira leitura: 1 Coríntios 12, 31-13,13

Paulo insere o chamado “Hino do amor” no centro dos capítulos dedicados à relação entre carismas e ministérios. Este hino é, sem dúvida, uma das mais belas páginas das suas cartas e, talvez, de todo o Novo Testamento.
O Apóstolo apresenta, em primeiro lugar, o amor como o maior carisma, como o melhor caminho. Mas o “Hino do amor” não é uma saída espiritual evasiva. Paulo insere-o no concreto de uma vida cristã pessoal e comunitária, que, além de um fundamento, precisa de um centro. É preciso aprender a amar como Deus ama: pelos mesmos motivos, com a mesma intensidade, de modo linear e incondicionado, com uma carga afectiva inesgotável.

Em segundo lugar, os cristãos devem amar como Cristo ama: em total disponibilidade pessoal, em total abertura aos outros, no desejo de caminhar juntos. O amor cristão, ou caridade, por sua natureza, está indissoluvelmente ligado à fé e à esperança. Mas, em relação às outras duas virtudes teologais, o amor é claramente superior, devido à sua origem divina, pela sua carga cristológica e por estar destinado à comunidade.

Evangelho: Lucas 7, 31-35

Depois de estabelecer uma relação entre Jesus e o profeta Elias, Lucas compara-O a João Baptista. As diferenças entre os dois são evidentes e significativas. O objectivo de Lucas e sublinhar a simpatia com que o povo simples acolhe Jesus, em contraste com a atitude dos fariseus e doutores da lei. Por isso, é bom ler os vv. 29 ss. Que precedem esta página evangélica.
Jesus usa uma comparação que deixa transparecer o seu duro juízo acerca dos seus contemporâneos. A pergunta inicial é certamente retórica. Não se refere a todos os contemporâneos de Jesus, mas apenas àqueles que, não tendo prestado atenção ao Precursor, também agora O não querem ouvir. Essas pessoas são como as crianças que se recusam a participar tanto na alegria dos casamentos como na tristeza dos funerais. Parece tratar-se da obstinação com que alguns Judeus recusaram a Palavra de Deus, personificada em Jesus. Revelam um coração impermeável a todo e qualquer convite à penitência e à conversão.

Sob o ponto de vista histórico, demos atenção a duas expressões, uma dirigida a João: «Está possesso do demónio!» (v. 33) e outra dirigida a Jesus: «Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores!» (v. 34). Duas desculpas fáceis, que revelam uma mentalidade fechada e unicamente capaz de condenar sem piedade. A expressão final relativa à sabedoria que foi justificada «por todos os seus filhos» leva-nos a pensar noutra categoria de pessoas diametralmente oposta: aqueles que buscam a verdade e que se deixam interpelar por toda a verdadeira pregação, abrindo-se ao de espírito de Deus que actua nas palavras e nas obras de Jesus.
O «Hino do amor» suscita a nossa admiração e entusiasmo. Que belo ideal de vida cristã nos apresenta o Apóstolo! Sentimos de certo movidos a agradecer-lhe. Mas também tomamos consciência do amor que existe entre nós, e queremos dar graças ao Senhor por esse precioso carisma.

Que significa a exortação de Paulo: «Aspirai aos melhores dons. Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros»? Porque é que o Apóstolo apresenta o amor como «um caminho que ultrapassa todos os outros»? Em primeiro lugar porque, contempla, em pano de fundo, a caridade com que Cristo nos amou até à morte e à ressurreição.
Estamos novamente diante do mistério pascal. É a “via crucis” que se torna “via lucis” para quem se mantém fiel às regras do discipulado e, portanto, a lei fundamental do amor. Também Lucas, nos Actos (cf 9, 2; 22, 4; 24, 22) apresenta o cristianismo, não como uma doutrina, mas como um caminho, «o caminho». A comunidade dos discípulos é formada por aqueles que escolheram avançar pelos caminhos do mundo para lembrar a todos que só Cristo Jesus é o caminho a percorrer para chegar à salvação.

Fonte: Resumo/adaptação de um texto de| Fernando Fonseca, scj, em “dehonianos.org/portal/liturgia”. |

 

Terça-feira – XXIV Semana –Tempo Comum – Anos Pares

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13Set2018
| Escrito por Assis

 

Terça-feira – XXIV Semana –Tempo Comum – Anos Pares

Primeira leitura: 1 Coríntios 12, 12-14.27-31a
O Apóstolo tratou dos sacramentos do baptismo e da eucaristia, como eventos centrais na vida dos cristãos. Agora, dedica três capítulos da sua carta à problemática das relações entre carismas e ministérios na comunidade, questão muito viva na comunidade de Corinto, mas sempre mais ou menos presente na vida da Igreja.

Logo no começo do capítulo 12, Paulo afirma que a autenticidade dos carismas depende da pureza da profissão de fé: «Ninguém, falando sob a acção do Espírito Santo, pode dizer: «Jesus seja anátema», e ninguém pode dizer: «Jesus é Senhor», senão pelo Espírito Santo» (vv. 1-3).

Há pluralidade de carismas, mas uma só fonte: a Trindade (vv. 4-6). Logo depois, o Apóstolo afirma que a manifestação do Espírito, por meio dos vários carismas, é dada a cada um para o bem de toda a comunidade. E começa o discurso mais genuinamente teológico. Paulo quer fazer compreender que os dons que recebemos e os serviços que somos chamados a prestar têm o seu fundamento na graça que recebemos por meio dos sacramentos, em força dos quais formamos um só corpo, o corpo de Cristo que é a Igreja.
Todos, de facto, «fomos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito» para formar um só corpo (v. 139.

A unidade não exclui a diversidade dos membros, dos dons, dos ministérios, mas garante-a e exalta-a reconduzindo-a à sua fonte divina, à Trindade, e orientando-a para o bem da comunidade eclesial.

Evangelho: Lucas 7, 11-17

Lucas gosta de estabelecer relações entre Jesus e o profeta Elias (cf. 1 Re 17, 10-24), entre Jesus e o profeta Eliseu (2 Re 4, 18-37). O terceiro evangelista narra a ressurreição do filho único de uma certa mãe viúva, natural de Naim. Prodígios idênticos foram também realizados por Elias e Eliseu.

Sabemos que Lucas também dá particular atenção às mulheres, no terceiro evangelho e nos Actos. Também a figura da mãe viúva que perdeu o seu filho único sensibiliza Jesus que, «Vendo a, se compadeceu¬ dela e lhe disse: «Não chores» (v. 13).

Este episódio não nos revela só um aspecto da psicologia de Jesus, a sua sensibilidade, mas também, a sua opção em favor dos fracos e dos marginalizados. Aquela mulher, na sociedade a que pertencia, estava incluída nessas categorias de pessoas.

Finalmente, Jesus é aclamado como «um grande profeta» (v. 16). Para Lucas, este título tem especial significado: Jesus é profeta, não só pelo que “diz”, mas também pelo que “faz” (acções, gestos, milagres) e, sobretudo, pelo modo como se comporta: sente compaixão, comove-se interiormente e partilha a dor daquela mãe. Assim se manifesta Jesus como profeta no sentido mais integral do termo: não só traz a Palavra de Deus, mas também se coloca ao lado dos homens.

Uma leitura atenta de 1 Cor 12, revela-nos a genialidade do pensamento de Paulo. Como já dissemos, o primeiro pensamento de Paulo refere-se à relação entre carismas e ministérios, por um lado, e à ortodoxia da fé, por outro lado. Deve ser este o ponto de referência da ortopraxe.

Em segundo lugar, Paulo evidencia a relação entre os carismas recebidos e a sua origem trinitária. Estamos sempre no âmbito da fé, mas é evidente que Paulo fala, não de uma Trindade abstracta, que está acima dos céus, mas da Trindade “económica”, isto, considerada na relação com a nossa vida e com a vida da comunidade.

Depois tratará da relação entre a dimensão pessoal e a dimensão comunitária dos carismas: isto para deitar por terra qualquer tentativa de privatizar o dom divino ou de cada um os pôr ao serviço de si mesmo ou da sua categoria social.

Depois da relação entre carismas, ministérios e vida sacramental, Paulo ilustra o seu pensamento com dois apólogos: no primeiro, fazendo falar os membros do corpo humano, leva-nos a compreender que a beleza e a harmonia de uma comunidade se fundamenta na variedade dos seus membros, tão solícitos em contribuir para o bem-estar da própria comunidade. Fica assim expresso o princípio da complementaridade em ordem à unidade.

No segundo apólogo, o Apóstolo ilustra outra lei, típica do corpo humano e de toda a comunidade, também da cristã. É o princípio da subsidiariedade, pelo qual, todos os membros, também os mais nobres, precisam dos outros, mesmo dos mais humildes. Por isso, não pode haver divisões na comunidade, tal como não pode haver divisões no corpo humano (12, 15-26).

Fonte:
Resumo/adaptação de um texto de F. Fonseca em “Dehonianos.org/porta/liturgia”

   

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